Conexão Digital 1437 - Meta vai disponibilizar recursos de controle parental na Meta AI
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
A Meta anunciou novos recursos de controle parental para a Meta AI. A ideia é oferecer mais proteção para adolescentes durante as conversas com a inteligência artificial. Na prática, pais e responsáveis que já usam a supervisão no Instagram poderão receber um alerta se a IA identificar que o adolescente está falando sobre assuntos que possam representar algum risco.
Além da notificação, a Meta vai disponibilizar materiais com orientações para ajudar as famílias a lidar com essas situações. Quando o assunto for delicado, a própria Meta AI também muda de comportamento. Em vez de responder normalmente, ela orienta o jovem a procurar ajuda e incentiva a conversar com os pais ou responsáveis.
Segundo a empresa, esses alertas só serão enviados quando realmente forem necessários e ainda passarão pela revisão de uma pessoa antes de chegar aos responsáveis. Se a intenção da conversa não estiver clara, o caso também poderá ser analisado.
Outra novidade é que as restrições de conteúdo já configuradas para adolescentes também vão valer dentro da Meta AI. Se o jovem perguntar sobre um tema bloqueado, a ferramenta simplesmente vai informar que não pode responder.
Os recursos começam a ser liberados na Austrália, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido, com expansão para outros países prevista até o fim deste ano. E claro, quando for lançado no Brasil, eu te conto aqui, no Conexão Digital.
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Conexão Digital 1436 - Spotify passa a ter IA conversacional integrada
terça-feira, 4 de agosto de 2026
O Spotify está testando uma novidade que promete deixar o aplicativo ainda mais inteligente. Usuários Premium poderão conversar com uma inteligência artificial usando voz ou texto para descobrir mais sobre músicas, podcasts e audiobooks.
Dá para perguntar, por exemplo, quando um álbum foi lançado, quais foram as inspirações de um artista ou conhecer os bastidores de um podcast. No caso dos audiobooks, a IA também pode indicar outros livros do mesmo autor.
A ferramenta também ajuda a personalizar a experiência musical. Você pode pedir para tocar músicas que ainda não conhece, adicionar faixas a uma playlist ou escolher apenas músicas de um artista, filtrando por época ou estilo. Outra função interessante é mostrar informações sobre o seu próprio histórico de audição. A IA pode dizer quando você ouviu um artista pela primeira vez ou quantas vezes já escutou uma música.
Por enquanto, a novidade está em fase de testes e disponível apenas para assinantes Premium maiores de 18 anos nos Estados Unidos, Irlanda e Suécia. A expectativa é que, se os testes forem bem-sucedidos, o recurso seja ampliado para outros países. E claro, quando for lançado no Brasil, eu te conto aqui, no Conexão Digital.
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Conexão Digital 1434 - Funcionários da Hyundai fazem greve contra robôs humanoides em fábricas
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Parece roteiro de Black Mirror, mas está acontecendo de verdade. Trabalhadores da Hyundai, na Coreia do Sul, iniciaram uma greve parcial por causa do avanço dos robôs humanoides nas fábricas.
Além das reivindicações por salários e benefícios, o sindicato quer garantias de que as máquinas não vão substituir os funcionários no futuro. A preocupação faz sentido. A Hyundai é dona da Boston Dynamics, empresa responsável pelo robô humanoide Atlas.
Com quase dois metros de altura, ele consegue carregar até 50 quilos, trabalha por cerca de quatro horas com uma carga de bateria e foi projetado para atuar em ambientes industriais.
A montadora afirma que esses robôs serão usados para auxiliar os trabalhadores, e não para substituir pessoas. Mesmo assim, os mais de 39 mil funcionários representados pelo sindicato temem que a automação reduza postos de trabalho e pressione mudanças na jornada e nos salários.
Por enquanto, a greve acontece com paralisações parciais dos turnos, mas pode ser ampliada caso não haja acordo. O Atlas deve começar a operar comercialmente em uma fábrica da Hyundai nos Estados Unidos a partir de 2028. Isso me fez lembrar das greves de bancários no início dos anos 90 quando os caixas eletrônicos começaram a substituir os trabalhadores. Hoje quase ninguém precisa mais ir até um caixa de banco resolver algum problema.
