Conexão Digital 1303 - 1,25 bilhão de smartphones foram vendidos no mundo em 2025

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

Você trocou de smartphone no ano passado ou o seu ainda dura um tempo? Em 2025, foram vendidos 1,25 bilhão de smartphones no mundo, uma alta de 2% em relação a 2024, segundo dados da Omdia, empresa inglesa de consultoria em Telecomunicações. A Apple liderou o mercado pelo terceiro ano seguido, impulsionada pelas vendas do iPhone 17 nos últimos meses. 

A Samsung veio logo atrás, com forte desempenho em modelos abaixo de US$ 300, como o A17. A Xiaomi ficou em terceiro. O quarto trimestre, tradicionalmente o mais forte por causa da Black Friday e do Natal, cresceu 4% em comparação com o ano anterior. 

A Apple registrou 25% de market share nesse período, seguida por Samsung (18%), Xiaomi (11%), vivo (8%) e Oppo (8%). As demais marcas somaram 30%. Nos três primeiros trimestres, a Samsung liderou. Comparando com o quarto trimestre de 2024, Apple e Samsung ganharam 2 pontos percentuais cada. A Xiaomi perdeu 2% de mercado, enquanto a Oppo ganhou 1 ponto percentual. 

As outras marcas caíram 2% no total. Para 2026, a principal preocupação é a possível falta de memórias, que pode encarecer especialmente os modelos de entrada e afetar as vendas globais.

O relatório da Omdia aponta que grandes fabricantes já estão estocando componentes, e parte do bom resultado do fim de 2025 pode ter vindo de varejistas antecipando compras para se proteger da alta prevista nos preços pra esse ano. Então, se você está pensando em trocar de aparelho, é bom garantir logo seu modelo novo antes desse possível aumento.

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Conexão Digital 1302 - Whatsapp será investigado também no Brasil por mudança nos termos de uso

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

O Cade, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, que defende a livre concorrência no Brasil, abriu um inquérito contra a Meta por causa das mudanças nos termos do WhatsApp. 

A suspeita é que as novas regras permitiriam apenas a Meta AI atuar dentro do aplicativo, barrando concorrentes que oferecem bots e assistentes, o que pode configurar prática anticoncorrencial. 

Por isso, o Cade suspendeu a nova política de IA durante a investigação. Se a Meta descumprir, paga multa diária de R$ 250 mil. A Meta também é investigada na Europa e recebeu ordem similar na Itália. 

A denúncia partiu das assistentes de Inteligência Artificial brasileiras para o WhatsApp: Luzia e Zapia. Elas afirmam que a Meta estaria mudando os termos para expulsar rivais e obrigar usuários a usar apenas sua IA. Também alegam que, desde 2023, a Meta incentivava empresas a integrar IA ao WhatsApp enquanto fortalecia sua própria solução em um movimento estratégico para controlar o mercado. 

Especialistas dizem que o Cade pode obrigar a Meta a abrir o WhatsApp para outras empresas, desde que não prejudiquem os usuários. Impedir concorrentes pode ser considerado fechamento de mercado, prática proibida no Brasil. 

Mas isso não significa liberar tudo: decisões do STF determinam que grandes plataformas devem barrar aplicativos suspeitos, fraudes e golpes. Na Europa, o cenário é parecido: a Comissão Europeia investiga se a política do WhatsApp prejudica fornecedores externos de IA. E você, usa a Luzia ou a Zapia no Whatsapp? Acha que a Meta tem o direito de fechar o aplicativo pra outras empresas, já que o Whatsapp é de propriedade dela?

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Conexão Digital 1301 - Sindicatos de motoristas por app querem mudanças na lei

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

Os sindicatos de motofrete se reuniram com o Governo Federal na semana passada para apresentar propostas ligadas ao Projeto de Lei Complementar 152 de 2025, que deve ser votado após o recesso parlamentar. Eles querem anexar o documento ao projeto para corrigir pontos que, segundo eles, mantêm os entregadores vulneráveis. 

