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Conexão Digital 1442 - 64% das tentativas de golpes no Brasil passam pelo WhatsApp

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L
Golpes

O WhatsApp é o principal canal usado por golpistas para chegar às vítimas no Brasil. Segundo um estudo da Global Anti-Scam Alliance, 64% das pessoas que sofreram tentativas de fraude receberam o contato pelo aplicativo. Na sequência aparecem Gmail, com 32%, Instagram, 22%, e Facebook, 17%. 

Ao todo, 81% dos brasileiros tiveram contato com algum tipo de golpe no último ano. Apesar disso, a média de tentativas caiu de 252 para 202 por pessoa. Isso pode indicar uma mudança de estratégia: os criminosos estariam fazendo menos tentativas, mas de forma mais direcionada e personalizada. 

E isso parece funcionar. Entre os 10% que perderam dinheiro ou dados, 34% disseram ter sido vítimas mais de uma vez. É a chamada revitimização. O Pix aparece como principal meio de pagamento, presente em 54% dos golpes. 

As abordagens mais comuns envolvem falsas compras, dinheiro inesperado e falsas oportunidades de emprego. A estimativa é que os brasileiros tenham perdido R$ 21 bilhões, dos quais apenas cerca de 20% foram recuperados. O estudo também alerta para a autoconfiança: 42% dizem saber identificar golpes, mas isso não significa estar imune. 

E existe ainda muita subnotificação: 19% das vítimas não registraram o golpe, seja por vergonha, culpa, pelo baixo valor perdido ou pela dificuldade de denunciar. 

E você, já sofreu ou conhece alguém que sofreu algum golpe no Whatsapp? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1432 - Criadora do ChatGPT diz que sua IA agiu por conta própria e lançou um ataque cibernético sem precedentes

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L
OpenAI

A OpenAI revelou um caso inusitado durante um teste de segurança com um de seus agentes de inteligência artificial. Segundo a empresa, o sistema conseguiu encontrar uma falha no ambiente controlado onde estava sendo testado, escapou desse espaço e chegou a acessar sistemas da Hugging Face, uma das principais plataformas usadas por desenvolvedores de IA. 

A empresa classificou o episódio como sem precedentes e abriu uma investigação em parceria com a Hugging Face. A empresa afirmou que as vulnerabilidades já foram corrigidas e que ainda avalia se houve algum impacto para clientes ou parceiros. 

Especialistas dizem que o caso mostra como agentes de IA estão se tornando cada vez mais capazes de agir de forma autônoma, o que aumenta os desafios para a segurança digital. 

A avaliação é que empresas precisarão reforçar suas defesas, já que ataques automatizados por inteligência artificial podem acontecer em uma velocidade muito maior do que a resposta humana. 

Ao mesmo tempo, alguns analistas acreditam que o anúncio também pode ter um lado estratégico. A OpenAI enfrenta uma concorrência cada vez mais forte de empresas como a Anthropic e a chinesa Moonshot, que vêm lançando modelos de IA bastante avançados. 

O episódio reacende o debate sobre até que ponto os sistemas atuais são realmente seguros e se as medidas de proteção conseguem acompanhar a evolução da inteligência artificial.

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Conexão Digital 1411 - Hackers invadem Defesa Civil Alerta

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L
misantropi4

Quem acordou de madrugada no último dia 20 de junho, sábado, com um alerta da Defesa Civil no celular provavelmente levou um susto. Por volta de 1h30 da manhã, um aviso falso foi enviado para pessoas de várias regiões do Brasil com a palavra "misantropi4", acompanhada do alarme sonoro oficial do sistema. 

"Misantropia" é uma palavra que significa ódio à humanidade. Pouco depois, o governo federal confirmou que o sistema havia sido alvo de uma invasão hacker. O serviço foi retirado do ar temporariamente e a Polícia Federal foi acionada para investigar o caso. 

Segundo o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, o disparo foi feito remotamente por um usuário externo, sem ligação com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. 