O episódio mostra que um dos temas mais frequentes de Black Mirror (a convivência e os conflitos entre humanos e máquinas inteligentes) está deixando a ficção para se tornar uma discussão bem real no mercado de trabalho.
Lembrei de outras duas séries que abordam a relação conflituosa entre humanos e robôs humanóides: a série Humans (tinha no Prime Video, mas acho que saiu de catálogo) e a série russa "Better Than Us", essa ainda disponível na Netflix.
Já viu alguma dessas produções? Acha que a vida tá imitando a arte cedo demais? Me conta sua opinião no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1433 - IA sem identificação preocupa especialistas nas redes sociais durante eleições 2026
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Conexão Digital 1432 - Criadora do ChatGPT diz que sua IA agiu por conta própria e lançou um ataque cibernético sem precedentes
quarta-feira, 29 de julho de 2026
A OpenAI revelou um caso inusitado durante um teste de segurança com um de seus agentes de inteligência artificial. Segundo a empresa, o sistema conseguiu encontrar uma falha no ambiente controlado onde estava sendo testado, escapou desse espaço e chegou a acessar sistemas da Hugging Face, uma das principais plataformas usadas por desenvolvedores de IA.
A empresa classificou o episódio como sem precedentes e abriu uma investigação em parceria com a Hugging Face. A empresa afirmou que as vulnerabilidades já foram corrigidas e que ainda avalia se houve algum impacto para clientes ou parceiros.
Especialistas dizem que o caso mostra como agentes de IA estão se tornando cada vez mais capazes de agir de forma autônoma, o que aumenta os desafios para a segurança digital.
A avaliação é que empresas precisarão reforçar suas defesas, já que ataques automatizados por inteligência artificial podem acontecer em uma velocidade muito maior do que a resposta humana.
Ao mesmo tempo, alguns analistas acreditam que o anúncio também pode ter um lado estratégico. A OpenAI enfrenta uma concorrência cada vez mais forte de empresas como a Anthropic e a chinesa Moonshot, que vêm lançando modelos de IA bastante avançados.
O episódio reacende o debate sobre até que ponto os sistemas atuais são realmente seguros e se as medidas de proteção conseguem acompanhar a evolução da inteligência artificial.
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Conexão Digital 1430 - Mais da metade das músicas adicionadas diariamente à Deezer são feitas com IA
segunda-feira, 27 de julho de 2026
A inteligência artificial já domina os envios de músicas para a Deezer. Pela primeira vez, mais da metade das faixas enviadas diariamente para a plataforma foi criada por IA.
O recorde aconteceu em junho, quando cerca de 90 mil músicas foram publicadas em apenas um dia. Com esse crescimento, a Deezer anunciou medidas para reduzir o impacto desse conteúdo, principalmente quando ele é usado para fraudar o sistema de pagamentos.
Segundo a empresa, entre 1% e 3% das reproduções são consideradas fraudulentas, e, em 2025, 85% dessas músicas foram criadas por inteligência artificial para gerar royalties indevidos. A plataforma também informou que detectou mais de 13 milhões de uploads de músicas feitas por IA no ano passado.
Entre as novidades, estão a remoção de faixas usadas em fraudes e a exclusão de músicas criadas por IA que não tenham sido reproduzidas nos últimos seis meses. Desde junho, esse tipo de conteúdo também passou a receber uma identificação específica.
Tudo isso é feito automaticamente por um sistema de inteligência artificial da própria Deezer, que ainda impede que essas músicas apareçam nas recomendações e nas playlists editoriais da plataforma.
Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!Conexão Digital 1424 - Alunos da USP criam chatbot para combater desinformação nas eleições 2026
sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Um grupo de estudantes da USP criou um chatbot no WhatsApp para ajudar a combater fake News durante as eleições de 2026. O projeto, chamado Tá Certo Isso AI?, nasceu durante um hackathon em 2025 e foi desenvolvido em apenas 10 horas.
A ideia fez tanto sucesso que os alunos apresentaram a ferramenta em universidades como Harvard e MIT. O funcionamento é simples: basta encaminhar textos, imagens, vídeos, áudios, links ou até possíveis deepfakes para o chatbot.
A inteligência artificial analisa o conteúdo, consulta fontes confiáveis e informa se a informação é verdadeira, falsa, está fora de contexto ou se não há dados suficientes pra confirmar ou não aquela informação.
