Conexão Digital 1420 - Novas regras para publicidade de bets após polêmica na Copa do Mundo
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Também ficam proibidas propagandas que usem comentaristas, influenciadores ou especialistas para incentivar apostas, além de anúncios com promessas enganosas ou que estimulem apostas imediatas e excessivas.
Outra medida é o bloqueio do acesso às plataformas legalizadas para quase 3 8 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada, o BPC.
As empresas terão que verificar com frequência o CPF dos usuários para impedir o cadastro dessas pessoas. Atletas, árbitros, dirigentes esportivos e pessoas com diagnóstico de ludopatia também estão proibidos de apostar.
Mesmo assim, especialistas alertam que sites clandestinos continuam sendo uma brecha para driblar essas restrições. As bets regulamentadas movimentaram R$ 37 bilhões em 2025, consolidando o Brasil como um dos maiores mercados de apostas do mundo.
Enquanto isso, o STF ainda deve decidir se a Lei das Bets é constitucional ou se as apostas esportivas poderão ser proibidas no país. Entidades de defesa do consumidor e da saúde também cobram mais transparência sobre a publicidade das bets nas redes sociais.
E você, acha que cada um é responsável por si ou as bets viraram uma epidemia no Brasil? Isso sem falar nas suspeitas de lavagem de dinheiro para o crime organizado? Me conta sua opinião no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1419 - Bets e mídias devem atuar com mais responsabilidade, alertam especialistas
sábado, 11 de julho de 2026
Copa do Mundo chegando ao fim e um assunto que dividiu as conversas sobre a Seleção Brasileira foi o caso da CazéTV com as bets. Inclusive com algumas pessoas tentando politizar a coisa ou mesmo atribuindo alguma responsabilidade pra Rede Globo, que sentiu a concorrência. Não à toa, um dos slogans da emissora era "aqui não tem delay".
Resumindo a história: A Secretaria Nacional do Consumidor abriu uma investigação contra a CazéTV por causa do excesso de propagandas de bets e apostas durante as transmissões da Copa do Mundo.
O problema principal é que os narradores e comentaristas estavam empolgando demais o público, divulgando QR codes, falando de cotações altas, sugerindo apostas improváveis e incentivando a galera a apostar no meio do jogo. Pelas leis atuais, isso é proibido, porque a publicidade não pode sugerir ganho fácil ou estimular o vício.
Então a questão não é anunciar ou não, até porque todas as emissoras e sites anunciam bets. A questão é como esses anúncios estavam sendo feitos. O canal já sentiu a pressão e parou de citar as bets nas transmissões mais recentes.
Mas o recado é claro: o mercado de mídia vai ter que tratar os comerciais de apostas com o mesmo rigor que trata os de bebidas alcoólicas e remédios. Vem aí até regra pra colocar alertas de riscos à saúde nos anúncios, bem parecido com o que já rola nos maços de cigarro.
Toda essa discussão faz muito sentido quando a gente olha para os números: uma pesquisa recente mostra que 16% dos brasileiros apostaram no último ano, e quase metade deles acabou perdendo dinheiro. Por enquanto, o processo está no começo e a CazéTV vai poder se defender.
Outro detalhe que passa quase despercebido: não é um canal de um jornalista no Youtube contra a "toda poderosa Globo". É o Youtube, uma das maiores empresas do mundo, americana, contra outra grande empresa, só que brasileira, a Globo.
E você, acha que o CazéTV está sendo perseguido ou realmente estava abusando? Me conta sua opinião no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1168 - Brasileiro deixa de comprar comida pra gastar em bets
quinta-feira, 24 de julho de 2025
Um relatório do Banco Central revelou que R$ 22 bilhões foram transferidos de contas de pessoas físicas para sites e aplicativos de apostas online apenas no primeiro trimestre de 2025. A informação foi apresentada na CPI das Bets e debatida em uma Sessão Deliberativa Ordinária do Senado, no último dia 15 de julho.
Se o ritmo continuar, o total gasto em apostas pode chegar a R$ 270 bilhões até o fim do ano. Dados apresentados mostram que 29% dos brasileiros admitem usar parte do dinheiro reservado para o fim de semana em apostas, enquanto 18% relataram reduzir gastos com alimentação, como carne ou refeições fora, para manter a “banca”, que é o valor destinado às apostas.
