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Conexão Digital 1431 - Parlamentares da França aprovam proibição de redes sociais para menores de 15 anos

terça-feira, 28 de julho de 2026

França

A França deu mais um passo para limitar o acesso de adolescentes às redes sociais. O Parlamento aprovou um projeto que proíbe o uso dessas plataformas por menores de 15 anos. 

Agora, o texto ainda precisa passar pela análise do Conselho Constitucional, que verifica se a proposta está de acordo com a Constituição francesa. Se receber o aval, a lei segue para sanção do presidente Emmanuel Macron e pode entrar em vigor a partir de outubro. Macron comemorou a aprovação e disse que a medida faz parte da promessa de reforçar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. 

Mas a França não está sozinha. A Austrália aprovou uma lei que deve restringir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. No Reino Unido, novas regras exigem mais proteção para crianças e adolescentes nas plataformas digitais. 

A União Europeia também pressiona empresas de tecnologia a adotarem mecanismos mais rigorosos de verificação de idade e segurança para os jovens. E, no Brasil, o debate avança com propostas como o ECA Digital, que busca atualizar a proteção de crianças e adolescentes na internet. 

A tendência é clara: governos de diferentes partes do mundo estão aumentando a pressão sobre as redes sociais para reduzir os riscos de exposição de menores a conteúdos inadequados, golpes e outros problemas do ambiente online.

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Conexão Digital 1416 - Reino Unido proíbe redes sociais para menores de 16 anos

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L
Reino Unido

O governo britânico anunciou na semana passada que vai proibir redes sociais para menores de 16 anos. A ideia é devolver a infância pra garotada, tirando os adolescentes do celular e mandando todo mundo pra rua. 

O plano é pesado e vai bloquear plataformas gigantes como TikTok, Instagram, YouTube, Snapchat e o X. Aplicativos de mensagens como o WhatsApp, além de streaming de música e jogos educativos, continuam liberados. 

Eles estão chamando esse projeto de Austrália Plus, porque é inspirado no modelo australiano, só que ainda mais rígido. Para os jovens de 16 e 17 anos, ferramentas perigosas como transmissões ao vivo e conversas com desconhecidos vão virar bloqueio padrão. 

E não para por aí, o governo quer até colocar um limite noturno para o uso da internet e acabar com aquela rolagem infinita que faz o jovem perder a hora. Aplicativos de relacionamento também vão exigir maioridade de 18 anos. 

Toda essa história surgiu depois de uma pesquisa gigantesca onde nove em cada dez pais apoiaram a proibição. O órgão regulador deles já está estudando um sistema de verificação de idade à prova de falhas pra ninguém burlar as regras. Eles estão correndo contra o tempo para aprovar tudo logo e a previsão é que as primeiras restrições comecem a valer já no primeiro semestre do ano que vem. 

Outros países como Espanha, Alemanha, Bélgica, Itália, França, Dinamarca, Indonésia e Malásia também estão estudando proibições semelhantes pra essa faixa etária. 

O que você acha dessa medida? Quais efeitos teria se fosse implementada aqui no Brasil? Me conta sua opinião no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1395 - Conexão Social Media 2026

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Conexão Social Media
Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

São Paulo virou a capital das redes sociais nos dias 29 e 31 de maio. O Vibra São Paulo recebeu o Conexão Social Media 2026, considerado pelos organizadores o maior evento de social media do mundo. Foram três dias de muito conteúdo, networking e troca de experiências, reunindo cerca de 4 mil profissionais, criadores de conteúdo, gestores de tráfego, estrategistas digitais e empreendedores de várias regiões do Brasil. E pelo menos cinco ex-alunos meus, hoje excelentes profissionais do mercado, estiveram lá. "Está sendo muito intenso. São muitos conteúdos, a gente volta com a mente um turbilhão, fervendo de ideias, de insights. Estamos vendo de tudo, desde a criatividade, comunidade, está sendo sensacional", comentou Poly Costa, da agência A Flecha Criativa, de Sete Lagoas.

