Conexão Digital 1335 - WhatsApp terá Pix com iniciador de pagamento
segunda-feira, 16 de março de 2026
O WhatsApp deve começar a testar em breve uma nova forma de enviar Pix diretamente dentro das conversas. A novidade vai ser possível graças a uma parceria com um iniciador de pagamento e tem como objetivo tornar a experiência de pagamento mais rápida e simples.
Hoje, quando alguém paga com Pix pelo WhatsApp, normalmente precisa copiar o código enviado pelo vendedor, abrir o aplicativo do banco, colar o código e confirmar a transação.
Apesar de existir um botão que facilita copiar o código, o usuário ainda precisa sair do WhatsApp pra concluir o pagamento. Com o novo modelo, o pagamento pode ser feito sem sair da conversa.
Ao clicar pra pagar, uma pequena janela do banco do usuário se abre automaticamente dentro do aplicativo pra autenticação e confirmação da transação. Nesse sistema, o iniciador de pagamento funciona apenas como uma ponte entre as contas do consumidor e do lojista, sem acessar o dinheiro nem as credenciais do usuário.
A funcionalidade vai ser oferecida aos parceiros da WhatsApp Business API, permitindo que empresas recebam pagamentos diretamente nas conversas. A expectativa é que os testes comecem ainda este ano.
A iniciativa faz parte da estratégia do WhatsApp pra se consolidar como um super aplicativo no Brasil, integrando cada vez mais serviços financeiros dentro do aplicativo.
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Conexão Digital 1295 - Smartphone perto de ultrapassar cartão como meio de pagamento
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
O brasileiro está cada vez mais deixando a carteira em casa e usando o celular para pagar compras no dia a dia. Em apenas dois anos, o smartphone praticamente dobrou sua preferência como meio de pagamento em lojas físicas: era o favorito de 20% em 2023, passou para 29% em 2024 e agora bateu 40%. No ritmo atual, a tendência é que ele vire líder absoluto já em 2026.
Enquanto isso, o cartão de plástico está perdendo espaço rápido. Ele era preferido por 63% dos brasileiros em 2023, caiu para 59% em 2024 e agora está em 52%. Já o dinheiro segue desaparecendo da vida cotidiana: de 13% em 2023 para só 6% este ano. Entre jovens de 16 a 29 anos, 55% já preferem pagar com o celular. Entre usuários de iPhone, esse número sobe para 60%.
Já quem ainda defende o cartão físico são, principalmente, os brasileiros com 50 anos ou mais. 69% deles ainda preferem o cartão tradicional, talvez ainda por uma questão de segurança. Com essa mudança de hábitos, o número de pessoas que não levam mais carteira também deu um salto. Em 2023 eram 10% dos brasileiros; agora, já são 22%, mais que o dobro.
A pesquisa foi feita pela Opinion Box com mais de 2.300 brasileiros com smartphone, de diferentes faixas etárias, classes sociais e regiões do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Resumindo: o celular está virando a nova carteira do brasileiro, mais rápido do que a gente pode imaginar. E à medida em que mais adolescentes vão abrindo contas e a segurança e confiança aumentam, mais gente vai aderindo.
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Conexão Digital 1260 - Novas regras do PIX entram em vigor para coibir golpes
segunda-feira, 1 de dezembro de 2025
O Banco Central soltou mais uma atualização do PIX na última semana. O objetivo é rastrear dinheiro de quem caiu em um golpe. Antes, quando alguém pedia o MED - que é o Mecanismo Especial de Devolução - o sistema só conseguia ver a primeira conta pra onde o dinheiro tinha ido. Só que as quadrilhas são rápidas: elas espalham tudo em várias contas em poucos minutos.
Resultado? Em 2024, menos de 7% do valor roubado conseguiu voltar pro dono. Agora entrou em cena o chamado “MED 2.0”. Com ele, os bancos podem abrir mais de um pedido de devolução ao mesmo tempo e rastrear o caminho do dinheiro por até cinco níveis de transferência. Dessa maneira, se os golpistas mandarem a grana pra duas, três, quatro contas diferentes, o Banco Central vai conseguir acompanhar todas essas etapas. A devolução pode rolar em até 11 dias depois da contestação.
Por enquanto, essa atualização é opcional. Mas a partir de 2 de fevereiro do ano que vem, todo mundo vai ter que seguir a regra. Outra mudança importante é que, desde 1º de outubro, o pedido de devolução passou a ser totalmente digital. Não precisa mais ligar pra central do banco: dá pra contestar direto pelo próprio aplicativo, dentro do ambiente Pix. E vale lembrar: o MED existe desde 2021 e só funciona em casos de fraude comprovada ou erro do próprio banco.
