Conexão Digital 1440 - Verificação de idade poderá ser exigida para conteúdo 18+ na Microsoft Store
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
E as bigtechs seguem se adequando ao ECA Digital, a versão online do Estatuto da Criança e do Adolescente no Brasil. A Microsoft informou semana passada que já a partir desse mês de agosto os usuários no Brasil vão precisar verificar a idade para acessar ou comprar aplicativos e jogos classificados como 18+ na Microsoft Store e na Loja Xbox.
Alguns recursos do Teams Free também poderão exigir essa verificação ainda este ano. Se a verificação não for concluída, o acesso a esses conteúdos e recursos poderá ser restringido. A boa notícia é que jogos e conteúdos que você já possui não serão afetados.
A Microsoft recomenda fazer a verificação antecipadamente, antes que ela seja solicitada, para deixar a conta preparada para a mudança. A confirmação da idade poderá ser feita de diferentes formas, como e-mail, CPF, estimativa de idade por selfie, cartão de crédito ou documento oficial de identificação, como carteira de motorista, passaporte ou identidade nacional.
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Conexão Digital 1437 - Meta vai disponibilizar recursos de controle parental na Meta AI
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
A Meta anunciou novos recursos de controle parental para a Meta AI. A ideia é oferecer mais proteção para adolescentes durante as conversas com a inteligência artificial. Na prática, pais e responsáveis que já usam a supervisão no Instagram poderão receber um alerta se a IA identificar que o adolescente está falando sobre assuntos que possam representar algum risco.
Além da notificação, a Meta vai disponibilizar materiais com orientações para ajudar as famílias a lidar com essas situações. Quando o assunto for delicado, a própria Meta AI também muda de comportamento. Em vez de responder normalmente, ela orienta o jovem a procurar ajuda e incentiva a conversar com os pais ou responsáveis.
Segundo a empresa, esses alertas só serão enviados quando realmente forem necessários e ainda passarão pela revisão de uma pessoa antes de chegar aos responsáveis. Se a intenção da conversa não estiver clara, o caso também poderá ser analisado.
Outra novidade é que as restrições de conteúdo já configuradas para adolescentes também vão valer dentro da Meta AI. Se o jovem perguntar sobre um tema bloqueado, a ferramenta simplesmente vai informar que não pode responder.
Os recursos começam a ser liberados na Austrália, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido, com expansão para outros países prevista até o fim deste ano. E claro, quando for lançado no Brasil, eu te conto aqui, no Conexão Digital.
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Conexão Digital 1431 - Parlamentares da França aprovam proibição de redes sociais para menores de 15 anos
terça-feira, 28 de julho de 2026
A França deu mais um passo para limitar o acesso de adolescentes às redes sociais. O Parlamento aprovou um projeto que proíbe o uso dessas plataformas por menores de 15 anos.
Agora, o texto ainda precisa passar pela análise do Conselho Constitucional, que verifica se a proposta está de acordo com a Constituição francesa. Se receber o aval, a lei segue para sanção do presidente Emmanuel Macron e pode entrar em vigor a partir de outubro. Macron comemorou a aprovação e disse que a medida faz parte da promessa de reforçar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Mas a França não está sozinha. A Austrália aprovou uma lei que deve restringir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. No Reino Unido, novas regras exigem mais proteção para crianças e adolescentes nas plataformas digitais.
A União Europeia também pressiona empresas de tecnologia a adotarem mecanismos mais rigorosos de verificação de idade e segurança para os jovens. E, no Brasil, o debate avança com propostas como o ECA Digital, que busca atualizar a proteção de crianças e adolescentes na internet.
A tendência é clara: governos de diferentes partes do mundo estão aumentando a pressão sobre as redes sociais para reduzir os riscos de exposição de menores a conteúdos inadequados, golpes e outros problemas do ambiente online.
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Conexão Digital 1379 - Instagram adota IA que analisa estrutura óssea para menores de 13 anos
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Mais uma nova tecnologia pode ser usada pra definir a idade dos usuários de uma rede social. A Meta anunciou que vai ampliar o uso de uma tecnologia de inteligência artificial capaz de identificar se um usuário tem menos de 13 anos, mesmo que ele tenha colocado uma idade falsa no cadastro. A novidade chega ao Instagram no Brasil, Estados Unidos e países da União Europeia.
No Facebook, os testes começam primeiro nos Estados Unidos. E não estou falando de reconhecimento facial, da íris ou da impressão digital. Essa nova IA analisa pistas visuais em fotos e vídeos, como altura, estrutura facial e até traços ósseos para estimar a faixa etária da pessoa. Essas informações são combinadas com textos, interações e comportamento na plataforma para aumentar a identificação de contas de menores de idade.
Segundo a Meta, o objetivo é remover mais rapidamente contas de crianças abaixo da idade mínima permitida e aplicar proteções automáticas para adolescentes. A empresa também defende que lojas de aplicativos, como Google Play e App Store, tenham papel central nessa verificação de idade, compartilhando as informações com os aplicativos.
A Meta informou ainda que reforçou sua equipe de revisão humana com ferramentas de IA, prometendo análises mais rápidas e precisas. Além disso, a empresa diz que está combatendo tentativas de menores criarem novas contas depois de serem removidos. Vale lembrar que recentemente a Meta já colocou automaticamente proteções extras no Instagram, Facebook e Messenger em contas de adolescentes, mesmo quando esses usuários tentavam se passar por adultos.