"Um dos maiores recados do Conexão Social Mídia foi: A IA pode ajudar muito, mas ela não pensa por você. Ela funciona como um segundo célebro, só quem coloca repertório, estratégia, vivência e direção é você. O mercado está muito parecido porque tem muita gente usando as mesmas ferramentas do mesmo jeito. Por isso o diferencial continua sendo clareza de posicionamento, promessa bem definida, conteúdo humanizado e uma identidade forte. Contratar alguém para cuidar do seu digital não tira a autoridade do dono, pelo contrário, ajuda a transformar essa autoridade com conteúdo, presença e prospecção. Conteúdo é um dos maiores ativos de venda hoje. Primeiro você constrói uma base com método, depois potencializa o que deu certo com tráfego pago. No fim, falar com todo mundo é falar com ninguém. E em um mercado cheio de IA, quem tem identidade sai na frente", completou outra ex-aluna minha, Brenda Candiotto, da Dona B Agência Criativa.

O clima foi de imersão total no universo digital. Nos palcos, especialistas discutiram temas que estão dominando o mercado, como inteligência artificial aplicada à criação de conteúdo, posicionamento de marca, vendas pelas redes sociais, automação, tendências do Instagram, TikTok e novas estratégias para conquistar mais audiência e mais clientes. Outro destaque foi a presença de grandes nomes do marketing digital e das mídias sociais, compartilhando experiências reais, erros, acertos e estratégias que estão funcionando na prática. A proposta foi mostrar que produzir conteúdo hoje não é apenas sobre curtidas e seguidores, mas também sobre construir autoridade, gerar vendas e transformar presença digital em negócio.

Pelo tamanho do evento e pela procura dos participantes, fica claro que o mercado segue crescendo e criando novas oportunidades para quem quer viver do digital. E você, costuma participar de eventos da sua área? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1271 - Austrália proíbe redes sociais para menores de 16 anos

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L


Nos últimos dias, a Austrália chamou atenção do mundo ao anunciar uma medida polêmica: a proibição do acesso às redes sociais para menores de 16 anos. A ideia, segundo o governo australiano, é proteger crianças e adolescentes dos efeitos negativos do ambiente digital, como cyberbullying, exposição a conteúdos inadequados e problemas de saúde mental ligados ao uso excessivo das plataformas. 

Entre os pontos favoráveis, muita gente comemora. Especialistas em educação e psicologia defendem que a medida pode ajudar a reduzir ansiedade, depressão e até casos de automutilação entre jovens. Além disso, a restrição pode incentivar mais interação fora das telas, melhorar o rendimento escolar e diminuir a pressão por likes, seguidores e padrões irreais de vida que bombardeiam adolescentes o tempo todo. 

Mas, claro, nem tudo são flores. Um dos principais pontos contrários é a dificuldade de fiscalização. Como garantir que um menor não crie um perfil falso ou use a conta de um adulto? Outro argumento forte é que a proibição pode limitar o acesso à informação, à expressão e até a comunidades importantes para jovens que encontram apoio e identificação nas redes, como grupos culturais, educacionais ou de saúde mental. Sem falar que muitos adolescentes usam essas plataformas para aprender, criar conteúdo e até iniciar projetos profissionais. O impacto dessa decisão pode ir muito além da Austrália. 

Se a medida der certo, outros países podem seguir o mesmo caminho, pressionando gigantes da tecnologia a mudar regras, investir mais em verificação de idade e segurança digital. Por outro lado, se não funcionar, o debate sobre educação digital e responsabilidade das plataformas deve ganhar ainda mais força. 

Proibir é o melhor caminho ou o foco deveria ser ensinar a usar as redes de forma consciente e segura? Quero muito ouvir a sua opinião no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!


Conexão Digital 1233 - Redes sociais terão aferição de idade

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

O Ministério da Justiça lançou na semana passada uma consulta pública sobre aferição de idade na internet, etapa fundamental para regulamentar o chamado Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, o ECA Digital. 

A consulta fica aberta por 30 dias e busca ouvir empresas, especialistas e a sociedade civil sobre como deve funcionar, na prática, o mecanismo que vai verificar a idade mínima de quem acessa plataformas e aplicativos no Brasil. 

A nova lei entra em vigor em março de 2026. A ideia é simples: criar um sistema que funcione como um “porteiro da internet”, garantindo que crianças e adolescentes só acessem conteúdos adequados, tudo isso sem violar a privacidade dos usuários. 

O desafio é equilibrar proteção e segurança digital com o respeito à Lei Geral de Proteção de Dados. Segundo o Ministério, o objetivo é evitar soluções invasivas, como grandes bancos de dados biométricos ou reconhecimento facial, e apostar em alternativas modernas, como credenciais etárias, tokens digitais e métodos como o Zero Knowledge Proof, que confirmam a idade sem revelar dados pessoais. 

