Conexão Digital 1367 - Tinder testa escaneamento de íris para frear bots de IA
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Novidade pra você que usa o Tinder, o aplicativo de paqueras. O Tinder está testando uma nova forma de verificar usuários pra combater perfis falsos criados com inteligência artificial e a solução pode ser bem interessante: escanear a íris do olho dos usuários.
A ideia surgiu porque os golpes e perfis fake ficaram muito mais sofisticados. Hoje, com IA, dá pra criar fotos, vozes e até conversas super realistas, o que dificulta separar quem é real de quem é falso. Pra resolver isso, o Tinder vai escanear a íris e o sistema gera um código único que comprova que você é humano. Depois disso, seu perfil ganha um selo de verificação. E ainda rola um incentivo: quem fizer isso pode ganhar vantagens, tipo mais visibilidade no aplicativo.
Esse teste começou em países como o Japão e pode se expandir pra outras plataformas no futuro, como Zoom, Reddit e Shopify, todas interessadas em reduzir fraudes. E faz sentido: só nos Estados Unidos, golpes em plataformas de relacionamento já causaram mais de 1 bilhão de dólares em prejuízo em um ano. Mas nem tudo são flores.
A tecnologia levanta dúvidas sobre privacidade, já que envolve dados biométricos super sensíveis. E no Brasil, ela nem deve chegar tão cedo: a Autoridade Nacional de Proteção de Dados proibiu o sistema, questionando justamente o uso desses dados e incentivos financeiros.
E você, usa o Tinder? Realmente tem muito fake por lá? Você acha que, por mais segurança, vale a pena a exposição dos seus dados pessoais? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1344 - Inteligência artificial nos algoritmos do Tinder
sexta-feira, 27 de março de 2026
Os aplicativos de relacionamento como o Tinder vendem a ideia de que podem encontrar o par perfeito, mas, na prática, não funcionam assim. Apesar de terem dados suficientes para indicar alguém altamente compatível em poucos segundos, essas plataformas são estruturadas para manter você dentro do sistema, não para fazer você sair dele.
A lógica é simples: quando duas pessoas formam um casal, são dois usuários a menos. Além disso, há um desequilíbrio na base de usuários: cerca de 75% são homens e 25% são mulheres, o que torna a competição ainda mais difícil.
Para aumentar a frustração e incentivar pagamentos, os aplicativos limitam a visibilidade de perfis, prática conhecida como “invisibilidade seletiva”. Assim, o usuário é levado a pagar por planos premium para ter mais destaque.
Na prática, você vira o produto, enquanto a solução vendida resolve um problema criado pelo próprio sistema. Outro mecanismo é o uso de combinações quase perfeitas: o algoritmo apresenta alguém com o perfil físico que te atrai, mas com valores incompatíveis. Isso gera um ciclo de expectativa e frustração, um “quase deu certo”, semelhante ao funcionamento de jogos de azar, mantendo o usuário preso na tentativa de acertar na próxima vez.
Esse modelo também se conecta ao consumo: pessoas solteiras e emocionalmente carentes tendem a gastar mais com aparência, lazer e experiências, alimentando outros mercados. A carência, nesse contexto, vira uma engrenagem lucrativa. Só que o amor não nasce de um algoritmo. Relacionamentos reais são construídos no convívio, no contato direto e no dia a dia, longe da lógica de rolar telas e tomar decisões rápidas com um simples clique.
Você já teve alguma experiência positiva nesse tipo de aplicativo? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
