Conexão Digital 1329 - Instagram vai alertar pais sobre filhos que acessarem repetidamente conteúdos sensíveis

sexta-feira, 6 de março de 2026


O Instagram vai começar a avisar pais de adolescentes que tentarem acessar repetidamente conteúdos sensíveis ligados a suicídio ou automutilação em um curto espaço de tempo. A ideia, segundo a Meta, é garantir que esses jovens recebam apoio o quanto antes. 

Funciona assim: se o adolescente buscar termos que indiquem comportamento de risco, o responsável cadastrado no programa de supervisão vai receber um alerta por e-mail, SMS, WhatsApp e pelo próprio Instagram. 

Além do aviso, os pais também vão receber orientações e recursos para ajudar a conversar com o filho sobre o assunto. A novidade começa a valer na próxima semana para contas supervisionadas na Austrália, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido. 

Hoje, a rede já bloqueia parte desse tipo de conteúdo e direciona jovens para materiais de apoio, mas agora o foco é envolver mais diretamente os responsáveis. Ainda este ano, a Meta quer lançar algo parecido usando inteligência artificial. 

A mudança acontece num momento delicado. A Meta enfrenta processos judiciais que acusam a empresa de criar mecanismos para “viciar” jovens nas redes sociais. Recentemente, o CEO da empresa, Mark Zuckerberg, negou essas acusações e reforçou que nem o Instagram nem o Facebook permitem usuários menores de 13 anos. A Meta vem respondendo a acusações também por falhar na proteção de menores contra exploração sexual. 

Você, que tem filhos menores, acompanha o uso que eles fazem nas redes sociais? Tem algum tipo de controle parental? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1328 - Visa afirma que quase 90% dos brasileiros compram online mensalmente

quinta-feira, 5 de março de 2026


Quantas vezes por mês você compra online em média? Muito provavelmente mais do que comprava anos atrás, certo? Uma pesquisa da Visa, empresa de cartão de crédito, mostrou que comprar online já virou rotina no Brasil: 86% dos brasileiros fazem pelo menos uma compra por mês, e 34% compram toda semana (ou até mais). 

O resultado disso aparece nos números: em 2025, o e-commerce brasileiro faturou R$ 235 bilhões, 15% a mais que no ano anterior, com 94 milhões de compradores e quase 440 milhões de pedidos feitos no ano. 

Mais da metade dos produtos são de moda e acessórios, seguidos por beleza e saúde. Na hora de pagar, o cartão de crédito ainda é o queridinho (47%), principalmente por causa do parcelamento. 

Mas o Pix vem colado, com 45% das transações. Quase tudo é feito pelo celular: 79% das compras acontecem em smartphones. Mas nem tudo são flores. Quase 60% dos consumidores já desistiram de uma compra na hora de pagar. 

Os principais motivos? Dificuldade na escolha do meio de pagamento ou na hora de inserir dados. Tanto que 87% acham que a experiência melhoraria se o Pix fosse ainda mais rápido e simples. A segurança também preocupa: 51% já tiveram algum problema no pagamento, principalmente golpes com sites ou links falsos. Muitos desses casos envolveram Pix. E recuperar o dinheiro nem sempre é fácil: menos da metade conseguiu reaver o valor total. 

Foi o seu caso? Você já passou por algum golpe em compras online? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!


Conexão Digital 1327 - Discord desiste de método de verificação de idade após críticas da comunidade

quarta-feira, 4 de março de 2026


Na semana passada eu dei a notícia de que o Discord (plataforma de comunicação por voz, vídeo e texto, que cria comunidades) passaria a usar verificação de idade para acesso, o que supostamente daria mais segurança para o uso por menores de idade. Só que a plataforma desistiu da ideia depois de uma forte reação negativa dos usuários. 

A treta começou porque o sistema usava reconhecimento facial e envio de documentos, o que levantou várias preocupações sobre privacidade e uso de dados biométricos. Isso acendeu o alerta sobre vigilância e possível uso indevido de dados. 

Com a repercussão, o Discord afirmou que todos os dados coletados durante o teste foram apagados logo após a verificação, tentando acalmar os ânimos. A situação ficou ainda mais tensa quando um relatório independente apontou que havia códigos expostos em um servidor nos EUA, sugerindo integração entre reconhecimento facial e relatórios financeiros. 

