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Conexão Digital 1438 - TSE faz acordo com big techs para combater desinformação nas eleições

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

TSE

O TSE, Tribunal Superior Eleitoral, e várias empresas de tecnologia fecharam um acordo pra reforçar o combate à desinformação nas Eleições de 2026. A parceria reúne plataformas e empresas de inteligência artificial pra reduzir a circulação de conteúdos falsos, manipulados ou fora de contexto durante o período eleitoral. 

Pelo acordo, as empresas vão investir em tecnologias pra identificar e remover esse tipo de conteúdo. A ElevenLabs, por exemplo, vai bloquear tentativas não autorizadas de clonagem de voz e também fornecer tecnologias de conversão de texto em voz e de voz em texto para o Assistente Eleitoral do TSE. 

Já a OpenAI confirmou que vai oferecer recursos especiais durante as eleições, como ferramentas de checagem de informações e acompanhamento da apuração dos votos. 

O TSE também reforçou as regras para o uso de inteligência artificial nas campanhas. Materiais manipulados ou gerados por IA não poderão ser divulgados perto da votação, chatbots não poderão recomendar candidatos e o uso de óculos inteligentes, como os Ray-Ban Meta, será proibido dentro da cabine de votação. 

Lembrando que as eleições são no dia 4 de outubro, com segundo turno marcado pra 25 de outubro, se necessário. Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!


Conexão Digital 1433 - IA sem identificação preocupa especialistas nas redes sociais durante eleições 2026

quinta-feira, 30 de julho de 2026

 

Dona Maria

Um levantamento do Observatório das Eleições acendeu um alerta sobre o uso de personagens criados por inteligência artificial para influenciar o debate político nas redes sociais brasileiras. 

Segundo o estudo, 61% dos perfis analisados publicaram imagens, vídeos e áudios feitos por IA sem informar que o conteúdo era artificial. A pesquisa acompanhou as publicações entre janeiro de 2025 e abril de 2026 e identificou 18 casos de avatares digitais que simulavam eleitores, influenciadores e lideranças populares para comentar política. 

Entre os exemplos mais conhecidos estão "Dona Maria" e "Seu Zé da Feira", que ganharam destaque no TikTok, Instagram e YouTube. O problema é que as regras do Tribunal Superior Eleitoral para as eleições de 2026 exigem que todo conteúdo gerado por inteligência artificial tenha um aviso claro informando que foi criado por IA. 

Mas, na maioria dos casos, isso não aconteceu. Quando havia algum tipo de identificação, ela aparecia de forma discreta, por meio de marcas d'água, hashtags ou avisos automáticos das plataformas. 

Para os pesquisadores, a falta de transparência pode dificultar que os usuários saibam quando estão consumindo conteúdo produzido por inteligência artificial, especialmente em temas políticos.

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Conexão Digital 1427 - TSE firma parceria com ElevenLabs contra clonagem de voz nas eleições

quarta-feira, 22 de julho de 2026

TSE

O Tribunal Superior Eleitoral fechou uma parceria com a empresa de inteligência artificial ElevenLabs pra evitar que vozes de autoridades sejam clonadas durante as eleições deste ano. 

Na prática, o TSE vai indicar quais vozes devem ser protegidas, como as de candidatos à Presidência, aos governos estaduais, ministros do STF e outras autoridades. 

A partir dessa lista, a plataforma vai bloquear qualquer tentativa de copiar essas vozes. O acordo também cria um canal direto entre o TSE e a empresa pra verificar se áudios suspeitos foram gerados com a tecnologia da ElevenLabs. 

Além disso, o tribunal vai poder usar gratuitamente, até o fim das eleições, ferramentas de inteligência artificial pra transformar texto em voz e voz em texto. A ideia é melhorar o assistente virtual do TSE, permitindo que ele converse com os eleitores por comandos de voz. 

Particularmente eu achei a iniciativa interessante. Eu mesmo já vi alguns perfis de inteligência artificial fazendo vídeos com as vozes o Lula e do Bolsonaro. Nesses casos, fica claro que são conteúdos de humor. Mas nada impede que sejam usados pra enganar eleitores. Pelo menos até agora. 

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Conexão Digital 1333 - TSE regulamenta uso de IA nas eleições de 2026

quinta-feira, 12 de março de 2026

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

O Tribunal Superior Eleitoral publicou novas regras para tentar controlar o uso de inteligência artificial durante as eleições de 2026. A principal novidade é que todo conteúdo feito com IA vai ter que ser identificado. Ou seja, se um vídeo, imagem ou áudio for criado ou manipulado com inteligência artificial, o responsável vai ter que deixar isso bem claro para o público, dizendo inclusive qual tecnologia foi usada. 

Outra regra importante é um tipo de “período de silêncio” para conteúdo de IA. Nas 72 horas antes da eleição e nas 24 horas depois, fica proibido publicar, republicar ou impulsionar novos conteúdos feitos com inteligência artificial. 

A ideia é evitar que deepfakes ou desinformação apareçam de última hora, quando não dá tempo de desmentir. Além disso, as plataformas da internet também passam a ter mais responsabilidade. Se aparecer conteúdo falso sobre o sistema eleitoral, incentivo a crimes contra a democracia ou violência política, especialmente contra mulheres, as redes precisam agir rapidamente pra remover, até mesmo sem ordem judicial em alguns casos. 