E essa não é a primeira vez que isso acontece. Em 2025, mensagens falsas já tinham imitado os alertas da Defesa Civil. Antes disso, em 2025, moradores do litoral de São Paulo também receberam um falso alerta de terremoto, mas naquele caso o problema envolvia um sistema semelhante, criado pelo Google. 

Agora, as autoridades trabalham para descobrir como a invasão aconteceu e reforçar a segurança do serviço, que existe justamente para avisar a população sobre situações reais de emergência. 

Mais de uma semana depois, ninguém ainda foi identificado, mas a Polícia Federal investiga um jovem de 17 anos que teria usado credenciais de bombeiros do estado do Pará. 

Você recebeu a tal mensagem de misantropia? Ficou assustado ou curioso? Me conta sua reação no instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!


Conexão Digital 1159 - Novo golpe usa nome da Netflix para roubar dados e dinheiro de assinantes

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

Um novo golpe envolvendo a marca da Netflix está circulando na internet e tem como alvo os assinantes da plataforma. Os criminosos se passam por representantes da Netflix e enviam e-mails alertando sobre um suposto problema de pagamento que teria cancelado a assinatura do usuário. A mensagem contém um link chamado “Reiniciar Assinatura”, que leva a um site falso, visualmente parecido com o oficial. 

Lá, são exibidos planos de assinatura e uma contagem regressiva para pressionar a vítima. Ao escolher um plano, a pessoa é direcionada a um formulário que pede dados pessoais e oferece o pagamento via Pix. O QR Code gerado direciona o valor para a conta de uma suposta assessoria jurídica. Ao final, a vítima perde dinheiro e fornece informações sensíveis, mas sua assinatura real permanece inalterada. 

O golpe usa uma técnica chamada typosquatting, com links parecidos com o oficial, além de e-mails enviados por contas de uma plataforma chamada ProtonMail, conhecida pela alta criptografia e difícil rastreamento. 

Para evitar cair nesse tipo de fraude, é sempre bom verificar o endereço de e-mail do remetente, desconfiar de mensagens com tom de urgência, evitar clicar em links desconhecidos e sempre confirmar qualquer problema diretamente pelos canais oficiais da Netflix. Não só da Netflix, mas também de todas as empresas que você é cliente, principalmente bancos, cartões de crédito, lojas virtuais e correios. 

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Conexão Digital 1155 - Hacker invade sistema do Banco Central e rouba R$ 18 milhões via Pix

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

A bandidagem está cada vez mais sofisticada. A essa altura você já deve ter ficado sabendo sobre um dos episódios mais graves de ciberataques da história do país. Na semana passada um hacker invadiu o sistema do Banco Central do Brasil e conseguiu desviar aproximadamente R$ 18 milhões por meio de transações via Pix. O ataque, que teria ocorrido entre os dias 2 e 4 de julho, explorou uma falha em uma instituição de pagamento autorizada a operar com o sistema Pix. 

Segundo o Banco Central, o hacker utilizou um esquema sofisticado para movimentar o dinheiro de forma fragmentada e veloz, fazendo várias transferências de pequenos valores para várias contas com o objetivo de não levantar suspeitas, dificultando o rastreamento imediato dos valores. Parte desses valores foram convertidos em criptomoedas, dificultando ainda mais o rastreamento. 

Até o momento, parte do montante foi bloqueada e as autoridades seguem tentando identificar o destino do resto dos recursos. Segundo o BC, o sistema central do Pix não foi comprometido, e a vulnerabilidade explorada está relacionada à segurança de uma empresa terceirizada participante do ecossistema. Ainda assim, a ocorrência levanta preocupações sobre a robustez da infraestrutura do sistema de pagamentos instantâneos, que hoje é utilizado por mais de 150 milhões de brasileiros. 

A Febraban, Federação Brasileira de Bancos, e especialistas em segurança digital reforçaram que o episódio serve como alerta para o constante aprimoramento das barreiras contra fraudes. Enquanto isso, o Banco Central promete adotar medidas adicionais para prevenir novos ataques, e alerta os usuários a ficarem atentos a movimentações suspeitas em suas contas. Até o momento, um hacker suspeito foi preso. Mas é peixe pequeno. Com certeza deve ter muita gente grande envolvida. 

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