Os serviços com maior risco para menores, como as redes sociais, plataformas de conteúdo adulto e aplicativos que vendem álcool ou cigarros, terão prioridade nas regras. Com apoio da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, o governo vai reunir as contribuições da consulta e preparar, até o fim de 2025, o decreto que vai definir como a aferição de idade será aplicada. 

E qual a sua opinião sobre isso? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1177 - Instagram está em 91% dos celulares no Brasil e TikTok é o que mais cresce

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

O Instagram continua sendo a rede social mais popular do Brasil, presente em 91% dos celulares do país. É o que revelou a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box, com 2.019 brasileiros entrevistados em março desse ano. 

Além disso, é a plataforma onde os usuários passam mais tempo: 34% dos entrevistados afirmaram que o Instagram é o aplicativo que mais usam. O destaque em crescimento, no entanto, ficou com o TikTok, que saltou de 40% para 46% de presença nos smartphones em um ano. 

Ainda assim, ele ocupa o terceiro lugar, atrás do Facebook, que está em 76% dos celulares, apesar de estar em queda (eram 79% em 2024). No ranking geral: Instagram – 91%. Facebook – 76%. TikTok – 46%. LinkedIn – 40%. Kwai – 28%. O X/Twitter (27%) e o Threads (22%). 

Mulheres usam mais o Instagram e TikTok do que os homens. O Instagram tem uso equilibrado entre todas as faixas etárias. Já o TikTok é mais popular entre jovens de 16 a 29 anos (61%), caindo para 42% entre 30 a 49 anos. 

O Facebook, por outro lado, tem maior presença entre pessoas com 50 anos ou mais (86%) e perde espaço entre os mais jovens (63% entre 16 a 29 anos). 

Só me estranhou na pesquisa que não incluíram o Youtube como rede social. É que a plataforma de vídeos está cada vez mais sendo usada nas TVs. E você, usa mais Instagram ou TikTok?

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Conexão Digital 1158 - Feed sem postagens é nova tendência entre a Geração Z

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L
feed zero



Você é daqueles que têm um perfil low profile nas redes sociais? Tem a conta mas não posta nada, não interage com as publicações dos outros nem compartilha nada? Então você faz parte da nova tendência nas redes sociais: o "feed zero", que tem se tornado muito popular entre os jovens da geração Z, nascidos entre 1997 e 2002. 

Ela consiste em deixar os feeds das redes sociais vazios — sem fotos ou publicações fixas — e priorizar conteúdos temporários, como stories e mensagens diretas. Essa escolha reflete duas motivações principais: a busca por privacidade em um mundo hiperexposto e o desejo de se diferenciar das gerações anteriores, especialmente os millennials, vistos como exibicionistas ou “cringe”. 

Estou falando dos pais, tios ou irmãos mais velhos dessa geração atual de jovens. Para alguns especialistas, os jovens atuais cresceram em um mundo já digital e conectado. Evitar publicações permanentes é uma forma de se proteger do julgamento público e do temido “cancelamento”. Além disso, muitos criam perfis alternativos, os chamados "dix", onde compartilham experiências apenas com amigos próximos, em ambientes mais seguros e íntimos. 

Apesar dos feeds vazios, esses jovens continuam ativos online, preferindo interações rápidas, privadas e efêmeras. Para eles, não se expor o tempo todo não significa estar ausente: é apenas uma nova forma de estar presente, com mais controle sobre sua imagem e exposição. 

E você, é da turma que posta muito ou da turma que posta pouco? Me conta no instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1150 - Bigtechs e especialistas criticam STF por responsabilizar redes

segunda-feira, 30 de junho de 2025

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

Na semana passada o STF, Supremo Tribunal Federal, considerou inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet. Na prática, a instituição definiu que as redes sociais podem ser responsabilizadas por publicações feitas por usuários. O assunto recebeu 8 votos a favor e 2 contrários. 

A partir de agora, só precisa de uma ordem judicial para remover conteúdos que afetem a honra, como calúnia e difamação. Todos os outros conteúdos deverão ser removidos bastando uma ordem privada. A questão foi acompanhada de perto pelas big techs, já que elas são as principais interessadas no assunto. E companhias como Meta, Google e X, além de especialistas do setor, não ficaram nada satisfeitas com a decisão. 