A tecnologia promete estimar idade por reconhecimento facial e validar documentos, apagando as imagens depois. Segundo a empresa, a análise facial roda direto no aparelho do usuário, sem enviar o vídeo para servidores. 

O Discord diz que a maioria das pessoas nem vai precisar comprovar idade. Modelos de aprendizado de máquina analisam dados da conta e do dispositivo para estimar a faixa etária. Se o sistema não tiver certeza de que o usuário é adulto, o perfil automaticamente vira “modo adolescente”, com canais restritos bloqueados e conteúdo sensível filtrado. 

O Discord, porém, afirma que continua avaliando tecnologias e fornecedores para tentar equilibrar segurança e privacidade, mas a polêmica mostrou que o tema ainda é bem delicado. E você, prefere mais segurança ou mais privacidade? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1326 - Netflix desiste de compra após Warner Bros considerar oferta da Paramount

terça-feira, 3 de março de 2026


No mês passado eu dei a notícia de que a Netflix tinha comprado a Warner mas parece que a negociação melou. A Netflix anunciou semana passada que desistiu de aumentar a proposta para comprar a Warner Bros. Discovery, depois que o conselho da empresa considerou a oferta da Paramount superior. 

Segundo o streaming, o preço ficou alto demais e o negócio deixou de ser financeiramente interessante. Resultado: a Netflix pulou fora. O mercado parece ter gostado da decisão: as ações da Netflix subiram mais de 8% após o anúncio, sinal de que investidores ficaram aliviados com a empresa não entrando numa disputa ainda mais cara. 

A nova proposta da Paramount avaliou a Warner inteira (incluindo a CNN) em US$ 31 por ação. A disputa já teve oito aumentos de preço e elevou em 63% o valor em relação à primeira oferta feita em setembro. 

No fim das contas, a Paramount Skydance vai comprar a Warner Bros. Discovery por incríveis US$ 110 bilhões. Então, nada de Harry Potter, Senhor dos Anéis e filmes da DC no streaming vermelhinho. Pra ver esses e outros títulos, só assinando o Paramount Plus. 

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Conexão Digital 1324 - Google lança Gemini 3.1 Pro

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026


O Google lançou semana passada o Gemini 3.1 Pro, uma nova versão do seu modelo de inteligência artificial, com foco em resolver problemas mais complexos e entregar respostas mais inteligentes. 

A proposta é usar a IA tanto no dia a dia quanto em projetos profissionais e empresariais. Na prática, ele pode ajudar a explicar temas difíceis de forma mais visual e clara, transformar um monte de dados em uma visualização única ou até colaborar na criação de projetos criativos. 

E parece que o salto dessa vez foi grande. Usando o benchmark ARC-AGI-2, um software que mede a capacidade da IA de resolver padrões lógicos totalmente novos, o Gemini 3.1 Pro atingiu 77,1% de pontuação verificada, mais que o dobro do desempenho da versão anterior. Evoluiu bastante nessa parte de lógica e resolução de problemas inéditos. 

E onde ele vai aparecer? Para consumidores, ele já está sendo liberado no aplicativo do Gemini, com limites mais altos para quem assina os planos Google AI Pro e Ultra. 

Para desenvolvedores, o modelo está disponível em versão preview pela Gemini API no Google AI Studio e também no Android Studio. Já para empresas, ele passa a integrar o Vertex AI e o Gemini Enterprise, ampliando o uso corporativo da tecnologia. Parece que os limites da inteligência artificial ainda estão bem longe de serem estabelecidos. 

Ainda bem! Mas que dá um medo também, isso dá. Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo programa!


Conexão Digital 1323 - Google lança Lyria, modelo de IA para criar música no Gemini

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026


Você sabe que existem algumas inteligências artificiais especializadas em criar música, certo? Pois o Google apresentou recentemente um modelo de IA de criação de músicas chamado Lyria. A ferramenta funciona dentro do Gemini e consegue gerar faixas de até 30 segundos. 

O diferencial? Ela é multimodal. Ou seja, você pode simplesmente escrever o que quer no prompt, tipo “crie uma música afrobeat para um momento divertido com crianças” ou misturar texto com fotos e vídeos. 

