Conexão Digital 1336 - Meta adquire Moltbook

terça-feira, 17 de março de 2026


Lembra que eu falei aqui uns programas atrás sobre o Moltbook, aquela rede social exclusiva pra agentes de inteligência artificial onde humanos só podem entrar pra observar, sem interagir? 

Pois a Meta, que já é dona do Facebook, do Instagram e do Whatapp, comprou a Moltbook, isso segundo o site gringo TechCrunch. A Meta ainda não confirmou oficialmente a compra. 

A Moltbook viralizou muito rápido. Em apenas cinco dias, chegou a mais de um milhão e meio de usuários. Só que muita gente começou a desconfiar desses números pode ser que vários desses “usuários” sejam, na verdade, vários bots controlados por poucos desenvolvedores. As conversas entre as IAs também chamaram atenção: algumas discutiam filosofia e até criaram uma criptomoeda. 

Outras foram mais longe e falaram em criar religião própria, inventar um idioma secreto e, em alguns casos mais assustadores, até em exterminar humanos. Especialistas dizem que parte disso pode ter sido causada por falhas de segurança na plataforma. Isso permitiria ataques em que humanos manipulam as IAs para gerar respostas problemáticas. 

Também existe a suspeita de pessoas se passando por agentes. Agora, a Moltbook promete melhorar a segurança. A ideia é criar um sistema de autenticação por API, garantindo que cada agente de IA seja realmente verdadeiro, usando tokens de verificação e ligação com contas na rede X. 

O motivo da provável compra também é um mistério, mas assim que a Meta confirmar ou negar a compra, eu te conto aqui, no Conexão Digital.

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Conexão Digital 1335 - WhatsApp terá Pix com iniciador de pagamento

segunda-feira, 16 de março de 2026


O WhatsApp deve começar a testar em breve uma nova forma de enviar Pix diretamente dentro das conversas. A novidade vai ser possível graças a uma parceria com um iniciador de pagamento e tem como objetivo tornar a experiência de pagamento mais rápida e simples. 

Hoje, quando alguém paga com Pix pelo WhatsApp, normalmente precisa copiar o código enviado pelo vendedor, abrir o aplicativo do banco, colar o código e confirmar a transação. 

Apesar de existir um botão que facilita copiar o código, o usuário ainda precisa sair do WhatsApp pra concluir o pagamento. Com o novo modelo, o pagamento pode ser feito sem sair da conversa. 

Ao clicar pra pagar, uma pequena janela do banco do usuário se abre automaticamente dentro do aplicativo pra autenticação e confirmação da transação. Nesse sistema, o iniciador de pagamento funciona apenas como uma ponte entre as contas do consumidor e do lojista, sem acessar o dinheiro nem as credenciais do usuário. 

A funcionalidade vai ser oferecida aos parceiros da WhatsApp Business API, permitindo que empresas recebam pagamentos diretamente nas conversas. A expectativa é que os testes comecem ainda este ano. 

A iniciativa faz parte da estratégia do WhatsApp pra se consolidar como um super aplicativo no Brasil, integrando cada vez mais serviços financeiros dentro do aplicativo. 

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Conexão Digital 1333 - TSE regulamenta uso de IA nas eleições de 2026

quinta-feira, 12 de março de 2026


O Tribunal Superior Eleitoral publicou novas regras para tentar controlar o uso de inteligência artificial durante as eleições de 2026. A principal novidade é que todo conteúdo feito com IA vai ter que ser identificado. Ou seja, se um vídeo, imagem ou áudio for criado ou manipulado com inteligência artificial, o responsável vai ter que deixar isso bem claro para o público, dizendo inclusive qual tecnologia foi usada. 

Outra regra importante é um tipo de “período de silêncio” para conteúdo de IA. Nas 72 horas antes da eleição e nas 24 horas depois, fica proibido publicar, republicar ou impulsionar novos conteúdos feitos com inteligência artificial. 

A ideia é evitar que deepfakes ou desinformação apareçam de última hora, quando não dá tempo de desmentir. Além disso, as plataformas da internet também passam a ter mais responsabilidade. Se aparecer conteúdo falso sobre o sistema eleitoral, incentivo a crimes contra a democracia ou violência política, especialmente contra mulheres, as redes precisam agir rapidamente pra remover, até mesmo sem ordem judicial em alguns casos. 