E você, acha que vai funcionar ou ainda vai ter como burlar? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1377 - Classificação indicativa do YouTube sobe para 16 anos
quarta-feira, 13 de maio de 2026
O Ministério da Justiça divulgou uma nota técnica em que aumenta a classificação indicativa do YouTube para 16 anos, e a medida já está dando o que falar nas redes sociais. Segundo o Ministério, a decisão foi tomada por causa do crescimento de conteúdos considerados impróprios na plataforma.
Entre os exemplos citados estão vídeos feitos com inteligência artificial, como a “Novela das Frutas”, que viralizou recentemente. Apesar da aparência infantil e colorida, esse tipo de conteúdo pode trazer cenas perturbadoras, violência, linguagem inadequada e até situações de teor adulto.
Segundo o documento, muitos desses vídeos acabam sendo direcionados para crianças e adolescentes por causa do algoritmo da plataforma. A nota técnica também menciona conteúdos envolvendo assédio, mutilações e violência extrema, além de vídeos que misturam humor com temas pesados de forma disfarçada.
O Ministério da Justiça argumenta que o problema não está apenas no conteúdo explícito, mas também na facilidade com que menores de idade conseguem acessar esse material. Na prática, isso não significa que menores de 16 anos serão proibidos de usar o YouTube, mas a nova classificação serve como um alerta para pais, responsáveis e para a própria plataforma.
Na sua opinião, até aonde vai a liberdade de conteúdo na internet e qual deve ser a responsabilidade das big techs na proteção do público mais jovem? Me conta sua opinião no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1354 - Apps que simulam Tigrinho driblam ECA Digital e podem ser baixados por crianças
sexta-feira, 10 de abril de 2026
O ECA Digital começou a valer e já impactou vários jogos no Brasil, como o Roblox. Enquanto isso, alguns jogos que simulam cassinos, tipo “Tigrinho” e caça-níqueis, continuam disponíveis até pra crianças. Esses aplicativos imitam bem a experiência de aposta: você gira roleta, ganha moedas virtuais e pode até comprar mais dentro do jogo.
O problema é que, mesmo sem dinheiro real envolvido diretamente, eles passam uma sensação muito parecida com jogos de aposta de verdade. E isso confunde muita gente, inclusive adultos, que chegam a reclamar achando que vão ganhar dinheiro de verdade. O motivo desses aplicativos ainda estarem liberados é uma espécie de “zona cinzenta”: como não envolvem saque de dinheiro real, acabam não se encaixando diretamente nas regras mais rígidas da lei.
Depois que isso veio à tona, alguns desses jogos começaram a ter a classificação ajustada pra 18 anos ou mais. Especialistas alertam que, mesmo sendo “de mentirinha”, esses jogos podem mexer com o comportamento de crianças e adolescentes. Eles usam mecanismos que estimulam o cérebro, como recompensas imprevisíveis, o que pode levar a hábitos compulsivos.
Além disso, podem criar uma visão distorcida sobre dinheiro e sorte, dando a impressão de que ganhar depende só de insistir. Ou seja: esses jogos treinam o cérebro das crianças para os jogos de azar, com dinheiro de verdade, quando elas chegarem à idade adulta. Só que o problema dos cassinos não é só perder dinheiro. É o vício que gera a partir do uso compulsivo.
Aí vale sempre reforçar o apelo: pais e mães, olhem o que seus filhos fazem no celular! Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1340 - ECA Digital passa a valer no Brasil
segunda-feira, 23 de março de 2026
O Governo Federal publicou na semana passada três decretos pra colocar em prática o chamado “ECA Digital”, que é basicamente um conjunto de regras pra proteger crianças e adolescentes na internet.
Na prática, tem três frentes principais. Primeiro, a regulamentação da lei, ou seja, agora as regras começam a valer de fato. Segundo, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados passa a ter um papel mais forte na fiscalização. E terceiro, foi criado um centro dentro da Polícia Federal pra receber e organizar denúncias de crimes digitais contra menores.
E isso muda bastante coisa: plataformas como redes sociais, jogos e aplicativos passam a ter que remover conteúdos ilegais e denunciar diretamente pras autoridades. Não é mais “se quiser”, é obrigatório.
Além disso, vai ter um sistema centralizado de denúncias, o que deve agilizar investigações, principalmente em casos mais graves, como abuso infantil, incentivo à violência, ataques em escolas ou conteúdos que estimulam automutilação. Outro ponto importante: a ANPD vai crescer: a previsão é chegar a cerca de 700 funcionários até o fim do ano, justamente pra dar conta dessa fiscalização mais pesada.
Também foi anunciado um investimento de R$ 100 milhões em pesquisa com inteligência artificial, focado em detectar crimes online e até agir em tempo real, por exemplo, identificando situações suspeitas e alertando responsáveis ou autoridades.
Agora, no dia a dia, o impacto é direto: plataformas vão ter que verificar a idade dos usuários, especialmente em conteúdos sensíveis como apostas, álcool ou material adulto. Recursos como “rolagem infinita” e autoplay também entram na mira por causa do potencial de vício. Pais e responsáveis também ganham mais ferramentas pra acompanhar o que os filhos fazem online, e menores de 16 anos precisam ter contas vinculadas a um responsável.
E você, o que acha do novo ECA Digital? Acredita que vai funcionar? Me conta sua opinião no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!