O Google por exemplo disse que as decisões do STF podem impactar a liberdade de expressão e a economia digital, além de restringir a atuação da empresa no Brasil. A Meta também alegou que enfraquecer o Artigo 19 do Marco Civil da Internet traz incertezas jurídicas e pode ter consequências para a liberdade de expressão, inovação e desenvolvimento econômico digital. 

Alguns especialistas argumentam que houve uma “inércia legislativa”, já que o tema deveria ser julgado pelo Congresso Nacional e não pelo STF. 

E você, acredita que a internet brasileira pode virar alvo de censura dependendo de quem estiver com a caneta na mão? Me conta sua opinião no instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1145 - Jovens querem menos anúncios e mais conteúdo real no feed

segunda-feira, 23 de junho de 2025

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

A edição anual do Festival de Cannes, o maior prêmio mundial da publicidade, foi realizada de 13 a 24 de maio de 2025 e premiou o Brasil com 107 troféus em várias categorias. Durante esta edição do evento foi apresentada uma pesquisa que revela que 79% dos jovens consumidores estão abandonando anúncios com cara de comercial de margarina. 

A geração atual quer ver a vida como ela é: com erros de gravação, gírias, câmera tremendo e, principalmente, uma conversa que faça sentido pra quem está do outro lado da tela. O lance agora é criar conteúdo que pareça mais um amigo mandando um áudio no WhatsApp, um bate-papo informal mesmo, do que produção de agência usando Inteligência Artificial do jeito errado. 

Se não for real, relevante e minimamente humano, vai passar batido no feed do usuário: o público vai seguir rolando o dedo como se fosse só mais um vídeo perdido na timeline. É a estética da gambiarra, do improviso, da criatividade que não precisa de pós-produção em três softwares diferentes pra acontecer. Criatividade de verdade acontece nas condições que dá, com internet ruim, câmera simples e muito repertório de vida real. 

É só você pensar nos vídeos que você assiste e nos que você pula na sua timeline. Quando tem cara de propaganda, a gente pula logo pro próximo. Quando parece um conteúdo de verdade, a gente até para um pouco pra ver. E os primeiros três segundos são fundamentais pra prender a atenção do público. Mas isso é assunto pra outro texto. 

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Conexão Digital 1142 - A polêmica da prisão do rapper MC Poze do Rodo

terça-feira, 17 de junho de 2025

 Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

No artigo de ontem eu quis refletir com você sobre a polêmica envolvendo a condenação do humorista Léo Lins sobre piadas de conteúdo ofensivo contra minorias. E apontei os discursos contra e a favor. Hoje eu queria aprofundar um pouco mais nessa discussão de liberdade de expressão e responsabilidade social falando do caso da prisão do rapper MC Poze do Rodo. 

O artista se auto-intitula ex-traficante, mas faz apologia ao crime organizado em suas letras, inclusive em algumas músicas livremente disponíveis no Youtube, no Spotify e outros serviços de streaming. São faixas como “Fala que a Tropa é Comando Vermelho”, em que o rapper chega a ameaçar agentes de segurança com versos como: "Se os cana brotar, a bala vai comer.” A música chegou a figurar entre as mais ouvidas do Top 50 do Spotify em 2021. 

Para a Polícia Civil, que investiga o caso, as letras extrapolam os limites constitucionais da liberdade de expressão e artística, configurando crimes graves de apologia ao crime e associação para o tráfico de drogas. E aí, quem está certo nesse caso? O humorista e o rapper ou a Justiça e a polícia? Ou são casos diferentes? Dá pra defender Léo Lins e condenar Poze do Rodo ou o humorista está certo e o rapper errado? Ou em ambos os casos se tratam apenas de expressões artísticas? 

Eu confesso que nunca tinha ouvido falar nesse MC. Mas me lembro que, na minha época, o rapper Gabriel O Pensador ficou famoso com a música "Hoje eu tô feliz, matei o presidente", isso em 1993. O máximo que aconteceu foi a música ser proibida de tocar no rádio. Mas, como diria meu pai, eram outros tempos... 

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Em tempo: o rapper já foi solto e Léo Lins recorreu da decisão...