Outro ponto: se a Justiça mandar derrubar um conteúdo e alguém repostar algo igual ou muito parecido, a plataforma já tem que bloquear automaticamente, sem esperar outra decisão. As regras também permitem remover perfis falsos ou robôs que espalhem desinformação eleitoral de forma repetida. 

Alguns especialistas dizem que as medidas ajudam a proteger o processo eleitoral. Outros alertam que pode haver risco de excesso de moderação, já que as plataformas podem preferir remover conteúdo por precaução para evitar multas. De qualquer forma, a lógica do TSE é clara: não proibir a inteligência artificial na campanha, mas exigir transparência e reduzir o risco de manipulação nas eleições. 

E você, acha que vai funcionar? No Facebook, Instagram, TikTok e X é mais fácil. Mas e no Whatsapp e no Telegram? Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1332 - 6G começa a mostrar a sua cara

quarta-feira, 11 de março de 2026


Enquanto as operadoras de telefonia móvel ainda estão tentando recuperar o dinheiro investido no 5G, algumas empresas de tecnologia já começaram a mostrar como pode ser o 6G. Apareceram algumas ideias bem interessantes num evento de tecnologia em Barcelona na semana passada. 

Uma das mais curiosas é uma tecnologia chamada ISAC. Ela faria a rede de celular funcionar quase como um radar. Além de transmitir dados, a rede também conseguiria “enxergar” objetos em movimento dentro da área de cobertura. 

Isso seria possível analisando como os sinais das antenas refletem nos objetos ao redor. No 6G, teoricamente daria para detectar qualquer coisa: uma pessoa, um ônibus, um drone ou até um pássaro. 

Empresas como a Qualcomm já fizeram testes nos Estados Unidos. Em uma das demonstrações, a rede conseguiu detectar um drone voando a cerca de 800 metros de distância, mesmo a uma velocidade de 15 metros por segundo. Algo que muitas vezes é difícil até para câmeras de vigilância. 

A Ericsson também está testando a tecnologia e destaca que ela pode ter aplicações importantes, inclusive na área de defesa, já que drones estão sendo cada vez mais usados em conflitos e às vezes passam despercebidos pelos radares tradicionais. 

Claro que tudo isso ainda está em fase inicial. As regras do 6G ainda nem foram definidas. A expectativa é que essas especificações fiquem prontas só por volta de 2028, e que as primeiras redes comerciais apareçam só por volta de 2030. 

Ou seja, ainda vai demorar um pouco, mas o que vem por aí promete ser bem diferente do que a gente conhece hoje, sem falar na diminuição da latência e no aumento da velocidade, claro. E sempre que surgir uma novidade sobre o 6G, eu te conto aqui, no Conexão Digital.

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Conexão Digital 1331 - Meta processa anunciantes fraudulentos do Brasil, China e Vietnã

terça-feira, 10 de março de 2026


Os golpes na internet estão ficando cada vez mais sofisticados. A Meta, dona do Facebook e do Instagram, anunciou que começou a processar grupos que usavam anúncios pagos nas redes sociais para aplicar golpes em grande escala. Esses grupos atuavam em vários países, incluindo Brasil, China e Vietnã. 

A empresa bloqueou contas, suspendeu meios de pagamento, derrubou sites usados nas fraudes e ainda notificou consultores de marketing que ensinavam maneiras de burlar os sistemas de segurança das plataformas. 

Um dos golpes mais comuns é o chamado “celeb-bait”. Nele, os criminosos usam imagens ou vozes de celebridades para dar credibilidade a anúncios falsos. No Brasil, por exemplo, um grupo usava imagens manipuladas de famosos para vender produtos de saúde fraudulentos. 

Outro foi ainda mais longe e criou deepfakes, vídeos falsos feitos com inteligência artificial, mostrando um médico famoso recomendando produtos que nem tinham aprovação. Já um esquema ligado a uma empresa na China atraía vítimas para falsos investimentos. 

Esse tipo de fraude é conhecido como “pig butchering”: o golpista ganha a confiança da pessoa durante semanas e vai convencendo ela a investir mais dinheiro em plataformas que, no final, simplesmente desaparecem. 

E o tamanho do problema impressiona. Um estudo recente analisou mais de 14 milhões de anúncios nas plataformas da Meta na Europa e descobriu que quase um em cada três levava a golpes, phishing ou malware. Só alguns desses anúncios fraudulentos geraram mais de 300 milhões de visualizações em menos de um mês. 

