Conexão Digital 1265 - Spotify Wrapped 2025
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
Dezembro é sempre o mês dos rankings, e um dos mais esperados é o Spotify Wrapped, a retrospectiva anual da plataforma que revela tudo o que cada usuário mais ouviu ao longo do ano. Entre músicas, artistas, álbuns, podcasts e até o tempo total de escuta, a ferramenta virou um fenômeno cultural, compartilhada por milhões de pessoas ao redor do mundo.
Pelo segundo ano consecutivo, a cantora Taylor Swift aparece como a artista mais ouvida no Spotify, um domínio que se repete na preferência global, mesmo com fortes concorrentes. O Spotify também trouxe novidades: em 2025, os usuários puderam descobrir sua “idade musical”, baseada nos estilos que ouviram ao longo do ano.
No ranking nacional, quem liderou novamente foram Henrique & Juliano, ultrapassando 3,5 bilhões de streams no Brasil e repetindo o feito de 2024. Eles também emplacaram o álbum mais ouvido do ano, “Manifesto Musical 2 (Ao Vivo)”. Já a música brasileira mais tocada foi “Tubarões”, da dupla Diego & Victor Hugo. Entre os podcasts nacionais, o mais ouvido foi “Café Com Deus Pai”.
No cenário global, o grande campeão foi Bad Bunny, que retomou o topo com quase 20 bilhões de streams, consolidando-se pela quarta vez como o artista mais ouvido do mundo. A música que dominou o planeta em 2025 foi “Die With a Smile”, com Lady Gaga e Bruno Mars. Fechando a lista, o podcast mais ouvido globalmente foi, mais uma vez, o “The Joe Rogan Experience”, na liderança há seis anos seguidos.
E você, entrou na onda das listas do Spotify? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1182 - Spotify anuncia aumento na mensalidade de até 17% no Brasil
quarta-feira, 13 de agosto de 2025
Segundo a empresa, o objetivo é manter e aprimorar a experiência personalizada, além de financiar inovações e novos recursos. Nada sobre remunerar melhor os artistas, uma antiga luta de músicos e compositores. O aumento vai ser comunicado aos usuários por e-mail ao longo de agosto.
A nova tabela de preços é a seguinte: Estudante: R$ 12,90 (antes R$ 11,90) – alta de 8%. Individual: R$ 23,90 (antes R$ 21,90) – alta de 9%. Duo: R$ 31,90 (antes R$ 27,90) – alta de 14%. Família: R$ 40,90 (antes R$ 34,90) – alta de 17%.
Os novos valores já valem para novos assinantes, enquanto para quem já é cliente o reajuste vai ser aplicado a partir da mensalidade de setembro. E aí? Ainda vale a pena pagar o Spotify ou tem streamings melhores?
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Conexão Digital 1142 - A polêmica da prisão do rapper MC Poze do Rodo
terça-feira, 17 de junho de 2025
No artigo de ontem eu quis refletir com você sobre a polêmica envolvendo a condenação do humorista Léo Lins sobre piadas de conteúdo ofensivo contra minorias. E apontei os discursos contra e a favor. Hoje eu queria aprofundar um pouco mais nessa discussão de liberdade de expressão e responsabilidade social falando do caso da prisão do rapper MC Poze do Rodo.
O artista se auto-intitula ex-traficante, mas faz apologia ao crime organizado em suas letras, inclusive em algumas músicas livremente disponíveis no Youtube, no Spotify e outros serviços de streaming. São faixas como “Fala que a Tropa é Comando Vermelho”, em que o rapper chega a ameaçar agentes de segurança com versos como: "Se os cana brotar, a bala vai comer.” A música chegou a figurar entre as mais ouvidas do Top 50 do Spotify em 2021.
Para a Polícia Civil, que investiga o caso, as letras extrapolam os limites constitucionais da liberdade de expressão e artística, configurando crimes graves de apologia ao crime e associação para o tráfico de drogas. E aí, quem está certo nesse caso? O humorista e o rapper ou a Justiça e a polícia? Ou são casos diferentes? Dá pra defender Léo Lins e condenar Poze do Rodo ou o humorista está certo e o rapper errado? Ou em ambos os casos se tratam apenas de expressões artísticas?
Eu confesso que nunca tinha ouvido falar nesse MC. Mas me lembro que, na minha época, o rapper Gabriel O Pensador ficou famoso com a música "Hoje eu tô feliz, matei o presidente", isso em 1993. O máximo que aconteceu foi a música ser proibida de tocar no rádio. Mas, como diria meu pai, eram outros tempos...
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