[ARTIGO] 10º Seminário Abracom Minas
terça-feira, 7 de julho de 2026
Foi um prazer rever queridos colegas da comunicação como Paulo Emediato (InovaBra e meu coordenador de Comunicação nos tempos de Governo de Minas, em 2013), Cristina Fonseca (Maio Comunicação), Marcos Fabrício (Árvore Comunicação, colega de Telemig Celular em 2007), Robson Santo (Agência CasaSanto e meu contemporâneo de Fumec, de 1999 a 2001), Vera Lima (colega de pós-graduação em Marketing Político 2004-2005), Marco Piquini (Piquini Comunicação Estratégica, ex-coordenador de Comunicação da Iveco, ACI Sete Lagoas e Unifemm) e a Flávia Amaral (Rede Comunicação, assídua leitora aqui do blog).
Vivemos a era da hiperconexão e, paradoxalmente, da fragmentação. A sociedade está cada vez mais organizada em bolhas de confiança. Comunidades se fortalecem, mas o espaço comum de diálogo se estreita. A informação circula com velocidade, mas a confiança se torna mais rara.
Nesse novo cenário, comunicar já não é apenas alcançar grandes audiências. É compreender comunidades, dialogar com identidades e construir pontes entre mundos que muitas vezes não se encontram.
Ao mesmo tempo, quanto mais a comunicação se apoia em tecnologia, dados e algoritmos, mais emerge uma pergunta essencial: qual é o papel do humano na comunicação? A confiança não nasce dos sistemas. Nasce das relações. Da escuta. Da presença.
Em sua 10ª edição, o seminário propôs refletir sobre esse novo território da comunicação corporativa: um mundo formado por comunidades, atravessado por bolhas sociais e cada vez mais mediado pela tecnologia - onde o fator humano volta a ser o principal ativo para construir diálogo, legitimidade e confiança.Palestraram Paulo Emediato, da InovaBra (O Mundo em bolhas sociais), e Vânia Bueno, especialista em desenvolvimento humano, liderança e governança corporativa (Como construir pontes em um mundo em bolhas), além de um painel sobre como as marcas estão lidando com as bolhas sociais com Gabriel Didier, diretor de Comunicação Externa, Interna e Reputação Ambev, e Ludmila Ximenes, Chief Sales & Marketing Officer do Grupo DVT.
Enfim, um excelente evento, tanto pelas conexões quanto pelas reflexões!
Conexão Digital 1344 - Inteligência artificial nos algoritmos do Tinder
sexta-feira, 27 de março de 2026
Os aplicativos de relacionamento como o Tinder vendem a ideia de que podem encontrar o par perfeito, mas, na prática, não funcionam assim. Apesar de terem dados suficientes para indicar alguém altamente compatível em poucos segundos, essas plataformas são estruturadas para manter você dentro do sistema, não para fazer você sair dele.
A lógica é simples: quando duas pessoas formam um casal, são dois usuários a menos. Além disso, há um desequilíbrio na base de usuários: cerca de 75% são homens e 25% são mulheres, o que torna a competição ainda mais difícil.
Para aumentar a frustração e incentivar pagamentos, os aplicativos limitam a visibilidade de perfis, prática conhecida como “invisibilidade seletiva”. Assim, o usuário é levado a pagar por planos premium para ter mais destaque.
Na prática, você vira o produto, enquanto a solução vendida resolve um problema criado pelo próprio sistema. Outro mecanismo é o uso de combinações quase perfeitas: o algoritmo apresenta alguém com o perfil físico que te atrai, mas com valores incompatíveis. Isso gera um ciclo de expectativa e frustração, um “quase deu certo”, semelhante ao funcionamento de jogos de azar, mantendo o usuário preso na tentativa de acertar na próxima vez.
Esse modelo também se conecta ao consumo: pessoas solteiras e emocionalmente carentes tendem a gastar mais com aparência, lazer e experiências, alimentando outros mercados. A carência, nesse contexto, vira uma engrenagem lucrativa. Só que o amor não nasce de um algoritmo. Relacionamentos reais são construídos no convívio, no contato direto e no dia a dia, longe da lógica de rolar telas e tomar decisões rápidas com um simples clique.
Você já teve alguma experiência positiva nesse tipo de aplicativo? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!


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