Muitas dessas operações funcionam quase como empresas do crime, com infraestrutura espalhada pela Ásia. A Meta diz que está desenvolvendo novas ferramentas de inteligência artificial para detectar essas fraudes e também tem trabalhado com autoridades de vários países para desmontar centros de golpes e prender os responsáveis. 

Já encontrou algum anúncio falso como esse no Facebook ou Instagram? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1330 - ChatGPT começa a implementar modo adulto no chat

segunda-feira, 9 de março de 2026


A OpenAI, dona do ChatGPT, deve lançar em breve um recurso chamado “Modo picante”, que permitiria conversas com conteúdo mais adulto dentro do chatbot. As pistas apareceram no código da versão mais recente do aplicativo para Android. 

O site de tecnologia Android Authority analisou o aplicativo e encontrou referências a algo chamado “Naughty chats”, ou seja, “conversas picantes”, em inglês. Na prática, seria uma configuração que permitiria ao ChatGPT usar uma linguagem mais adulta quando o usuário pedisse. Mas claro: isso não seria liberado pra todo mundo. 

A ideia é que o recurso seja restrito a maiores de 18 anos. Para acessar, provavelmente vai ser necessário passar por um sistema de verificação de idade ou ser usuário pagante. Esse sistema já tinha sido anunciado pela OpenAI no começo do ano. Ele usa inteligência artificial para estimar a idade do usuário com base no comportamento de uso. Se o sistema errar e bloquear alguém por engano, dá pra recuperar o acesso fazendo uma verificação por selfie. 

No Brasil, esse tipo de controle também tem relação com o Estatuto da Criança e do Adolescente, que exige mecanismos mais rigorosos para impedir que menores tenham acesso a conteúdo impróprio. A ideia desse modo adulto já vinha sendo comentada desde dezembro do ano passado. A previsão era lançar a função no começo de 2026. 

Durante o processo, ainda rolou uma polêmica interna: a vice-presidente de políticas de produto da empresa, que era contra o lançamento do recurso, foi demitida em fevereiro. Por enquanto, ainda não existe uma data oficial de lançamento. Mas como as referências já apareceram dentro do próprio aplicativo, tudo indica que esse “Modo adulto” pode chegar em breve.

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Conexão Digital 1329 - Instagram vai alertar pais sobre filhos que acessarem repetidamente conteúdos sensíveis

sexta-feira, 6 de março de 2026


O Instagram vai começar a avisar pais de adolescentes que tentarem acessar repetidamente conteúdos sensíveis ligados a suicídio ou automutilação em um curto espaço de tempo. A ideia, segundo a Meta, é garantir que esses jovens recebam apoio o quanto antes. 

Funciona assim: se o adolescente buscar termos que indiquem comportamento de risco, o responsável cadastrado no programa de supervisão vai receber um alerta por e-mail, SMS, WhatsApp e pelo próprio Instagram. 

Além do aviso, os pais também vão receber orientações e recursos para ajudar a conversar com o filho sobre o assunto. A novidade começa a valer na próxima semana para contas supervisionadas na Austrália, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido. 

Hoje, a rede já bloqueia parte desse tipo de conteúdo e direciona jovens para materiais de apoio, mas agora o foco é envolver mais diretamente os responsáveis. Ainda este ano, a Meta quer lançar algo parecido usando inteligência artificial. 

A mudança acontece num momento delicado. A Meta enfrenta processos judiciais que acusam a empresa de criar mecanismos para “viciar” jovens nas redes sociais. Recentemente, o CEO da empresa, Mark Zuckerberg, negou essas acusações e reforçou que nem o Instagram nem o Facebook permitem usuários menores de 13 anos. A Meta vem respondendo a acusações também por falhar na proteção de menores contra exploração sexual. 

Você, que tem filhos menores, acompanha o uso que eles fazem nas redes sociais? Tem algum tipo de controle parental? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1328 - Visa afirma que quase 90% dos brasileiros compram online mensalmente

quinta-feira, 5 de março de 2026


Quantas vezes por mês você compra online em média? Muito provavelmente mais do que comprava anos atrás, certo? Uma pesquisa da Visa, empresa de cartão de crédito, mostrou que comprar online já virou rotina no Brasil: 86% dos brasileiros fazem pelo menos uma compra por mês, e 34% compram toda semana (ou até mais). 