No caso de vídeos manipulados por IA, o sistema ainda estima a probabilidade de serem deepfakes. Os dados pessoais dos usuários são removidos antes da análise para garantir a privacidade. Os criadores estão bancando o projeto com recursos próprios e buscam parceiros para ampliar a iniciativa.
E, por enquanto, não pretendem lançar um aplicativo: a ideia é manter tudo no WhatsApp, justamente por ser a plataforma de mensagens mais usada pelos brasileiros.
Pra saber mais sobre o projeto e adicionar o chatbot no seu Whatsapp, acesse www.tacertoissoai.com.br. Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1422 - 16% dos brasileiros com smartphone assinam versão paga de IA generativa
quarta-feira, 15 de julho de 2026
Uma nova pesquisa mostra que a inteligência artificial já faz parte da rotina dos brasileiros. Hoje, três em cada quatro pessoas que têm smartphone usaram algum assistente de IA nos últimos 12 meses, e 16% já pagam por um serviço desse tipo.
O celular é, de longe, o principal meio de acesso, usado por quase 70% das pessoas. E o campeão absoluto é o ChatGPT, que lidera com folga, seguido pelo Gemini, Meta AI e Copilot.
As principais funções da IA são tirar dúvidas, fazer pesquisas, criar imagens e ajudar na produção e revisão de textos. Mas um dado curioso chama atenção: cerca de 9% dos usuários dizem recorrer à IA para conversar sobre relacionamentos ou pedir conselhos amorosos. Outros 8% usam simplesmente para passar o tempo.
Especialistas alertam que isso mostra como a tecnologia está ocupando espaços que antes eram exclusivamente das relações humanas, o que levanta debates sobre os impactos da IA no comportamento, nas emoções e até na forma como as pessoas tomam decisões.
A pesquisa ouviu mais de 4 mil brasileiros com smartphone e revela o crescimento acelerado da inteligência artificial no dia a dia do país.
E você, como tem usado a inteligência artificial? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
[ARTIGO] THINK - Nunca foi tão importante pensar
sábado, 4 de julho de 2026
Na manhã do dia 19 de junho de 2026, participei do evento "THINK - Nunca foi tão importante pensar", no P7 Criativo, em Belo Horizonte, e saí com a sensação de ter participado de um dos eventos mais maduros sobre IA que vi até hoje. Sem hype, sem promessas milagrosas, apenas conversas executivas honestas sobre o que realmente importa na adoção de IA. Idealizado pela MHM Digital, com apoio de Investminas, InvestBH e Olympio, o evento cumpriu o que prometeu: colocar o foco nas decisões humanas por trás da tecnologia.
Leo Carraretto, um dos palestrantes anunciados, não pôde comparecer, mas foi brilhantemente substituído por Isabela Vasconcelos (fundadora e diretora de inovação da Next), que trouxe uma contribuição extremamente rica e prática, complementando perfeitamente o evento.
A abertura já deu o tom: “Nunca foi tão importante pensar”. Patrício Neto, CEO da MHM Digital, alertou para o ruído e o alarmismo ao redor da IA, destacando que o problema não é a tecnologia, que cumpre bem seu papel de processar e gerar respostas. O risco real é o ser humano parar de pensar. Trouxe dados preocupantes, como o Efeito Flynn Invertido (queda no QI médio das novas gerações) e a queda de desempenho no PISA, questionando se estamos formando operadores de ferramentas ou pensadores críticos. Foi uma provocação forte sobre atenção fragmentada, burocracia e a armadilha dos atalhos.
Em seguida, Jones Madruga (ex-Nubank) trouxe uma das falas mais impactantes do dia na palestra “Muito além da automação”. Ele foi direto: o erro ficou caro. Com IA, é fácil e barato colocar algo no ar, mas o custo de uma falha reputacional ou regulatória é altíssimo. Seu recado central foi cristalino: decisão tem consequências e precisa ter dono. Não se trata de frear a IA, mas de colocar responsabilidade no centro.Ele propôs uma lente prática: automatize pelo reversível, não apenas pelo possível. Sugeriu checkpoints humanos claros, distinguir riscos baixos (IA decide, humano revisa por amostragem), médios (IA recomenda, humano aprova) e altos (sempre aprovação humana). Jones reforçou: não é mais “se” usar IA, mas “onde”, “como” e, principalmente, “quem responde”.