O impacto vai além: muitas pessoas, especialmente das classes mais pobres, estão deixando de comprar comida e até de fazer uma faculdade por causa do comprometimento financeiro com o jogo. Um outro estudo revelou que quase um milhão de pessoas pode deixar de se matricular na graduação no primeiro semestre de 2026 por causa dos gastos com apostas.
A pesquisa apontou que 52% dos entrevistados apostam regularmente, com valores médios mensais de R$ 420 nas classes D e E, e mais de R$ 1.200 mensais na classe A. A liberação das bets no Brasil pode ser considerada um verdadeiro desastre social, com famílias inteiras destruídas, inclusive com recursos do Bolsa Família nesses jogos.
Será que só cobrar mais impostos das bets resolve? Proibir quem recebe bolsa família de apostar, talvez? Enfim, é um assunto complexo, mas que precisa ser enfrentado o mais rápido possível. Me dá sua opinião sobre isso no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1130 - Senado aprova restrição de publicidade com bets
segunda-feira, 2 de junho de 2025
O Senado Federal aprovou na semana passada um projeto que restringe a publicidade de apostas esportivas (as chamadas bets). O texto, que ainda será analisado pela Câmara dos Deputados, proíbe a participação de atletas, artistas, influenciadores e autoridades em campanhas de apostas, com o objetivo de proteger especialmente os jovens e as populações mais vulneráveis.
A publicidade em TV, streaming, redes sociais e internet continuam permitidas, mas apenas de sete e meia da noite à meia noite. O rádio também pode anunciar, mas entre 9h e 11h da manhã e de cinco da tarde às sete e meia da noite. Propaganda nos 15 minutos antes e depois das partidas também seguem liberadas. Todos os anúncios deverão exibir a frase: “Apostas causam dependência e prejuízos a você e à sua família.”
A proposta busca equilibrar a regulamentação da publicidade com a proteção do público jovem. Uma pesquisa do DataSenado de 2024 revelou que 13% dos brasileiros com 16 anos ou mais apostaram nos 30 dias anteriores à pesquisa — a maioria com renda de até dois salários mínimos. De acordo com o Panorama Político 2024: apostas esportivas e golpes digitais estão endividando a maior parte dos apostadores, já que cerca de 52% deles recebe até dois salários-mínimos por mês.
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Conexão Digital 1120 - CPI das BETs
segunda-feira, 19 de maio de 2025
Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L
Na semana passada tivemos mais uma etapa da CPI das BETs, comissão parlamentar de inquérito que investiga os aplicativos de apostas online. A CPI já existe há algum tempo, mas ganhou mais visibilidade com a participação da influenciadora digital Virgínia na última reunião, no Congresso Nacional. Além de Virgínia, alguns senadores como Soraya Petronick e Cleitinho protagonizaram cenas que renderam vários comentários e memes nas redes sociais.
Em seu depoimento, Virgínia alegou que não ganha dinheiro quando os usuários perdem nos aplicativos, mas admitiu que ganharia 30% a mais do contrato caso a Bet que ela divulga dobrasse os lucros, o que no fim das contas é mais ou menos a mesma coisa, já que as Bets ganham mais dinheiro quanto mais dinheiro os usuários gastam nas plataformas.
Além disso, a influeciadora admitiu também que publica em seu perfil um aplicativo adulterado, com um algoritmo facilitado para que ela ganhe em até 90% das vezes, diferente do aplicativo baixado pelos usuários, feito, obviamente, para perder muito mais do que ganhar. Virgínia não perdeu tempo e, no mesmo dia da reunião, ofereceu descontos em sua loja virtual, acreditando que teria mais seguidores. O efeito, porém, foi o contrário, com mais de 600 mil pessoas deixando de segui-la. Outros influenciadores serão ouvidos nas próximas semanas.
Fica, então, a reflexão: vale tudo por dinheiro? Existe muita diferença entre as Bets e outros vícios como álcool e drogas? E entre as Bets e as loterias, como comparou Virgínia? Você costuma apostar nesses aplicativos? Conhece alguém que é viciado nesses jogos de azar online? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo! E, como diz a Virgínia: bora pra cima!




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