Ele não se aplica pra desentendimentos comerciais, tretas entre pessoas de boa-fé, arrependimentos ou quando o usuário manda Pix pra pessoa errada por erro próprio, tipo digitar a chave de forma incorreta. O sistema ainda não é perfeito, claro. E algumas fake news também voltaram a circular, principalmente sobre taxação do pix. Eu vejo como um avanço. Pena que os golpistas continuarão encontrando novas maneiras. Então, vale sempre redobrar a atenção quando o assunto envolve dinheiro.
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Conexão Digital 1246 -
quarta-feira, 12 de novembro de 2025
E vem mais novidade por aí sobre o PIX. O Banco Central e as bandeiras de cartão de crédito estão estudando uma forma de colocar o Pix dentro dos cartões. A ideia é simples: quando você for pagar uma compra, vai poder escolher entre crédito, débito ou Pix direto na maquininha, tudo no mesmo cartão.
Aí você pode perguntar: mas não é praticamente a mesma coisa de pagar no débito? Hoje, pagar com Pix em lojas físicas ainda dá um pouquinho de trabalho. Quem não tem celular Android com NFC precisa abrir o app do banco, digitar a chave do lojista ou escanear o QR code.
O Pix por aproximação, lançado no começo do ano, já facilitou a vida de quem usa Android e tem a carteira digital do Google, mas os iPhones ainda não têm essa função, embora o BC já esteja conversando com a Apple pra resolver isso. Se o Pix for mesmo integrado aos chips dos cartões, o pagamento vai ficar bem mais rápido e prático, sem precisar mexer no celular.
É uma tentativa de deixar o Pix presencial tão fácil quanto passar o cartão. Além disso, o Banco Central também está trabalhando nas regras do Pix Parcelado. Os bancos querem que o consumidor possa escolher entre pagar o parcelamento na conta corrente ou na fatura do cartão, o que, segundo pesquisas, é o que a maioria prefere (já que dá pra acumular pontos).
Já o BC defende que o Pix Parcelado seja cobrado só na conta do cliente. Essa decisão ainda está sendo discutida e deve sair nas próximas semanas. Em resumo: vem aí uma nova fase do Pix, com mais praticidade e integração, tanto nos cartões quanto nas formas de pagamento parcelado.
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Conexão Digital 1226 - Pix celebra cinco anos com novidades e desafios
terça-feira, 14 de outubro de 2025
O Pix virou parte do DNA brasileiro: junto com o Carnaval, o futebol e a caipirinha. Em cinco anos, o sistema criado pelo Banco Central conquistou o país e até inspirou versões em outros lugares, como o Bre-b, na Colômbia.
Desde que nasceu, lá em novembro de 2020, o Pix mudou totalmente a forma como o brasileiro paga e recebe dinheiro: rápido, fácil, gratuito e universal. Hoje, 161 milhões de pessoas usam o Pix. E o sistema já movimentou mais de R$ 85 trilhões em quase 200 bilhões de transações!
Na época, alguns acreditavam que era um forte concorrente dos bancos, que perderiam dinheiro a partir de menos transações via DOC e TEC. Só que foi um empurrão gigante pra bancarização: milhões de brasileiros que nunca tiveram conta agora estão no sistema financeiro.
Resultado? Menos dinheiro vivo nas ruas, mais segurança e até ambulante aceitando Pix na esquina. Só reparar quanto de dinheiro tinha na sua carteira cinco anos atrás e quanto tem agora. O varejo também se deu bem: o dinheiro cai na hora, o custo é menor e o fluxo de caixa melhora.
E Donald Trump não precisa se preocupar. Até o cartão de crédito cresceu junto. Hoje o mercado de cartões praticamente dobrou de tamanho desde o surgimento do Pix.
O futuro promete ainda mais: Pix por aproximação, Pix automático (pra pagar contas tipo água e luz sem nem lembrar), Pix parcelado, Pix em garantia (pra ajudar pequenas empresas a pegar crédito) e até Pix internacional.
Como eu adiantei aqui semana passada, a Argentina vai passar a aceitar o Pix a partir da semana que vem. Mas nem tudo são flores. O sucesso também atraiu golpes e sequestros-relâmpago, e o Banco Central teve que criar ferramentas de segurança, como o MED, pra devolver dinheiro roubado.