Conexão Digital 1141 - A polêmica da condenação do humorista Léo Lins

 Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

Eu não tinha me manifestado sobre a polêmica da condenação envolvendo o humorista Léo Lins aqui porque, juro, eu ainda não tenho uma opinião formada sobre assunto, e queria muito ter. Mas talvez, compartilhando os prós e contras com você, isso me ajude a formar melhor a minha opinião, ou talvez a sua, ou ainda te leve a refletir sobre esse caso de um outro ponto de vista, entendendo ambos os lados e, por isso mesmo, é polêmico. 

Conhecido por seu estilo de humor ácido e sem filtros, Léo Lins foi recentemente condenado pela Justiça a oito anos de prisão e mais de R$ 2 milhões em multas por conta de piadas consideradas discriminatórias contra diversas minorias. A decisão gerou reações acaloradas, dividindo opiniões entre quem defende a liberdade de expressão e quem considera que há limites éticos e legais para o humor. 

De um lado, críticos afirmam que Léo Lins ultrapassou o limite do aceitável ao fazer piadas que não apenas ofendem, mas reforçam preconceitos e estigmas contra grupos vulneráveis. Segundo essa visão, o humor não deve servir de escudo para a propagação de discursos que desumanizam ou marginalizam pessoas. Afinal, liberdade de expressão não é um direito absoluto. 

Por outro lado, há quem veja na condenação uma ameaça à liberdade artística e ao direito de fazer humor com qualquer tema. Para defensores de Léo Lins, o papel do humor, especialmente o chamado “humor negro”, é justamente provocar, desconstruir tabus e expor contradições da sociedade. Afinal, o riso não deve ser controlado pelo Estado. Ou quem rir das piadas também deveria ser condenado? Enfim, a polêmica expõe um dilema contemporâneo: como equilibrar liberdade de expressão com responsabilidade social? Onde termina a piada e começa o discurso de ódio? E na música, vale o mesmo? 

Amanhã vamos discutir o caso do MC Poze do Rodo. Mais do que respostas definitivas, te convido a refletir sobre qual tipo de liberdade e de respeito queremos cultivar.

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Conexão Digital 1139 - A possível volta do Orkut (de novo)

sexta-feira, 13 de junho de 2025

 Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

Você que tem mais de 30 anos sente saudades do Orkut? Eu já tinha te contato aqui no Conexão Digital sobre uma possível volta de uma das primeiras redes sociais do mundo há pelo menos três anos atrás, em maio de 2022. Três anos depois do anúncio, parece que agora esse desejo está prestes a se concretizar. 

O criador da rede social, Orkut Büyükkökten, confirmou que está desenvolvendo uma nova plataforma inspirada nos tempos áureos da saudosa plataforma que dominou o Brasil nos anos 2000. A promessa é clara: trazer de volta as comunidades, os depoimentos, os scraps e aquele clima de amizade sincera que fazia a gente passar horas online. Mas calma, não é só um remake. 

O novo Orkut vem repaginado, mais moderno, com inteligência artificial, algoritmos inteligentes e, claro, muito mais segurança e privacidade. Durante o evento Rio Innovation Week, realizado duas semanas atrás, o próprio Orkut revelou que está criando uma rede mais saudável, focada em conexões reais, fugindo dos algoritmos tóxicos que a gente vê por aí nas redes atuais. 

O site orkut.com continua no ar há três anos com aquele recado misterioso: “Estamos construindo algo novo para você”. Só que parece que agora é pra valer: vem aí o Orkut 2.0! Apesar de ainda não ter uma data de lançamento, ou relançamento, os mais saudosistas já estão em surto coletivo só de imaginar voltar a disputar quem tinha mais depoimentos, qual comunidade mais engraçada participar e, claro, colocar aquele “100% confiável” no perfil dos amigos. 

E você, sente saudades do Orkut? Do que você mais lembra dessa época? Me conta no meu Orkut, opa, no meu Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1123 - Em que pé está a regulação de redes no Brasil

quinta-feira, 22 de maio de 2025

 Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L



A regulamentação das redes sociais no Brasil ainda é um tema de debate no país e está longe de ser um consenso. Enquanto há quem defenda a regulação das plataformas digitais como forma de responsabilizar essas empresas por publicações criminosas de usuários ou prejudicar o consumidor de alguma forma, críticos apontam riscos de censura em caso de reforço na moderação. 

