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Conexão Digital 1332 - 6G começa a mostrar a sua cara

quarta-feira, 11 de março de 2026

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

Enquanto as operadoras de telefonia móvel ainda estão tentando recuperar o dinheiro investido no 5G, algumas empresas de tecnologia já começaram a mostrar como pode ser o 6G. Apareceram algumas ideias bem interessantes num evento de tecnologia em Barcelona na semana passada. 

Uma das mais curiosas é uma tecnologia chamada ISAC. Ela faria a rede de celular funcionar quase como um radar. Além de transmitir dados, a rede também conseguiria “enxergar” objetos em movimento dentro da área de cobertura. 

Isso seria possível analisando como os sinais das antenas refletem nos objetos ao redor. No 6G, teoricamente daria para detectar qualquer coisa: uma pessoa, um ônibus, um drone ou até um pássaro. 

Empresas como a Qualcomm já fizeram testes nos Estados Unidos. Em uma das demonstrações, a rede conseguiu detectar um drone voando a cerca de 800 metros de distância, mesmo a uma velocidade de 15 metros por segundo. Algo que muitas vezes é difícil até para câmeras de vigilância. 

A Ericsson também está testando a tecnologia e destaca que ela pode ter aplicações importantes, inclusive na área de defesa, já que drones estão sendo cada vez mais usados em conflitos e às vezes passam despercebidos pelos radares tradicionais. 

Claro que tudo isso ainda está em fase inicial. As regras do 6G ainda nem foram definidas. A expectativa é que essas especificações fiquem prontas só por volta de 2028, e que as primeiras redes comerciais apareçam só por volta de 2030. 

Ou seja, ainda vai demorar um pouco, mas o que vem por aí promete ser bem diferente do que a gente conhece hoje, sem falar na diminuição da latência e no aumento da velocidade, claro. E sempre que surgir uma novidade sobre o 6G, eu te conto aqui, no Conexão Digital.

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Conexão Digital 1150 - Bigtechs e especialistas criticam STF por responsabilizar redes

segunda-feira, 30 de junho de 2025

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

Na semana passada o STF, Supremo Tribunal Federal, considerou inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet. Na prática, a instituição definiu que as redes sociais podem ser responsabilizadas por publicações feitas por usuários. O assunto recebeu 8 votos a favor e 2 contrários. 

A partir de agora, só precisa de uma ordem judicial para remover conteúdos que afetem a honra, como calúnia e difamação. Todos os outros conteúdos deverão ser removidos bastando uma ordem privada. A questão foi acompanhada de perto pelas big techs, já que elas são as principais interessadas no assunto. E companhias como Meta, Google e X, além de especialistas do setor, não ficaram nada satisfeitas com a decisão. 

O Google por exemplo disse que as decisões do STF podem impactar a liberdade de expressão e a economia digital, além de restringir a atuação da empresa no Brasil. A Meta também alegou que enfraquecer o Artigo 19 do Marco Civil da Internet traz incertezas jurídicas e pode ter consequências para a liberdade de expressão, inovação e desenvolvimento econômico digital. 

Alguns especialistas argumentam que houve uma “inércia legislativa”, já que o tema deveria ser julgado pelo Congresso Nacional e não pelo STF. 

E você, acredita que a internet brasileira pode virar alvo de censura dependendo de quem estiver com a caneta na mão? Me conta sua opinião no instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1148 - Site americano afirma que bilhões de senhas de redes sociais foram vazadas

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

Na semana passada vários sites de notícia divulgaram que mais de 16 bilhões de senhas do Facebook, Instagram e Google vazaram, o que seria o maior vazamento de dados da história. A fonte primária foi o site Cybernews

Alguns especialistas, no entanto, contestaram essa notícia, já que nenhum material foi divulgado pelo site e as bigtechs não confirmaram o possível vazamento. Além disso, esse site Cybernews é conhecido por frequentemente divulgar matérias alarmistas como essa, envolvendo supostos vazamentos e dados. 

