Conexão Digital 1312 - Matéria do Fantástico sobre o Roblox
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
O programa Fantástico da Rede Globo exibiu uma matéria no último domingo repercutindo sobre o Roblox, e eu já falei dele aqui algumas vezes, até por ter filhas que usam a plataforma.
O Roblox não é um jogo, mas sim uma plataforma de jogos, muitos deles criados pelos próprios usuários, bastante usado por crianças e adolescentes. Porém, denúncias e investigações não faltam.
Apesar do visual colorido e da ideia de ser só diversão, autoridades alertam que a plataforma pode esconder riscos sérios, principalmente para menores de idade. Criar uma conta no Roblox é muito fácil: basta montar um avatar, escolher um apelido e pronto. Quem diz ser maior de idade nem precisa enviar documentos ou e-mail.
A partir daí, o usuário pode circular por milhares de mundos virtuais e conversar com qualquer pessoa, por texto ou áudio. O Roblox tem cerca de 144 milhões de jogadores diários. Desses, 50 milhões têm menos de 13 anos e 57 milhões estão entre 13 e 17.
A maioria acessa pelo celular, o que faz o jogo estar sempre presente na rotina das famílias. No começo do ano, a empresa passou a usar verificação facial para tentar identificar a idade dos usuários e limitar o chat de crianças, mas a medida gerou muita reclamação.
Além disso, a própria plataforma admite que a classificação etária pode falhar às vezes. Como grande parte dos conteúdos é criada pelos próprios usuários, surgem ambientes totalmente inadequados: bailes funk com músicas sexualizadas, apologia a crimes, simulações de ataques em escolas, incentivo a dar fim à própria vida e até mundos que falam em “venda de crianças”.
Segundo a Polícia Civil de São Paulo, 90% das vítimas acompanhadas em investigações iniciaram contato com agressores dentro do Roblox. O golpe é silencioso: adultos fingem ser crianças, criam laços, levam a conversa para outros aplicativos e começam a manipular as vítimas.
A empresa diz que monitora conversas, proíbe conteúdos ilegais e oferece ferramentas de denúncia. Mesmo assim, jogos perigosos podem demorar semanas para sair do ar. O debate cresce com a chegada do ECA Digital, o Estatuto da Criança e do Adolescente na internet, que entra em vigor agora em março e deve exigir mudanças nas plataformas.
Outros países já discutem ou adotam restrições, como Austrália e Espanha. Isso sem falar para o aumento de problemas ligados ao uso excessivo de telas por crianças e adolescentes. E na sua casa, Roblox é benção ou maldição? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1300 - A revolta do Roblox contra o Felca
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
O Roblox, popular entre crianças e adolescentes, mudou recentemente as regras do chat: agora é preciso verificar a idade e só é possível conversar com usuários da mesma faixa etária.
A medida busca proteger menores de predadores online e eu já tinha falado disso aqui semana passada. Só que na última semana a plataforma foi palco de várias manifestações de crianças e adolescentes, ou talvez adultos fingindo ser crianças. Nos protestos online, carros virtuais pegando fogo e placas com erros de ortografia.
A confusão logo mudou de alvo: parte da comunidade passou a culpar o influenciador Felca pelas novas regras, mesmo ele não tendo relação com a decisão. Felca, que fez um vídeo sobre adultização infantil no ano passado, relatou que recebeu mensagens pesadas e até ameaças de morte.
O Roblox se manifestou dizendo que entende a insatisfação, mas reforçou que a verificação é essencial para manter o ambiente seguro. A plataforma condenou ameaças e incitação à violência e disse que vai continuar dialogando com especialistas e pais para aprimorar o sistema. No fim, a treta mistura regras novas, frustração, protestos, “fake kids” e acusações indevidas.
Mas o que mais me preocupa, inclusive enquanto pai de duas crianças que jogam o Roblox, não são as novas regras ou o Felca. Mas sim, perceber que as crianças atuais já sabem xingar e até ameaçar por qualquer negativa antes de entenderem o motivo, o contexto que levou a isso. Crianças praticando discurso de ódio não sabem compreender, não entendem responsabilidade. Liberdade sem maturidade vira revolta, limite sem explicação vira ódio.
Na cabeça das crianças, tiraram algo delas. As redes ensinaram o barulho, mas não ensinam responsabilidade. A internet deu poder antes de dar limites. Aí eu me pergunto: quem está educando as nossas crianças? E quando o mundo real frustrar? Os futuros jovens vão quebrar tudo nas ruas? Ameaçar pai e mãe dentro de casa? Na vida real não dá pra reiniciar o jogo. No fim, está aí a adultização precoce, crianças com muito poder e sem nenhum limite.
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Conexão Digital 1263 - Roblox adota verificação de idade para limitar conversas pelo chat
quinta-feira, 4 de dezembro de 2025
Notícia importante pra quem, assim como eu, tem filhos que jogam Roblox. A plataforma de jogos anunciou a adoção da verificação de idade para os usuários acessarem conversas no chat. Pra quem não sabe, além de jogar online com outros usuários, é possível também teclar com eles por meio de um chat, uma preocupação extra para os pais.
A nova funcionalidade foi criada para limitar as conversas para usuários na mesma faixa etária. Então, nada de adultos desconhecidos puxando papo com crianças e adolescentes. E nem adianta mentir a idade.
A utilização é feita por meio de uma ferramenta de estimativa facial de idade que usa a câmera do celular. O usuário recebe um aviso para verificar a idade; Em seguida, o internauta concede permissão para o Roblox acessar a câmera do celular ou do notebook; É realizado um passo a passo na tela de verificação de idade. Depois do usuário aderir, a plataforma informa o grupo etário ao qual ele faz parte, indo de 9 anos pra baixo, entre 9 e 12 anos; 13 e 15 anos; 16 e 17 anos; 18 a 20 anos; e a partir de 21 anos pra cima.
Uma vez selecionado o grupo, o consumidor só pode conversar com pessoas da mesma faixa etária. Por enquanto, a checagem é voluntária. Mas espera-se que a exigência seja obrigatória a partir de janeiro do ano que vem. Mas claro, a nova função não tira dos pais a responsabilidade de orientar os filhos sobre os perigos da internet. Me segue no instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

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