O Governo Federal, por exemplo, defende a regulação das redes em algumas oportunidades, mas a criação de uma legislação específica segue travada. O debate no Congresso nem é tão novo assim. Começou pra valer em 2023 sob o chamado PL das Fake News, mas foi paralisado após pressão de parlamentares e até de empresas de tecnologia. As Big Techs, claro, são contra. 

Atualmente, a votação de um projeto de lei segue sem previsão para acontecer e o Supremo Tribunal Federal também não pauta o tema há algum tempo em suas sessões. Um abacaxi bem espinhoso que, em algum momento, teremos que discutir se quisermos uma internet ao mesmo tempo livre e segura para todos. E se a solução fosse fácil, já teria sido tomada. 

Mas e você, é contra ou a favor da regulação das redes sociais? Você acredita que o ambiente online seria melhor ou pior com uma regulação? Me conta sua opinião no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!



Conexão Digital 1087 - Como perfis lucram mesmo sendo odiados

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

Você provavelmente já deve ter visto cortes de entrevistas ou publicações com mensagens polêmicas, politicamente incorretas ou preconceituosas de influenciadores, subcelebridades, donos de empresas ou mesmo anônimos na internet. 


É o chamado "Rage Bait". Na tradução livre, significa "isca de ódio", ou "marketing da raiva". A técnica é muito bem elaborada para causar indignação e até raiva em quem lê ou assiste. E, com isso, obter mais engajamento nas publicações, seja com comentários e compartilhamentos ou, no caso do Facebook, as reações negativas. 


Mas comentários negativos não são ruins? Você deve estar se perguntando... Bom, a questão é que os algoritmos não fazem juízo de valor. Não sabem se o comentário é positivo ou negativo. Não sabem se a gente compartilha por gostar ou por não gostar do que viu. E quanto maior o engajamento em uma publicação, maior será sua viralização e mais gente vai passar mais tempo vendo aquele conteúdo. Tudo o que as redes sociais mais querem! 


Assim, o dono da publicação sai da sua bolha e aumenta o número de visualizações não só do post em questão, mas de outros posts dele. O algoritmo entende que não só o post mas o perfil em si está relevante naquele momento e começa a sugerir outros posts do perfil aos usuários. Então, quanto mais pê da vida uma publicação te deixar, mais você vai ficar sucetível a comentar. É aquela coisa: sempre vai ter muito mais gente disposta a criticar do que a elogiar, ainda mais na internet. 


Então, pra que esse tipo de conteúdo deixe de aparecer pra você, as duas principais opções são: primeiro, não bata palma pro palhaço dançar, evite o impulso e simplesmente não interaja, deixe passar batido no seu feed. Se a isca não engajar, com o tempo o autor desiste desse tipo de conteúdo. Ou, em segundo lugar, simplesmente bloquear o perfil. Afinal, o que os olhos não vêem o coração não sente. 


Eu tenho uma regra simples: se algum perfil que eu sigo começa a me fazer mais mal do que bem, é hora de deixar de seguir. Recomendo esse detox digital. Me segue no instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo.


Resumão do #FOMS2016 - Fórum de Mídias Sociais da Sectes

quinta-feira, 24 de março de 2016

Na tarde do último domingo (20), a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) mostrou que quer realmente fazer a diferença para transformar Minas Gerais no melhor Estado para o mercado de inovação e tecnologia do país. A Pasta organizou um mega evento no Hotel Ouro Minas para aproximadamente 900 pessoas (sem contar a transmissão online simultânea).

O evento contou com palestrantes de peso como Cid (Não Salvo), Erick Krominski (@MUITOinteressante e ex-CQC), PC Siqueira (MasPoxaVida e Rolê Gourmet), Bella Falconi (instagrammer fitness), Wesley Barbosa (Líder de Desenvolvimento do Facebook e Instagram na América Latina), Juzão (Twitter), Cris Guerra (HojeVouAssim e ParaFrancisco), Victor Peçanha (Rock Content), Victor Salles (Hekima), Rocrigo Cartalho (Sympla), Israel Salmen (Méliuz)Khalil (Kornerz), Cristina Cypriano (professora, psicóloga e doutora em Sociologia) e Joy Falete (Morri de Sunga Branca e Lajoy).