A principal crítica é à “uberização”: plataformas vendem flexibilidade, mas controlam tudo por algoritmo, impondo regras, punições e valores sem reconhecer vínculo e repassando riscos aos trabalhadores. 

Entre as propostas, os sindicatos pedem garantia de direitos trabalhistas e sindicais, mais transparência sobre o funcionamento dos algoritmos, negociação coletiva e alinhamento às diretrizes da Organização Internacional do Trabalho. Também solicitam contrato de trabalho, remuneração mínima clara, reembolso de despesas, limite de jornada similar ao da CLT e transparência total nos critérios de pagamento e distribuição de corridas. 

Os representantes dos entregadores por aplicativo querem ainda manter a negociação coletiva, permitir reconhecimento de vínculo, limitar a taxa das empresas a 20%, garantir benefícios e adicional de periculosidade, melhorar as regras previdenciárias, jornadas menos exaustivas e a proibição de metas algorítmicas arriscadas. Também pedem transparência nos bloqueios e indenização em caso de erro. 

A Amobitec, associação que representa empresas como Uber e iFood, diz apoiar a regulação, mas discorda do modelo de CLT. A entidade alega que o trabalho por plataforma é diferente e que já existem decisões do judiciário brasileiro em várias instâncias negando vínculo empregatício. Inclusive tem muito motoboy que também prefere continuar de forma autônoma. E você, acha melhor se os motoboys fossem CLT, mesmo isso encarecendo as taxas de entrega, ou acha melhor continuar como está?

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Conexão Digital 1300 - A revolta do Roblox contra o Felca

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

O Roblox, popular entre crianças e adolescentes, mudou recentemente as regras do chat: agora é preciso verificar a idade e só é possível conversar com usuários da mesma faixa etária. 

A medida busca proteger menores de predadores online e eu já tinha falado disso aqui semana passada. Só que na última semana a plataforma foi palco de várias manifestações de crianças e adolescentes, ou talvez adultos fingindo ser crianças. Nos protestos online, carros virtuais pegando fogo e placas com erros de ortografia. 

A confusão logo mudou de alvo: parte da comunidade passou a culpar o influenciador Felca pelas novas regras, mesmo ele não tendo relação com a decisão. Felca, que fez um vídeo sobre adultização infantil no ano passado, relatou que recebeu mensagens pesadas e até ameaças de morte. 

O Roblox se manifestou dizendo que entende a insatisfação, mas reforçou que a verificação é essencial para manter o ambiente seguro. A plataforma condenou ameaças e incitação à violência e disse que vai continuar dialogando com especialistas e pais para aprimorar o sistema. No fim, a treta mistura regras novas, frustração, protestos, “fake kids” e acusações indevidas. 

Mas o que mais me preocupa, inclusive enquanto pai de duas crianças que jogam o Roblox, não são as novas regras ou o Felca. Mas sim, perceber que as crianças atuais já sabem xingar e até ameaçar por qualquer negativa antes de entenderem o motivo, o contexto que levou a isso. Crianças praticando discurso de ódio não sabem compreender, não entendem responsabilidade. Liberdade sem maturidade vira revolta, limite sem explicação vira ódio. 

Na cabeça das crianças, tiraram algo delas. As redes ensinaram o barulho, mas não ensinam responsabilidade. A internet deu poder antes de dar limites. Aí eu me pergunto: quem está educando as nossas crianças? E quando o mundo real frustrar? Os futuros jovens vão quebrar tudo nas ruas? Ameaçar pai e mãe dentro de casa? Na vida real não dá pra reiniciar o jogo. No fim, está aí a adultização precoce, crianças com muito poder e sem nenhum limite.

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Conexão Digital 1299 - Como a inteligência artificial pode influenciar as eleições de 2026

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

Você já deve saber que 2026 é ano eleitoral. E um diferencial das eleições desse ano na internet muito provavelmente será um uso nunca antes visto da inteligência artificial gerando fotos, imagens e vídeos falsos. Portanto, é bom estar atento para evitar ser manipulado. 