Isabela Vasconcelos fechou com maestria a parte de cultura e implementação. Ela mostrou a realidade nua e crua: 88% das empresas usam IA, mas só 6% conseguem atribuir mais de 5% dos resultados a ela. No Brasil, apesar de 67% verem IA como prioridade, 72% estão ainda no estágio inicial. Falou do vício dos pilotos sem fim, do Shadow AI (que já causou mais de 20% dos vazamentos de dados) e da falta de governança.
Isabela foi especialmente forte ao falar de liderança: muitos cobram uso de IA, mas não redefinem processos, não dão exemplo e não criam espaço seguro para errar. Defendeu o “desaprender”, a curiosidade como habilidade essencial e o “humano no loop”. Seu exemplo de workshop interno, onde times multidisciplinares criaram juntos casos de uso, mostrou um caminho concreto de engajamento.
O painel de debates contou ainda com: Jonas Madruga (ex-Nubank e agora em nova jornada empreendedora); Isabela Vasconcelos (fundadora e diretora de inovação da Next); Hícaro Lima (Superintendente de Tecnologia e Inovação de Minas Gerais); Duda (Petronas Lubrificantes Global); e Eldo Lucas (COO da Olympio, uma das primeiras empresas do Brasil certificadas pela Anthropic).
Saí do THINK convencido de que o grande diferencial competitivo não será quem usa mais IA, mas quem pensa melhor com ela. A tecnologia acelera, mas a direção continua sendo humana. Equilibrar velocidade com responsabilidade, governança com experimentação e ferramentas com pensamento crítico é o verdadeiro desafio dos líderes hoje. Em um mundo cada vez mais acelerado pela tecnologia, pensar talvez seja, de fato, o recurso mais valioso que ainda temos.Parabéns à organização por entregar exatamente o que o título prometia: um espaço onde realmente vale a pena parar para pensar. E muito obrigado ao amigo Jaderson Trindade pelo convite!
Conexão Digital 1400 - Como criar sua própria figurinha da Copa com ChatGPT e Gemini
segunda-feira, 15 de junho de 2026
Seja para ajudar os filhos a completar o álbum ou para entrar na brincadeira, colecionar figurinhas já virou uma tradição das Copas. E, desta vez, a inteligência artificial trouxe uma novidade: agora qualquer pessoa pode criar sua própria figurinha personalizada.
O processo é simples. Basta acessar o ChatGPT ou o Gemini, abrir uma nova conversa e anexar duas imagens: uma foto sua de frente, com boa iluminação, e uma figurinha oficial do álbum da Copa de 2026 como referência. Depois, é só colar o prompt que vou te falar agora e substituir pelas suas informações pessoais.
No prompt você vai escrever assim:
“Remova a foto do jogador da primeira imagem e coloque a pessoa da segunda imagem no lugar. Ela deve usar a camisa da Seleção Brasileira, mantendo estilo, textura, sombras e cores da figurinha original. Troque o nome para [COLOQUE SEU NOME].
Na parte das informações coloque sua [DATA / ALTURA / PESO] e troque o nome do time pelo time que você quiser. Mantenha exatamente o mesmo estilo e tamanho da figurinha original.”
E pronto! Mande rodar. O segredo para um bom resultado é o prompt. Quanto mais detalhadas forem as instruções, mais realista será a imagem. Se o resultado não ficou bom de primeira, peça ajustes na mesma conversa.
Eu testei no ChatGPT e deu certo nas primeiras imagens geradas. No dia seguinte, já não funcionou e ele só me mostrava figurinhas com o layout da Copa da Rússia de 2018. Aí eu testei pelo Gemini e deu certo, porém, com menor qualidade nas imagens.
E você, entrou no clima da copa ou ainda não? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Use a imagem abaixo como "IMAGEM 1":Conexão Digital 1398 - YouTube anuncia atualizações para identificação de vídeos com IA
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Se você já teve dúvidas sobre o que é real e o que foi criado por Inteligência Artificial na internet, o YouTube acaba de dar mais um passo pra tentar resolver esse problema. A plataforma anunciou novas ferramentas pra identificar conteúdos produzidos ou muito modificados com o uso de IA.