No público, muita gente do mercado entre startups, empreendedores, agências, estudantes, professores, enfim, grande parte do ecossistema de inovação mineiro. Durante a abertura, o subsecretário de Tecnologia e Inovação da Sectes, Leo Dias, divulgou o calendário de eventos integrados para todo o ano (VEJA AQUI).

Como o blog tinha credencial de imprensa, conseguimos entrevistas exclusivas com alguns palestrantes. Infelizmente não foi possível (por limitação nossa mesmo) conversar com todos. Mas seguem algumas falas:

Cid (Não Salvo)

Para uma agência que deseja falar para o público do Não Salvo, que tipo de ações de marketing digital mais tem gerado resultados?

O banner é o que a gente menos usa desde sempre. Nosso posicionamento como publicidade foi diferente do resto da galera. Acho que foi até por isso que ele deu muito certo. A gente está inserido na publicidade. Se tem uma promoção, a gente vai lá e participa da promoção. O Não Salvo acaba fazendo parte da publicidade normalmente como publieditorial. O ideal é conseguir inseria a marca no ambiente que já tá ali. Se tem um atrativo, alguma coisa que chame o cara para aquele conteúdo, pra ler, participar, ele vai fazer isso como sendo um conteúdo normal do blog. Agora começamos a entrar na onda do YouTube, criamos um canal há dois meses. Estamos com 250 mil inscritos e estamos fazendo muita coisa pra essa plataforma, que também é uma forma de inserção da publicidade no vídeo.

Victor Salles (Hekima)

De que forma o Big Data pode auxiliar candidados a prefeito ou vereador em cidades menores?

É importante separar este cenário em três: cidades com mais de um milhão de habitantes, entre 100 mil e um milhão e cidades com menos de 100 mil habitantes. Mas não é 'olho de santo' não. Há cidades menores mas muito engajadas nas mídias sociais, isso ajuda. O big data nesse caso é só o ingrediente, uma forma de trabalhar a informação. Se uma cidade tem 10 mil habitantes, é mais fácil o candidato visitar todas as casas - que é o que eles fazem - e depois utilizar um canal como, por exemplo, o WhatsApp pra tentar aumentar a onda em torno do projeto dele. A grande diferença a ser observada é que, há um tempo atrás, depois que o candidato fazia essas visitas de casa em casa, ele tinha o voto garantido, ele conhecia aquela pessoa. Hoje não é mais assim. O eleitor não é mais tão fiel. Ele muda de opinião mais rápido. É por isso que os institutos de pesquisa muitas vezes 'erram'. Mas nem sempre é erro. É a vontade do eleitor que muda rápido mesmo. O bacana do big data é exatamente observar essas mudanças de cenários e apontar as tendências. A questão é que nem todos os políticos estão preparados para o mundo digital.


Érick Krominski (startup Muito Interessante e ex-CQC)

Gostaria de saber um pouco mais sobre sua startup e em que o SEED-MG contribuiu com ela

O www.muitointeressante.com.br é uma startup que transforma informação em diversão. Esse é o nosso principal foco. Nasceu como um perfil no Twitter, virou blog e depois a gente entendeu que aquilo era um negócio. O SEED, mais importante que para o negócio, foi importante para os empreendedores, que sou eu e mais dois sócios. A Sofia, por exemplo, já está em outra startup. Depois do SEED, dobramos nosso número de seguidores em todas as redes sociais. Mais importante do que números de seguidores, projetos e faturamento, o que ficou de principal foi o que a gente aprendeu. O legal do programa é que ele não foca no negócio, ele foca no empreendedor. Saem de lá pessoas prontas para serem empreendedoras seriais. Quando entrei no programa nem sabia o que era startup...rs. Hoje eu não volto pra TV se tiver que largar o Muito Interessante.


PC Siqueira (Youtuber "velha guarda" / MasPoxaVida / Rolê Gourmet)

Você e o Felipe Neto hoje são considerados os precursores da "vlogosfera" brasileira, a "velha guarda" desse movimento. Como ainda se manter relevante com tanta gente surgindo no YouTube e com conteúdos cada vez mais segmentados? (coincidentemente, foi a mesma pergunta que o Érick Krominski fez ao PC no final do evento).