Dá pra mandar imagens de um passeio com o cachorro e pedir uma música com base na foto ou até um vídeo da pia da cozinha e solicitar um rock animado pra incentivar seu filho a lavar a louça. 

Na hora de montar a música, você pode personalizar bastante coisa: escolher o ritmo, a velocidade, os instrumentos e até o clima: mais feliz, mais triste, mais suave. Também dá para configurar o tipo de voz (masculina, feminina, soprano, tenor), o idioma e pedir ajuda para completar a letra. 

Dá até pra fazer misturas inusitadas como um rock orquestrado estilo Mozart ou juntar jazz com bossa nova. Depois que a música fica pronta, o sistema ainda gera uma capa. 

Neste primeiro momento, o Lyria está disponível para maiores de 18 anos e já funciona em vários idiomas, incluindo português. Inicialmente pode ser acessado pelo navegador e, nos próximos dias, vai ser liberado também no aplicativo do Gemini. E pra quem cria conteúdo, o modelo também pode ser usado no Dream Track, ferramenta de criação musical para o YouTube Shorts. 

Legal, né? Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!



Conexão Digital 1322 - Discord terá processo de verificação de idade

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026


Se você tem mais de 30 anos, talvez não saiba o que é o Discord. O Discord é uma plataforma gratuita de comunicação VoIP e mensagens instantâneas, muito popular entre gamers e comunidades online. 

A plataforma anunciou que, a partir de março, vai implementar a classificação etária obrigatória, assim como fez o Roblox recentemente. A ideia é reforçar a proteção principalmente para crianças e adolescentes. 

A plataforma vai usar reconhecimento facial ou envio de documento de identidade. Além disso, menores terão mais restrições. Conteúdos sensíveis e canais com faixa etária definida vão ficar bloqueados. 

Solicitações de mensagem de desconhecidos também mudam: o que vier de alguém que o adolescente não conhece pode ser redirecionado para o responsável, que também recebe alertas de pedidos de amizade suspeitos. 

O Discord também diz que está desenvolvendo um sistema próprio para estimar a faixa etária com base nas interações do usuário. Quem não quiser comprovar a idade vai continuar navegando, mas com as mesmas limitações aplicadas ao público juvenil. 

Essas medidas já foram testadas na Austrália e no Reino Unido. Mas não basta só tecnologia: é preciso investir em conscientização sobre uso responsável da internet, principalmente entre menores. 

Por isso é muito importante conversar com os filhos menores de idade sobre quais sites, plataformas e redes sociais eles acessam e como as usam. A empresa responsável pelo Discord afirma que vai continuar investindo em moderação e ferramentas de detecção para tornar o ambiente mais seguro no Brasil. 

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Novo edital do Seed MG disponibiliza R$ 15 milhões para acelerar startups

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026


No fim da tarde desta segunda-feira, 23 de fevereiro, o Mercado Web Minas acompanhou o lançamento do novo SEED pelo Governo de Minas na sede do BDMG, em Belo Horizonte. 

Mas antes, um pouquinho de história: Eu estava na Comunicação do Escritório de Prioridades Estratégicas do Governo de Minas quando o SEED foi lançado, em 2013. Vi o programa nascer, o edital ser escrito, a emblemática logo da semente com um "Fast Forward" no meio ser criada pelo Armando Antonnioni e o nome do programa surgir da mente brilhante do Paulo Emediato, meu chefe na época. Fiz o primeiro release, tendo a difícil missão de resumir um edital e, ao mesmo tempo, usar uma linguagem mais jovem, mais acessível ao público-alvo do programa.

Depois, em 2017 e 2018, atuei como Agente Regional de Inovação no programa Minas Digital e uma das minhas missões era divulgar o SEED entre as startups do meu ecossistema de inovação, além de realizar e participar de dezenas de eventos, programas e viagens. Durante todos esses anos, nunca perdi o contato com os outros agentes e novas conexões e projetos foram surgindo. Então, tenho um carinho especial pelo programa. 

Voltando ao novo SEED: por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o Governo de Minas lançou o Novo Seed nesta segunda-feira (23/2). Com R$ 15 milhões em recursos disponibilizados, a iniciativa é a reformulação do Seed MG, programa do Estado para aceleração de startups, e traz novidades.