A partir de agora, vídeos considerados mais realistas ou que passaram por alterações significativas com inteligência artificial vão receber avisos muito mais visíveis para o público. Nos vídeos tradicionais, o alerta vai aparecer próximo ao player.
Já nos Shorts, aqueles vídeos curtos, a identificação vai ficar diretamente sobre o conteúdo, facilitando a visualização. A novidade mais interessante é que o próprio YouTube vai passar a detectar automaticamente quando a inteligência artificial foi utilizada.
Ou seja, a plataforma não dependerá apenas da boa vontade dos criadores para informar que determinado vídeo foi gerado ou alterado por IA. Segundo o YouTube, esses rótulos não vão prejudicar a monetização dos canais nem afetar o sistema de recomendações. O objetivo é simplesmente dar mais transparência para quem está assistindo.
E faz sentido. Com a evolução das ferramentas de IA, ficou cada vez mais difícil distinguir vídeos reais de conteúdos criados artificialmente. Deepfakes, vozes sintéticas e imagens hiper-realistas estão se tornando comuns.
No fim das contas, o YouTube parece estar se preparando para uma nova realidade da internet: um mundo onde a pergunta não será apenas "quem publicou este vídeo?", mas também "esse vídeo foi feito por uma pessoa ou por uma inteligência artificial?". E a resposta precisa ficar cada vez mais clara pra todo mundo, concorda?
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Conexão Digital 1393 - Big techs investem mais em IA e geram demissões em massa
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Se você tem acompanhado as notícias de tecnologia, provavelmente já percebeu um padrão: empresas como Microsoft, Meta, Google, Amazon e outras big techs vêm anunciando demissões em massa enquanto aumentam bilhões de dólares em investimentos em Inteligência Artificial. Em alguns casos, os próprios executivos admitem que a reestruturação acontece pra abrir espaço para essa nova fase focada em IA.
Mas será que isso pode chegar também nas pequenas e médias empresas? A resposta é sim, mas de forma diferente. Enquanto as gigantes usam a IA pra cortar custos em larga escala, empresas menores tendem a usar a tecnologia para fazer mais com equipes enxutas. Ou seja: em vez de contratar cinco pessoas pra tarefas repetitivas, talvez precisem de apenas duas com apoio das ferramentas de IA.
As áreas mais impactadas hoje são aquelas que envolvem tarefas repetitivas e previsíveis. Atendimento ao cliente, suporte básico, entrada de dados, produção de conteúdo simples, marketing operacional, recrutamento inicial e funções administrativas aparecem entre as mais afetadas. Até mesmo cargos de programação júnior já começam a sentir pressão em algumas empresas.
Mas isso significa que todo mundo deve ter medo de perder o emprego? Não exatamente. O que está acontecendo é uma transformação do mercado. Profissionais que usam a IA como ferramenta tendem a ganhar produtividade e valor. Quem trabalha com estratégia, criatividade, relacionamento humano, liderança, análise crítica e tomada de decisões continua tendo um papel difícil de substituir.
E existe também um lado positivo: novas oportunidades estão surgindo. Cresce a procura por especialistas em IA, analistas de dados, profissionais de automação, engenharia de prompts, governança tecnológica e pessoas capazes de integrar a IA aos processos das empresas. A tendência não parece ser um mundo sem profissionais, mas um mercado em que quem aprende a trabalhar junto com a Inteligência Artificial passa a ter muito mais espaço do que quem tenta ignorá-la.
E no seu trabalho, a IA tem afetado os empregos? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1391 - Papa Leão XIV pede freios para a IA
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Quando a gente pensa em Inteligência Artificial, normalmente imagina empresas de tecnologia, cientistas e programadores debatendo o assunto. Mas agora até o Vaticano entrou de vez nessa conversa.
Em sua primeira encíclica, o papa Leão 14 colocou a Inteligência Artificial no centro das preocupações da Igreja Católica e fez um alerta: a tecnologia não pode avançar sem regras claras e sem supervisão humana.
Para ele, a IA é um dos maiores desafios da humanidade atualmente. O interessante é que o papa não está preocupado apenas com robôs ou aplicativos inteligentes. Ele relaciona a IA a problemas muito maiores, como desigualdade social, concentração de poder, manipulação de informações, perda de privacidade e até o uso de sistemas autônomos em guerras.