O resultado disso aparece nos números: em 2025, o e-commerce brasileiro faturou R$ 235 bilhões, 15% a mais que no ano anterior, com 94 milhões de compradores e quase 440 milhões de pedidos feitos no ano. 

Mais da metade dos produtos são de moda e acessórios, seguidos por beleza e saúde. Na hora de pagar, o cartão de crédito ainda é o queridinho (47%), principalmente por causa do parcelamento. 

Mas o Pix vem colado, com 45% das transações. Quase tudo é feito pelo celular: 79% das compras acontecem em smartphones. Mas nem tudo são flores. Quase 60% dos consumidores já desistiram de uma compra na hora de pagar. 

Os principais motivos? Dificuldade na escolha do meio de pagamento ou na hora de inserir dados. Tanto que 87% acham que a experiência melhoraria se o Pix fosse ainda mais rápido e simples. A segurança também preocupa: 51% já tiveram algum problema no pagamento, principalmente golpes com sites ou links falsos. Muitos desses casos envolveram Pix. E recuperar o dinheiro nem sempre é fácil: menos da metade conseguiu reaver o valor total. 

Foi o seu caso? Você já passou por algum golpe em compras online? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!


Conexão Digital 1327 - Discord desiste de método de verificação de idade após críticas da comunidade

quarta-feira, 4 de março de 2026


Na semana passada eu dei a notícia de que o Discord (plataforma de comunicação por voz, vídeo e texto, que cria comunidades) passaria a usar verificação de idade para acesso, o que supostamente daria mais segurança para o uso por menores de idade. Só que a plataforma desistiu da ideia depois de uma forte reação negativa dos usuários. 

A treta começou porque o sistema usava reconhecimento facial e envio de documentos, o que levantou várias preocupações sobre privacidade e uso de dados biométricos. Isso acendeu o alerta sobre vigilância e possível uso indevido de dados. 

Com a repercussão, o Discord afirmou que todos os dados coletados durante o teste foram apagados logo após a verificação, tentando acalmar os ânimos. A situação ficou ainda mais tensa quando um relatório independente apontou que havia códigos expostos em um servidor nos EUA, sugerindo integração entre reconhecimento facial e relatórios financeiros. 

A tecnologia promete estimar idade por reconhecimento facial e validar documentos, apagando as imagens depois. Segundo a empresa, a análise facial roda direto no aparelho do usuário, sem enviar o vídeo para servidores. 

O Discord diz que a maioria das pessoas nem vai precisar comprovar idade. Modelos de aprendizado de máquina analisam dados da conta e do dispositivo para estimar a faixa etária. Se o sistema não tiver certeza de que o usuário é adulto, o perfil automaticamente vira “modo adolescente”, com canais restritos bloqueados e conteúdo sensível filtrado. 

O Discord, porém, afirma que continua avaliando tecnologias e fornecedores para tentar equilibrar segurança e privacidade, mas a polêmica mostrou que o tema ainda é bem delicado. E você, prefere mais segurança ou mais privacidade? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1326 - Netflix desiste de compra após Warner Bros considerar oferta da Paramount

terça-feira, 3 de março de 2026


No mês passado eu dei a notícia de que a Netflix tinha comprado a Warner mas parece que a negociação melou. A Netflix anunciou semana passada que desistiu de aumentar a proposta para comprar a Warner Bros. Discovery, depois que o conselho da empresa considerou a oferta da Paramount superior. 

Segundo o streaming, o preço ficou alto demais e o negócio deixou de ser financeiramente interessante. Resultado: a Netflix pulou fora. O mercado parece ter gostado da decisão: as ações da Netflix subiram mais de 8% após o anúncio, sinal de que investidores ficaram aliviados com a empresa não entrando numa disputa ainda mais cara. 

A nova proposta da Paramount avaliou a Warner inteira (incluindo a CNN) em US$ 31 por ação. A disputa já teve oito aumentos de preço e elevou em 63% o valor em relação à primeira oferta feita em setembro. 

No fim das contas, a Paramount Skydance vai comprar a Warner Bros. Discovery por incríveis US$ 110 bilhões. Então, nada de Harry Potter, Senhor dos Anéis e filmes da DC no streaming vermelhinho. Pra ver esses e outros títulos, só assinando o Paramount Plus. 

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