Acho que é uma coisa de você ficar ligado nas coisas que estão acontecendo, entender pra onde está indo seu trabalho e se reinventar sempre. Não é necessariamente você parar de fazer uma coisa e começar outra. É começar a fazer coisas novas sem abandonar o que você já estava fazendo. Minha ida para a TV foi uma das coisas nesse sentido. Quando cheguei na TV, abrangeu bastante meu público. Até hoje tenho seguidores por causa da TV. A diferença do conteúdo que eu fazia no início para o que eu faço hoje é que antes eu tinha mais liberdade, podia falar sobre qualquer banalidade. Quando eu estava no auge, não precisava me esforçar muito pois os vídeos tinham muitos acessos, independentemente do que eu falasse. Agora acho que eu procuro me posicionar um pouco mais, falar sobre o que considero mais importante porque sei que menos pessoas vão assistir. Então eu quero impactar mais essas pessoas do que um grande público. É uma cobrança pessoal maior. Quero fazer diferença pra quem está vendo, já que é um público menor.

Leo Dias (subsecretário de Ciência e Tecnologia do Governo de Minas)

Como está o processo de seleção do SEED-MG e quais as novidades dessa edição do programa?

São etapas que vamos cumprindo. Desta vez tivemos um recorde no número de inscrições em relação às outras duas etapas do programa. Foram 1453 startups de 48 países diferentes inscritas. Me coloco bem à margem dessa seleção para evitar influência da nossa parte. Quem está cuidando dessa seleção são os 20 especialistas do ecossistema mineiro de startups, tecnologia e inovação. Tem uma empresa licitada para isso. Foi feito um pente fino e na reta final ficaram 150. Agora estamos na reta final. Dia 30 de março vamos anunciar as 40 startups finalistas. Uma das novidades dessa edição são os hubs regionais. Teremos um projeto de interiorização do SEED. Serão 20 hubs, um em cada regional do Estado. A ideia é que tenhamos dentro desses hubs (serão dez este ano e dez no ano que vem) um processo de pré-aceleração, aceleração e pós-aceleração. Será um modelo estilo 'Lemonade' e 'startup You'. Serão esses três procesos para que o empreendedor tenha uma linha do tempo bem clara para que o produto dele vire realmente uma inovação, algo rentável. Nossa estratégia é trabalhar de uma forma sistêmica para que todas as ações tenham começo, meio e continuidade.

Bom, essas foram as entrevitas exclusivas que conseguimos no evento e, para isso, acabamos sacrificando outras palestras ou deixando de conversar com outros palestrantes. O blog parabeniza a todas as pessoas, empresas, profissionais e instituições envolvidas no evento, que foi sucesso de público e crítica.

Nota do blog: Bom rever amigos como Gutenberg Almeida, Caio César, Raquel Camargo, Wander Veroni, Marcelo Fernandes, Bruno Henrique Dias, Natália Boaventura, Elis Amâncio e uma pá de gente boa reunida!

 Turma de Sete Lagoas: William Firmo, Bruno Barbosa, Matheus Cunha e Marcelo Sander

 Palestra do Victor Salles, da Hekima 

Cris Guerra, contando sua trajetória até o sucesso no ambiente virtual. 

 Bella Falconi, considerada o maior fenômeno fitness da atualidade. Personal Trainer, instagrammer.

Vitor Peçanha (Rock Content) e Rodrigo Cartacho (Sympla), representando o San Pedro Valley 

 Vitor Peçanha (Rock Content) e Rodrigo Cartacho (Sympla), representando o San Pedro Valley


Israel Salmen apresentando o Méliuz, outra startup do San Pedro Valley 

PC Siqueira e Érick Krominski respondendo perguntas de quatro pólos UAITEC que assistiam à transmissão ao vivo.

Juzão, representante do Niche, startup comprada pelo Twitter que funciona como plataforma de campanhas digitais para criadores de conteúdo.


Wesley Barbosa, líder de Desenvolvimento de Mercado do Facebook e Instagram para a América Latina, Marcelo Sander e Matheus Cunha



E ainda faltou citar as participações do Khalil, da startup Kornerz (aproxima lojistas e influenciadores digitais); da Cristina Cypriano, professora universitária, psicóloga e doutora em Sociologia especialista em redes sociais; e a Joy Falete, criadora do perfil @pedreiro_online no Twitter, colunista do blog Morri de Sunga Branca e CEO da Lajoy, que agencia influenciadores. Essas eu perdi enquanto entrevistava o resto da turma.