Leão 14 defende o que chamou de "desarmamento da Inteligência Artificial". Mas isso não significa abandonar a tecnologia. Pelo contrário. A ideia é garantir que ela continue servindo às pessoas, e não o contrário.
Segundo o pontífice, decisões importantes sobre emprego, crédito, reputação e acesso a serviços não podem ser entregues cegamente a algoritmos que não entendem conceitos humanos como compaixão, perdão ou esperança.
O documento também chama atenção para o impacto da economia digital sobre trabalhadores e pede mais transparência das empresas de tecnologia, além de uma regulamentação mais rigorosa por parte dos governos.
Para o Papa, a Inteligência Artificial pode trazer benefícios enormes para a sociedade, mas seu desenvolvimento não pode ficar restrito apenas aos interesses econômicos ou à corrida tecnológica.
A pergunta que o papa deixa para o mundo é: estamos criando máquinas para ajudar a humanidade ou estamos construindo sistemas que, um dia, poderão decidir o nosso destino sem que tenhamos controle sobre eles?
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Conexão Digital 1388 - Elon Musk perde processo contra Altman e OpenAI
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Na semana passada eu falei aqui sobre o processo judicial entre o bilionário Elon Musk e Sam Altman, um dos fundadores da OpenAI, criadora do ChatGPT. A novidade é que Elon Musk perdeu mais um capítulo dessa disputa. Um júri nos Estados Unidos decidiu, de forma unânime, rejeitar as acusações feitas por Musk no processo.
Na prática, o júri entendeu que parte das acusações já tinha passado do prazo legal pra serem analisadas. Com isso, outras reclamações acabaram caindo junto. O ponto principal da ação era a acusação de que a OpenAI teria abandonado sua missão original de funcionar como uma organização sem fins lucrativos e passado a focar em lucro e negócios, especialmente após a parceria bilionária com a Microsoft.
Musk afirmou que foi enganado depois de investir cerca de 38 milhões de dólares na criação da OpenAI, lá em 2015, quando ele ajudou a fundar a empresa junto com Sam Altman. Apesar da derrota, Musk ainda pode recorrer da decisão. O caso mostra como a disputa pelo controle e pelos rumos da inteligência artificial virou também uma guerra nos tribunais.
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Conexão Digital 1384 - Uma reflexão sobre o modelo atual de EAD
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Muito provavelmente você deve ter feito algum curso à distância nos últimos anos, principalmente durante a pandemia. Talvez até antes disso. Recentemente, a Inteligência Artificial se popularizou a tal ponto que fica difícil saber se um texto é autoral ou feito por IA. E isso impacta muito no ensino à distância.
De um lado, o professor usando pra criar perguntas e corrigir provas e exercícios. Do outro, alunos usando pra responder, num fingimento mútuo onde ninguém lê de fato o que está ensinando ou aprendendo. Isso desde o ensino fundamental até a especialização. Hoje, muita gente consegue fazer faculdade sem precisar largar o emprego, mudar de cidade ou virar a rotina de cabeça pra baixo.
O EAD abriu portas pra trabalhadores, mães, pais e pessoas que antes tinham dificuldade pra estudar. Mas junto com essa democratização surgiu um debate importante: será que estamos valorizando o aprendizado ou apenas facilitando a entrega de diplomas?
O problema não é o EAD em si. Existem instituições sérias, professores qualificados e alunos muito comprometidos. A preocupação é que muitos estudantes acabam buscando o caminho mais fácil: estão na aula online, mas com a câmera desligada, sem prestar atenção, copiam trabalhos prontos, usam IA e, em alguns casos, até pagam outras pessoas pra fazer atividades e provas.
Outro ponto que gera discussão é o fim da obrigatoriedade do TCC em vários cursos. Pra muita gente, o Trabalho de Conclusão era justamente o momento de aprofundar pesquisas, desenvolver escrita técnica e mostrar domínio da área escolhida.
E o mercado de trabalho já começa a sentir os efeitos disso. Diplomas estão cada vez mais comuns, mas profissionais realmente preparados continuam sendo raros. No fim das contas, a tecnologia ajuda, o acesso melhorou e as plataformas evoluíram. Mas nenhuma ferramenta substitui dedicação, estudo e vontade real de aprender.