Mesmo assim, o Pix segue firme e forte e deve continuar evoluindo até virar o padrão global de pagamento instantâneo.
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Conexão Digital 1218 - Pix passa a ser aceito na Argentina
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
Imagina só se o PIX pudesse ser usado em vários países do mundo? Seria legal, né. Pois esse sonho começa a se tornar realidade e a Argentina é o primeiro país a se integrar ao PIX brasileiro.
O Banco do Brasil vai levar o Pix para o país vizinho a partir da segunda quinzena de outubro. Os turistas brasileiros vão poder pagar suas compras em Reais pelo sistema. Assim, as maquininhas de cartão de lá terão o Pix como opção de pagamento, exibindo um QR Code para o consumidor brasileiro escanear, como já faz no Brasil.
E não precisa ser cliente do Banco do Brasil. A solução funciona para clientes de qualquer banco: basta ter uma chave Pix ativa. O lojista argentino coloca o preço em Pesos e o sistema converte automaticamente para Reais.
O câmbio e a transferência internacional são feitos em parceria com o Banco Patagonia. Para o comerciante argentino, o valor cai direto em sua conta local, também sem precisar de vínculo com o Banco do Brasil.
Se a cotação e o câmbio serão melhores que os dos cartões internacionais, eu ainda não sei, mas provavelmente sim. O objetivo é internacionalizar o Pix, começando pela Argentina, mas já existem negociações para expandir pra outros países.
E qualquer novidade sobre o próximo país a aceitar o PIX, eu te conto aqui. Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1166 - A verdade sobre a crítica dos EUA ao PIX
terça-feira, 22 de julho de 2025
A mais nova cruzada do presidente americano Donald Trump contra o Brasil envolve o nosso sistema de pagamentos eletrônicos, o PIX. Segundo o governo gringo, o Brasil estaria envolvido em supostas práticas que favorecem soluções desenvolvidas pelo próprio governo, como o Pix.
Embora o documento oficial não mencione nomes, especialistas apontam a suspensão do lançamento do WhatsApp Pay pelo Banco Central em 2020 como um dos principais motivadores da ação. Na época, o Facebook havia anunciado um sistema de pagamentos no WhatsApp, com apoio de grandes instituições financeiras. Poucos dias depois, o Banco Central brasileiro suspendeu o serviço, alegando necessidade de análise de impacto. Meses depois, o Pix foi lançado. Já o WhatsApp Pay só foi aprovado em março de 2021, e de forma bem restrita.
Grandes empresas americanas como Visa, Mastercard e a própria Meta (dona do WhatsApp) teriam sido impactadas por essa decisão, perdendo espaço para o sistema brasileiro. Para Trump, o pix configura uma prática anticompetitiva por parte do Brasil.
A nossa Lei Geral de Proteção de Dados também foi alvo da investigação por parte do governo americano, que reclama das restrições à transferência internacional de dados, o que limitaria a operação de empresas com servidores fora do Brasil, especialmente nos Estados Unidos.
No geral, a preocupação é que essas medidas brasileiras aumentem custos e riscos para as empresas norte-americanas, restringindo sua atuação no mercado nacional. O governo brasileiro não perdeu tempo e fez uma campanha pela soberania digital nacional com o slogan “O Pix é nosso, my friend”.
E você, o que tá achando dessa briga digital - e comercial - entre Brasil e Estados Unidos? Deixe sua opinião no meu instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1155 - Hacker invade sistema do Banco Central e rouba R$ 18 milhões via Pix
segunda-feira, 7 de julho de 2025
A bandidagem está cada vez mais sofisticada. A essa altura você já deve ter ficado sabendo sobre um dos episódios mais graves de ciberataques da história do país. Na semana passada um hacker invadiu o sistema do Banco Central do Brasil e conseguiu desviar aproximadamente R$ 18 milhões por meio de transações via Pix. O ataque, que teria ocorrido entre os dias 2 e 4 de julho, explorou uma falha em uma instituição de pagamento autorizada a operar com o sistema Pix.
Segundo o Banco Central, o hacker utilizou um esquema sofisticado para movimentar o dinheiro de forma fragmentada e veloz, fazendo várias transferências de pequenos valores para várias contas com o objetivo de não levantar suspeitas, dificultando o rastreamento imediato dos valores. Parte desses valores foram convertidos em criptomoedas, dificultando ainda mais o rastreamento.