Outro ponto: se a Justiça mandar derrubar um conteúdo e alguém repostar algo igual ou muito parecido, a plataforma já tem que bloquear automaticamente, sem esperar outra decisão. As regras também permitem remover perfis falsos ou robôs que espalhem desinformação eleitoral de forma repetida. 

Alguns especialistas dizem que as medidas ajudam a proteger o processo eleitoral. Outros alertam que pode haver risco de excesso de moderação, já que as plataformas podem preferir remover conteúdo por precaução para evitar multas. De qualquer forma, a lógica do TSE é clara: não proibir a inteligência artificial na campanha, mas exigir transparência e reduzir o risco de manipulação nas eleições. 

E você, acha que vai funcionar? No Facebook, Instagram, TikTok e X é mais fácil. Mas e no Whatsapp e no Telegram? Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

5ª Ciranda de Textos: TSE restringe propaganda eleitoral na internet

segunda-feira, 30 de junho de 2008

A Resolução do TSE nº 22.718, de 28/02/2008, que dispõe sobre a propaganda eleitoral e as condutas vedadas aos agentes públicos em campanha eleitoral (eleições 2008), foi o tema escolhido na lista de discussão Jornalistas da Web para ser debatido durante a 5ª rodada da Ciranda de Textos.

Especificamente o capítulo IV, que restringe a propaganda eleitoral na internet. De acordo com os artigos 18 e 19, a propaganda eleitoral na web só será permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral (com a terminação .can.br) até a antevéspera da eleição ( de 06 de julho a 03 de outubro). O candidato deve providenciar o cadastro do respectivo domínio no Registro.br. O registro do domínio somente poderá ser realizado após o efetivo requerimento do registro de candidatura perante a Justiça Eleitoral e será isento de taxa, ficando a cargo do candidato as despesas com criação, hospedagem e manutenção da página.

Ou seja: nada de Orkut, Twitter, YouTube, Second Life (alguém ainda usa?), Blogs, Newsletters, E-mails, etc. Todo o conteúdo virtual do candidato deve estar, obrigatoriamente, no www.nomedocandidatonumerodocandidato.can.br. O TSE entende que, se não há legislação específica sobre o tema, ele deve ser proibido. Então por que não se legisla? A internet, do tamanho que é, permitindo o anonimato como permite, não impede a criação de fakes que possam prejudicar uma ou outra candidatura. Mesmo o próprio candidato e sua equipe terão que manter pleno controle sobre o que a militância faz no mundo virtual.

Os prós da decisão: teoricamente, acaba com spams, scraps não solicitados, e-mails defendendo este ou aquele candidato e todo tipo de briga e lixo virtual.

Os contras: diminui o leque de serviços oferecidos por agências web, de propaganda, marqueteiros, webjornalistas, webdesigners, programadores, etc (semelhante ao que ocorreu com outdoors e santinhos em eleições passadas, reduzindo a atuação das gráficas). Outra desvantagem é que impede candidatos com menos recursos de estarem presentes também no mundo virtual. Qualquer blog gratuito, desde que com bom conteúdo, poderia competir em pé de igualdade (pelo menos online) com sites que contam com uma equipe por trás.

Eu mesmo, antes da resolução do TSE, cheguei a oferecer a alguns candidatos (e marqueteiros) serviços na área de webmarketing, incluindo as redes sociais. Mas há uma diferença entre elas que o TSE não quer enxergar. No caso de e-mails, newsletters e Orkut, tudo bem. É chato receber mensagens não solicitadas. Mas no caso dos blogs, YouTube e Newsletters (desde que opt-in), é o usuário que busca, que vai atrás. O erro talvez tenha sido colocar tudo no mesmo saco.

Além do mais, essas eleições perderão um pouco da graça. Onde mais poderemos ver vídeos de candidatos como Samuel Silva e darmos boas risadas? (pra não chorar)



(Para uma seleção de vídeos bizarros das últimas eleições, clique aqui).

É importante lembrar que a resolução do TSE não proíbe a livre manifestação do pensamento. O usuário pode se utilizar das redes sociais para argumentar, discutir e tentar convencer quem quer que seja sobre determinado candidato. A proibição consiste tão somente à propaganda feita pelo candidato ou com seu conhecimento. Só que fica difícil provar se a tal propaganda travestida de mensagem pessoal teve ou não consentimento do candidato. O TRE de Minas Gerais disponibiliza um link para denúncias de mal uso da propaganda eleitoral no Estado. É esse.

Participações da 5ª Ciranda de Textos:

Blog da Press: Marina Maria, assessora de comunicação e responsável pelas ações web da agência de comunicação mineira, acredita que ainda que a proibição vá diminuir o número de spams recebidos, ela fecha a porta para um mercado e uma discussão importante: o uso da internet no processo eleitoral. Afinal, o mundo digital permite que o candidato fale não só “para”, mas “com” as pessoas. Ainda que essa interatividade seja possível também no site do candidato, esse contato seria potencializado se bem utilizadas outras ferramentas disponíveis. Leia mais...

Lady Bug Brazil: Para a jornalista Lúcia Freitas, que chama a resolução do TSE de censura, é um absurdo um Procurador do Ministério Público se dar ao direito de entrar com ação para impedir a publicação de entrevistas com os candidatos. A liberdade de expressão foi pro lixo. "Deixem que aqui, na rede, a auto-regulação funcione. Ela funciona, podem crer", protesta. Leia mais...

Aguarde, em breve, mais links para artigos da 5ª rodada da Ciranda de Textos e participe! Envie o link do seu post sobre o tema para meu e-mail.