O que você pensa sobre isso? Qual será o futuro da educação nesse contexto? Me conta sua opinião no instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1383 - Gmail agora lê arquivos do Drive para ajudar na escrita de e-mails
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Muito provavelmente você deve ter uma conta no Gmail, mesmo que ele não seja seu e-mail principal. O Google anunciou na semana passada novos recursos de inteligência artificial para o Gmail que prometem facilitar bastante a vida de quem escreve muitos e-mails.
A notícia ruim é que, por enquanto, as novidades chegam para assinantes pagos dos planos de IA da empresa e usam o Gemini, a inteligência artificial do Google, para criar mensagens mais completas e personalizadas.
A principal novidade é que a IA agora consegue acessar informações de outros serviços da sua conta Google, como e-mails antigos e arquivos do Google Drive. Com isso, ela entende melhor o contexto das conversas e consegue escrever textos mais próximos do jeito que você normalmente se comunica.
Além disso, o sistema também passa a ajustar automaticamente o tom da mensagem, deixando o texto mais formal, profissional ou descontraído, dependendo da situação.
Segundo o Google, a ideia é que o usuário precise escrever prompts menores, sem precisar ficar pesquisando informações em várias janelas. A IA faz boa parte do trabalho sozinha. Os recursos serão úteis para e-mails corporativos, acadêmicos, comerciais e até mensagens pessoais.
A atualização já começou a ser liberada, mas inicialmente apenas para assinantes de planos pagos do Google AI e clientes corporativos. Será que num futuro breve nem e-mail mais a gente vai precisar escrever? Me segue no instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1379 - Instagram adota IA que analisa estrutura óssea para menores de 13 anos
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Mais uma nova tecnologia pode ser usada pra definir a idade dos usuários de uma rede social. A Meta anunciou que vai ampliar o uso de uma tecnologia de inteligência artificial capaz de identificar se um usuário tem menos de 13 anos, mesmo que ele tenha colocado uma idade falsa no cadastro. A novidade chega ao Instagram no Brasil, Estados Unidos e países da União Europeia.
No Facebook, os testes começam primeiro nos Estados Unidos. E não estou falando de reconhecimento facial, da íris ou da impressão digital. Essa nova IA analisa pistas visuais em fotos e vídeos, como altura, estrutura facial e até traços ósseos para estimar a faixa etária da pessoa. Essas informações são combinadas com textos, interações e comportamento na plataforma para aumentar a identificação de contas de menores de idade.
Segundo a Meta, o objetivo é remover mais rapidamente contas de crianças abaixo da idade mínima permitida e aplicar proteções automáticas para adolescentes. A empresa também defende que lojas de aplicativos, como Google Play e App Store, tenham papel central nessa verificação de idade, compartilhando as informações com os aplicativos.
A Meta informou ainda que reforçou sua equipe de revisão humana com ferramentas de IA, prometendo análises mais rápidas e precisas. Além disso, a empresa diz que está combatendo tentativas de menores criarem novas contas depois de serem removidos. Vale lembrar que recentemente a Meta já colocou automaticamente proteções extras no Instagram, Facebook e Messenger em contas de adolescentes, mesmo quando esses usuários tentavam se passar por adultos.
E você, acha que vai funcionar ou ainda vai ter como burlar? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1374 - Dica de filme Her (Ela)
sexta-feira, 8 de maio de 2026
Sexta-feira é dia de dica de filme, série ou livro sobre o universo digital. Hoje eu vou indicar um filme até relativamente antigo: Her, que em português se chama Ela, e foi lançado em 2013, com o ainda não tão famoso ator Joaquin Phoenix.
O filme, dirigido por Spike Jonze, parece cada vez menos ficção e mais um retrato do presente. A história acompanha Theodore, um cara solitário que se apaixona por um sistema operacional com inteligência artificial, a Samantha. Pode soar estranho à primeira vista, mas a ideia central do filme é bem familiar: a gente já cria vínculos com tecnologia o tempo todo. Hoje, com assistentes virtuais, algoritmos que “entendem” nossos gostos e até IAs que conversam de forma natural, a linha entre humano e máquina está cada vez mais tênue.