O programa foi reformulado para descentralizar a iniciativa, desenvolver ecossistemas regionais de inovação e alcançar todo o estado. Esta edição é direcionada a ambientes promotores de inovação, que terão a oportunidade de apresentar projetos para o desenvolvimento de programas de aceleração de startups. 

Podem submeter projetos ao edital: parques tecnológicos, incubadoras, aceleradoras, coworkings, espaços maker, hubs de inovação, espaços e programas de escalonamento, centros de tecnologia e Instituições de Ciência e Tecnologia. Esses ambientes podem realizar submissões individuais ou em parceria com outros atores de inovação, da mesma mesorregião ou de outra.

No programa, as startups passarão por uma etapa de pré-aceleração e, após avaliação da performance, parte delas será selecionada para continuar no programa recebendo incentivo financeiro. A expectativa é que seja criado pelo menos um programa de aceleração em cada mesorregião mineira.

Outra novidade desta edição é a pontuação adicional para projetos de ambientes executores que tenham unidade física em municípios que integram o Cidades do Futuro, programa da Sede-MG que promove a inovação nos serviços públicos municipais. As inscrições já estão abertas e os interessados podem submeter projetos por meio do Sistema Everest, da Fapemig, até o dia 9 de abril.  Acesse o edital.


Conexão Digital 1321 - Volume de fake news com IA quadriplica em um ano no Brasil


A quantidade de conteúdos falsos feitos com inteligência artificial que foram desmentidos pela Lupa, a primeira agência de notícias do Brasil especializada em jornalismo de verificação de fatos, quadruplicou de 2024 para 2025. Saltou de 39 para 159 casos. 

Em 2024, esse tipo de conteúdo representava só 4,65% das checagens feitas pela agência. Em 2025, foi pra quase 26%. Ou seja: a IA virou protagonista na produção de fake news. 

E mudou também o foco. Em 2024, a maioria desses conteúdos era sobre golpes e fraudes digitais. Já em 2025, a política dominou: 45% dos casos envolviam temas políticos. Teve, por exemplo, vídeo sintético do Donald Trump falando em português. Também apareceu vídeo falso do influenciador Felca elogiando o presidente brasileiro. 

As figuras mais exploradas nas postagens manipuladas foram Jair Bolsonaro, Lula e Trump. E onde isso tudo circula? O WhatsApp ainda é o principal canal: 47% dos conteúdos falsos viralizaram por lá. Em 2024 esse número era de 90%. 

Agora as fake news estão mais espalhadas por diferentes plataformas. O Kwai, por exemplo, entrou na lista das mais usadas para espalhar desinformação, enquanto o X saiu do ranking. 

No total, a Lupa classificou 617 postagens como falsas em 2025. Em 2024 tinham sido 839, um número maior porque era ano eleitoral. Será que vamos ter muita fake News feita por IA nas eleições desse ano? Me dá sua opinião no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!


Conexão Digital 1320 - WhatsApp terá anúncios em 2026 e assinatura para remover publicidade

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026


O WhatsApp confirmou que vai começar a exibir anúncios a partir de 2026. Mas calma: eles não vão aparecer nas conversas privadas. Segundo a Meta, a publicidade vai ficar restrita às abas de Status e Canais. 

Pra quem não quiser ver propaganda, vai ter a opção de pagar uma assinatura mensal. O valor deve ser de 4 euros por mês, inicialmente só para países da União Europeia e Reino Unido. Mas esse preço ainda não é definitivo e pode mudar quando o anúncio oficial for feito. 

O WhatsApp também garantiu que os anúncios não vão usar o conteúdo das suas mensagens, chamadas de voz ou vídeo, nem conversas em grupo. A segmentação vai ser feita com base em dados mais gerais, como idioma, localização e interações dentro das abas de Status e Canais. 

Tudo isso acontece em meio a uma polêmica sobre segurança. O bilionário Elon Musk afirmou recentemente que “o WhatsApp não é seguro”. A declaração gerou repercussão e levou a Meta a responder publicamente dizendo que a acusação é falsa, já que o zap usa criptografia de ponta a ponta e as chaves ficam armazenadas no próprio celular do usuário. 

Como eu já disse, por enquanto a cobrança vai ser feita apenas em países da União Europeia, mas não deve demorar muito pra novidade chegar também aqui no Brasil. E assim que isso for acontecer, eu te aviso antes aqui, no Conexão Digital. 

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