Nos últimos anos, a qualidade de IA generativa, que cria texto, imagem, áudio e vídeo, cresceu tanto que agora dá pra produzir conteúdos super-realistas. E aí começam os problemas. O grande risco é a desinformação. A IA consegue criar cenas inteiras que nunca aconteceram: fala falsa, vídeo falso, foto falsa, tudo muito convincente. E quando isso cai em redes como WhatsApp, onde é difícil rastrear, o estrago pode ser grande. 

Esses materiais não decidem eleição sozinhos, mas atrapalham a imagem de candidatos e desviam a atenção de quem precisa fiscalizar o processo. O tipo de conteúdo mais perigoso hoje são os deepfakes, aqueles vídeos que colocam o rosto ou a voz de alguém em situações totalmente inventadas. Além disso, existe a ameaça dos robôs e perfis falsos, criados em massa com fotos, nomes e textos gerados por IA. 

Eles ajudam a espalhar boatos, inflar apoio falso e criar aquela sensação de que “todo mundo está falando disso”, quando na verdade não está. O TSE já se mexeu: desde 2024 é proibido usar deepfake para atacar candidatos, e empresas de tecnologia têm que tirar esse tipo de conteúdo do ar. 

Campanhas que usarem IA precisam avisar que usaram, e tem regras pra chatbots não interagirem com eleitores como se fossem humanos. Mesmo assim, cabe ao público desconfiar. 

Dá pra perceber algumas pistas como áudio com dicção estranha; vídeos com boca que não acompanha a fala; imagens com textura esquisita, iluminação impossível ou dedos deformados; textos com jeitão de chatbot, com emojis demais ou erros culturais; além de marcas dágua de plataformas de IA na tela.

Sim, está cada vez mais difícil distinguir o que é real do que é falso. Então é bom sempre checar a fonte, usar busca reversa e recorrer a sites confiáveis ou agências de checagem. Em 2026, a regra é simples: se parecer bom (ou absurdo) demais pra ser verdade, desconfie. 

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Conexão Digital 1298 - OpenAI lança chatbot de saúde que até lê exames

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

Se os médicos reclamavam do "Dr. Google", que é quando o paciente pesquisa no Google antes da consulta, agora eles têm motivo dobrado pra reclamar. A OpenAI lançou um novo recurso chamado ChatGPT Health, uma versão do ChatGPT focada totalmente em saúde e bem-estar. 

A ideia surgiu porque muita gente já usava o chatbot pra tirar dúvidas sobre saúde, então agora existe um espaço próprio, mais seguro e preparado pra isso. A ferramenta não substitui médicos e a OpenAI deixa isso bem claro, mas funciona como um apoio pra ajudar as pessoas a entender melhor o que está acontecendo com o corpo e se preparar pra cuidar da saúde. 

O ChatGPT Health aparece como uma aba lateral no site ou app do ChatGPT, junto com projetos e histórico de conversas. Por enquanto, só um grupo pequeno está testando, e quem quiser pode entrar em uma lista de espera. Ainda não existe previsão de lançamento global. 

Mas o que ele consegue fazer? Muita coisa útil do dia a dia: Te ajuda a se preparar para consultas, indicando o tipo de especialista ideal e até sugerindo perguntas para levar ao médico. Consegue interpretar resultados de exames de forma básica, explicando o que cada item significa e apontando possíveis desequilíbrios simples, como vitaminas. Dá dicas para aliviar sintomas antes de você conseguir atendimento, sem prescrever remédios. Também apoia no pós-consulta, ajudando a montar rotinas mais saudáveis: analisar alimentação por fotos, sugerir dietas, exercícios, meditação e outras atividades. 

