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Conexão Digital 1419 - Bets e mídias devem atuar com mais responsabilidade, alertam especialistas

sábado, 11 de julho de 2026

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L
CazéTV

Copa do Mundo chegando ao fim e um assunto que dividiu as conversas sobre a Seleção Brasileira foi o caso da CazéTV com as bets. Inclusive com algumas pessoas tentando politizar a coisa ou mesmo atribuindo alguma responsabilidade pra Rede Globo, que sentiu a concorrência. Não à toa, um dos slogans da emissora era "aqui não tem delay". 

Resumindo a história: A Secretaria Nacional do Consumidor abriu uma investigação contra a CazéTV por causa do excesso de propagandas de bets e apostas durante as transmissões da Copa do Mundo. 

O problema principal é que os narradores e comentaristas estavam empolgando demais o público, divulgando QR codes, falando de cotações altas, sugerindo apostas improváveis e incentivando a galera a apostar no meio do jogo. Pelas leis atuais, isso é proibido, porque a publicidade não pode sugerir ganho fácil ou estimular o vício. 

Então a questão não é anunciar ou não, até porque todas as emissoras e sites anunciam bets. A questão é como esses anúncios estavam sendo feitos. O canal já sentiu a pressão e parou de citar as bets nas transmissões mais recentes. 

Mas o recado é claro: o mercado de mídia vai ter que tratar os comerciais de apostas com o mesmo rigor que trata os de bebidas alcoólicas e remédios. Vem aí até regra pra colocar alertas de riscos à saúde nos anúncios, bem parecido com o que já rola nos maços de cigarro. 

Toda essa discussão faz muito sentido quando a gente olha para os números: uma pesquisa recente mostra que 16% dos brasileiros apostaram no último ano, e quase metade deles acabou perdendo dinheiro. Por enquanto, o processo está no começo e a CazéTV vai poder se defender. 

Outro detalhe que passa quase despercebido: não é um canal de um jornalista no Youtube contra a "toda poderosa Globo". É o Youtube, uma das maiores empresas do mundo, americana, contra outra grande empresa, só que brasileira, a Globo.

E você, acha que o CazéTV está sendo perseguido ou realmente estava abusando? Me conta sua opinião no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1312 - Matéria do Fantástico sobre o Roblox

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

O programa Fantástico da Rede Globo exibiu uma matéria no último domingo repercutindo sobre o Roblox, e eu já falei dele aqui algumas vezes, até por ter filhas que usam a plataforma. 

O Roblox não é um jogo, mas sim uma plataforma de jogos, muitos deles criados pelos próprios usuários, bastante usado por crianças e adolescentes. Porém, denúncias e investigações não faltam. 

Apesar do visual colorido e da ideia de ser só diversão, autoridades alertam que a plataforma pode esconder riscos sérios, principalmente para menores de idade. Criar uma conta no Roblox é muito fácil: basta montar um avatar, escolher um apelido e pronto. Quem diz ser maior de idade nem precisa enviar documentos ou e-mail. 

A partir daí, o usuário pode circular por milhares de mundos virtuais e conversar com qualquer pessoa, por texto ou áudio. O Roblox tem cerca de 144 milhões de jogadores diários. Desses, 50 milhões têm menos de 13 anos e 57 milhões estão entre 13 e 17. 

A maioria acessa pelo celular, o que faz o jogo estar sempre presente na rotina das famílias. No começo do ano, a empresa passou a usar verificação facial para tentar identificar a idade dos usuários e limitar o chat de crianças, mas a medida gerou muita reclamação. 

Além disso, a própria plataforma admite que a classificação etária pode falhar às vezes. Como grande parte dos conteúdos é criada pelos próprios usuários, surgem ambientes totalmente inadequados: bailes funk com músicas sexualizadas, apologia a crimes, simulações de ataques em escolas, incentivo a dar fim à própria vida e até mundos que falam em “venda de crianças”. 

Segundo a Polícia Civil de São Paulo, 90% das vítimas acompanhadas em investigações iniciaram contato com agressores dentro do Roblox. O golpe é silencioso: adultos fingem ser crianças, criam laços, levam a conversa para outros aplicativos e começam a manipular as vítimas. 

A empresa diz que monitora conversas, proíbe conteúdos ilegais e oferece ferramentas de denúncia. Mesmo assim, jogos perigosos podem demorar semanas para sair do ar. O debate cresce com a chegada do ECA Digital, o Estatuto da Criança e do Adolescente na internet, que entra em vigor agora em março e deve exigir mudanças nas plataformas. 

Outros países já discutem ou adotam restrições, como Austrália e Espanha. Isso sem falar para o aumento de problemas ligados ao uso excessivo de telas por crianças e adolescentes. E na sua casa, Roblox é benção ou maldição? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!