O que o filme acerta em cheio é mostrar que não se trata só de tecnologia avançada, mas de emoção. A Samantha não é só útil, ela é atenciosa, empática, está sempre disponível. Coisas que, muitas vezes, faltam nas relações humanas. E aí entra um ponto importante: será que estamos usando a tecnologia para nos conectar mais ou para substituir conexões reais?
No filme, Theodore encontra conforto na IA porque ela é simples e não exige tanto quanto uma pessoa de verdade. Isso dialoga muito com os dias de hoje, onde interações digitais podem ser mais fáceis e controláveis do que relações presenciais.
Ao mesmo tempo, o filme não demoniza a tecnologia. Ele mostra que essas ferramentas podem, sim, ajudar, mas também levanta um alerta: quanto mais humanas elas parecem, mais a gente projeta sentimentos nelas. E isso pode confundir nossos limites.
No fim, Her é menos sobre um romance estranho e mais sobre solidão, conexão e o jeito como estamos aprendendo (ou desaprendendo) a nos relacionar em um mundo cada vez mais mediado por inteligência artificial. Atualmente o filme está disponível apenas no HBO Max ou pagando aluguel no Prime Video, Youtube ou Apple TV. Já assistiu? Me conta o que achou no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1363 - Pesquisa revela que parte da Geração Z sabota IA nos empregos com medo de demissões
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Uma pesquisa recente mostrou um comportamento curioso (e meio tenso) no mercado de trabalho: parte da Geração Z está sabotando ferramentas de inteligência artificial dentro das empresas. Segundo o estudo, cerca de 29% dos funcionários admitem fazer isso, e quase metade desse grupo é da Geração Z, ou seja, os adolescentes ou jovens na casa dos 20 e poucos anos.
O motivo principal? Medo de perder o emprego pra IA e pressão por produtividade. E a sabotagem não é leve, não. Tem gente que se recusa a usar as ferramentas, outros inserem dados confidenciais ou até forçam a IA a dar resultados ruins de propósito, só pra mostrar que ela não funciona bem. Muitos também dizem que o problema é a forma como a IA está sendo implementada nas empresas: confusa, mal feita e até prejudicial para a criatividade.
Mas tem um efeito colateral aí: quem não usa IA pode acabar ficando pra trás. Cerca de 60% dos executivos dizem que consideram demitir quem se recusa a usar essas ferramentas. E quem domina IA pode ter até 3 vezes mais chance de ser promovido.
Ou seja, rola um conflito: de um lado, o medo de ser substituído. Do outro, a pressão pra se adaptar ou ficar fora do mercado. Apesar disso, nem todo mundo concorda que a IA vai roubar empregos. Alguns especialistas dizem que esse discurso pode até servir como desculpa pra outros problemas das empresas. E pra completar, ainda existem falhas nas próprias IAs, como casos de exposição de dados pessoais, o que também aumenta a desconfiança.
E na sua empresa, como é o uso da inteligência artificial no dia a dia do seu trabalho? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1362 - Cade pede investigação contra o Google por uso de IA
quarta-feira, 22 de abril de 2026
O Cade, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, está analisando um processo contra o Google que pode virar uma investigação mais profunda com foco no uso de conteúdo jornalístico pela plataforma.
O caso começou em 2019 e questiona se o Google estaria usando notícias, como trechos e resumos que aparecem direto na busca, sem pagar os sites de notícias. A preocupação é que isso pode reduzir o acesso aos sites e, consequentemente, a receita com anúncios.
Agora, o tema ganhou um peso maior por causa da inteligência artificial. As ferramentas de IA do Google conseguem resumir ainda mais o conteúdo, o que pode fazer com que as pessoas nem precisem clicar nos sites de notícias, impactando diretamente o tráfego, a visibilidade e o dinheiro que esses veículos recebem de anunciantes.
Outro ponto levantado é a dependência: muitos sites dependem do Google pra receber visitas. Isso cria uma relação desigual, onde a big tech teria mais poder. O Google, por outro lado, diz que ajuda os veículos, porque direciona tráfego pra eles, e que os próprios sites podem escolher o que aparece nos resultados.
Por enquanto, nada foi decidido e o Cade pediu mais tempo pra analisar o caso. Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!


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