Até o momento, parte do montante foi bloqueada e as autoridades seguem tentando identificar o destino do resto dos recursos. Segundo o BC, o sistema central do Pix não foi comprometido, e a vulnerabilidade explorada está relacionada à segurança de uma empresa terceirizada participante do ecossistema. Ainda assim, a ocorrência levanta preocupações sobre a robustez da infraestrutura do sistema de pagamentos instantâneos, que hoje é utilizado por mais de 150 milhões de brasileiros.
A Febraban, Federação Brasileira de Bancos, e especialistas em segurança digital reforçaram que o episódio serve como alerta para o constante aprimoramento das barreiras contra fraudes. Enquanto isso, o Banco Central promete adotar medidas adicionais para prevenir novos ataques, e alerta os usuários a ficarem atentos a movimentações suspeitas em suas contas. Até o momento, um hacker suspeito foi preso. Mas é peixe pequeno. Com certeza deve ter muita gente grande envolvida.
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Conexão Digital 1147 - Novo sistema vai evitar Pix por engano
quarta-feira, 25 de junho de 2025
O Pix é o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros, mas ainda gera dúvidas, especialmente sobre devoluções. A principal ferramenta para recuperar valores transferidos por fraude é o MED - Mecanismo Especial de Devolução, criado pelo Banco Central. Ele só funciona em casos de golpe, fraude ou erro do sistema, e não serve para transferências feitas por engano.
Só que atualmente a burocracia pra isso é grande. A vítima deve procurar seu banco informando detalhes da transação. O BC, então, investiga e pode solicitar a devolução ao banco do destinatário. Desde sua criação, o MED já recuperou R$ 459 milhões, o que representa apenas 7% do total desviado. Isso acontece porque o sistema atual só rastreia a primeira conta de destino.
Para melhorar isso, o BC promete lançar até outubro de 2025 uma opção de contestação diretamente nos aplicativos bancários e, em 2026, o MED 2.0, com rastreamento mais eficaz e bloqueio imediato de valores. Já nos casos de erro comum, como enviar Pix para a pessoa errada ou digitar um valor incorreto, não há garantia de devolução. Se você conhecer o destinatário, o ideal é conversar diretamente com ele. Se for um desconhecido, é recomendado tentar contato e registrar a tentativa. Se não houver retorno, é preciso procurar o banco, mas sem certeza de sucesso.
Mas não devolver Pix recebido por engano é crime?
Apesar de não haver regra específica, reter valores enviados por engano pode ser considerado crime de apropriação indébita ou estelionato, segundo o Código Penal. Mas calma, tem uma forma certa de devolver o dinheiro, já que criminosos também aplicam o golpe do Pix por engano. Neste caso, o ideal é confirmar o depósito errado junto ao seu banco primeiro e estornar o pagamento pela opção de devolução parcial ou total no app do banco. O motivo disso é a aplicação de golpes que fingem enviar um Pix por engano para as vítimas, mas na verdade contestam a transferência e ficam também com o dinheiro recebido.
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Conexão Digital 1136 - Impactos do novo PIX automático
terça-feira, 10 de junho de 2025
O Banco Central anunciou que o Pix Automático será lançado no próximo dia 16 de junho. A nova funcionalidade vai permitir que pessoas sem cartão de crédito possam pagar serviços recorrentes, como assinaturas de streaming, jornais e revistas, contas como água, luz, internet e telefone, democratizando o acesso a esse tipo de consumo. Cerca de 60 milhões de brasileiros não têm cartão de crédito.
Além de incluir mais pessoas, o Pix Automático também traz mais conveniência pra quem já usa cartão, tornando pagamentos recorrentes mais simples. A adesão ao Pix Automático será obrigatória para os bancos, que devem aceitar pagamentos tanto de pessoas físicas quanto jurídicas. Já as empresas que recebem os pagamentos podem escolher se querem aderir.
O sistema vai funcionar assim: o cliente autoriza o débito uma única vez e os pagamentos são feitos automaticamente, todo mês, na data combinada. O valor é exibido com 10 dias de antecedência e, em caso de saldo insuficiente, são feitas até 3 tentativas de cobrança em uma semana. Atrasos vão ser cobrados no mês seguinte. O cliente pode cancelar o pagamento até a meia-noite do dia anterior e a empresa recebe o valor no mesmo dia. Caberá aos bancos verificar a idoneidade das empresas como forma de evitar fraudes.
Pro consumidor, é bom, pois evita esquecimentos, suspenções temporárias de serviços e multas. Pras empresas, é ótimo, pois evita inadimplência. Se você tem uma empresa e recebe pagamentos mensais, como assinaturas, consulte seu banco. Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
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