Em todo caso, e como o seguro morreu de velho, é sempre bom a gente relembrar da importância de se garantir uma defesa cibernética inteligente na sua vida digital. Pra isso, os especialistas em segurança digital sempre recomendam: 

  • Ative o segundo fator de autenticação em todas as suas contas. 
  • Não reutilize senhas e garanta usar senhas diferentes em cada plataforma. 
  • Use gerenciadores de senhas para auxiliar no processo. Use um bom antivírus em seus dispositivos. 
  • Troque suas senhas regularmente, com mais de 12 caracteres e também caracteres especiais. 
  • Fique ligado em mensagens especiais que chegam até você em emails, SMS e apps. 
  • Desconfie de promoções, compras realizadas, pagamentos a serem feitos etc e ligações telefônicas suspeitas. 
  • Se tiver dúvidas, seja pró-ativo: entre em contato com os serviços para esclarecer qualquer contato suspeito. 

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Conexão Digital 1137 - STF julga Marco Civil da Internet

quarta-feira, 11 de junho de 2025

 Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

O STF, Supremo Tribunal Federal, retomou na semana passada o julgamento de dois recursos que discutem regras do Marco Civil da Internet, especialmente sobre a responsabilidade das plataformas por conteúdos de terceiros e a possibilidade de remoção de conteúdo ofensivo sem ordem judicial. 

A análise tinha sido suspensa em dezembro de 2024. Os relatores, ministros Dias Toffoli e Luiz Fux, consideram inconstitucional exigir ordem judicial para retirada de conteúdo ofensivo. Já o ministro Luís Roberto Barroso entende que a responsabilização só deve ocorrer quando a plataforma descumpre uma ordem judicial, exceto em casos de crimes graves. 

Na mira da Justiça, estão a Meta, dona do Instagram, Facebook e Whatsapp, e o Google, dona do Youtube. O ponto central é o artigo 19 do Marco Civil da Internet, que exige ordem judicial para responsabilizar as plataformas. Toffoli defende substituir esse artigo pelo artigo 21, que permite a remoção com simples notificação da vítima, evitando a chamada “imunidade” das plataformas. 

Já Fux propõe que empresas sejam obrigadas a remover conteúdos ofensivos assim que forem notificadas, especialmente em casos de crimes como calúnia, injúria e difamação. Para casos mais graves — como discurso de ódio, racismo e apologia ao golpe de Estado — o ministro defende a remoção imediata, sem notificação. Para os magistrados, o atual modelo não protege adequadamente direitos fundamentais, como a dignidade humana, e conteúdos criminosos, como perfis falsos, devem ser retirados assim que notificados. 

O julgamento é acompanhado por diversos setores da sociedade e, claro, pelas empresas de tecnologia. Mas e você, é a favor da liberdade de expressão irrestrita nas redes ou defende a suspensão de conteúdos ofensivos?  e — que participaram de audiência pública para contribuir com subsídios técnicos à decisão do STF. 

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Conexão Digital 1124 - A Teoria da Internet Morta

sexta-feira, 23 de maio de 2025

 Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

Você já ouviu falar na Teoria da Internet Morta? Trata-se de uma teoria conspiratória que propõe que grande parte da internet atual é dominada por bots e conteúdos automatizados, reduzindo drasticamente as interações humanas autênticas. 

Popularizada em fóruns e redes sociais a partir de 2021, defensores dessa teoria argumentam que, desde 2016, bots (que são algorítmos automatizados) controlam o tráfego online, manipulando dados, tendências e opiniões. 

De fato, cerca de 47% do tráfego na internet vem desses bots, dos quais 30% são maliciosos — usados para disseminar fake news, fraudes e manipular debates. Redes sociais como Facebook, X e Instagram estão entre as mais afetadas. 

Há casos de bots que postam imagens religiosas geradas por IA, como o “Shrimp Jesus” (imagem acima), e estratégias como rage bait, que usa conteúdos provocativos para gerar engajamento e lucro com publicidade. 

A situação se agravou com a venda do selo de verificação no X, que incentiva bots a simular interações humanas para monetizar postagens. Além disso, a Meta anunciou planos para inserir perfis gerados por IA em suas plataformas, o que gerou forte rejeição pública. 

Embora a ideia de uma “Internet Morta” tenha raízes conspiratórias, os dados e acontecimentos atuais indicam um crescimento real do controle automatizado online. O desafio contemporâneo é distinguir o que é autêntico do que é artificial, preservando a internet como espaço genuíno de troca entre humanos. 

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