A OpenAI diz que tudo foi feito em parceria com médicos, e ainda criou um ambiente mais protegido para tratar dados sensíveis. É como ter um ajudante digital pra organizar sua saúde: mas sempre como complemento, nunca como substituto de um profissional real. Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1297 - Vírus de TV Box faz 2 milhões de vítimas e atinge brasileiros

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

E continua a guerra contra os serviços de streaming piratas: as famosas TV Box. Tem uma operação criminosa gigante rolando e transformando milhões de aparelhos em “zumbis digitais” e a maioria das pessoas nem sabe que está sendo usada. 

Essa espécie de vírus se chama Kimwolf, e desde agosto de 2025 já infectou mais de 2 milhões de dispositivos, principalmente smart TVs e TV boxes. O mais assustador é que muitos desses aparelhos já chegam infectados de fábrica. Ou seja: você tira da caixa, liga na TV, conecta no Wi-Fi e pronto, o aparelho vira parte do esquema criminoso. 

Esses dispositivos são usados para ataques DDoS, aquele tipo de ataque em que milhões de máquinas acessam um site ao mesmo tempo pra derrubar o serviço. O Brasil é um dos países mais afetados, já que muita gente compra TV box sem firewall, sem antivírus e sem segurança nenhuma. 

Ao invadir as redes dos usuários, os hackers ganham dinheiro de quatro formas: vendendo banda larga das vítimas, usando as redes raptadas pra aplicar golpes sem serem rastreados, instalando aplicativos escondidos nos aparelhos infectados ganhando comissão com isso e ainda alugando a infecção para ataques de outros hackers sob encomenda. 

O pior de tudo: os donos dos aparelhos são vítimas duas vezes. Primeiro porque têm a internet usada e a privacidade violada. Depois porque viram cúmplices sem saber, pois é o endereço IP deles que é rastreado pela polícia. Se o teste der positivo, não adianta só resetar. Muitas vezes o aparelho precisa ser completamente reformatado ou até descartado. 

As recomendações pra evitar essa dor de cabeça são simples: Evite TV boxes genéricos e prefira marcas confiáveis com Google Play Protect (Chromecast, NVIDIA Shield, Xiaomi etc). Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1296 - Profissão de Criador de Conteúdo é regulamentada no Brasil

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

Uma novidade importante para quem trabalha com internet: o Brasil agora tem oficialmente a profissão de multimídia. Isso significa que criadores de conteúdo e profissionais que atuam em plataformas digitais como YouTube, Instagram, TikTok e outras passam a ter uma ocupação reconhecida pela lei 15.325/2026. 

A regulamentação também vale para várias outras áreas de mídia e produção digital. A nova lei define o profissional multimídia como alguém que cria, produz, edita, organiza e distribui todo tipo de conteúdo digital: textos, imagens, vídeos, animações, áudios, jogos e muito mais. 

A profissão abrange praticamente todo o ecossistema digital desde influenciadores independentes até equipes de estúdios, produtoras, emissoras e agências de publicidade. 

Com o reconhecimento oficial, quem já trabalha na área e está registrado em outra função pode até pedir um ajuste no contrato, desde que a empresa concorde. E pra quem é MEI, é bom consultar um contador sobre como alterar ou adicionar o código CNAE no seu CNPJ. 

Na prática, essa lei dá mais clareza, segurança e valor para quem vive da criação digital, um mercado que cresce rápido e já movimenta boa parte da economia criativa do país. Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!


Conexão Digital 1295 - Smartphone perto de ultrapassar cartão como meio de pagamento

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L



Você tem mais costuma de pagar contas com cartão físico ou com o celular, por aproximação? Se você respondeu a segunda opção, saiba que você está entre os 40% dos brasileiros que já preferem essa forma de pagamento.

O brasileiro está cada vez mais deixando a carteira em casa e usando o celular para pagar compras no dia a dia. Em apenas dois anos, o smartphone praticamente dobrou sua preferência como meio de pagamento em lojas físicas: era o favorito de 20% em 2023, passou para 29% em 2024 e agora bateu 40%. No ritmo atual, a tendência é que ele vire líder absoluto já em 2026. 

Enquanto isso, o cartão de plástico está perdendo espaço rápido. Ele era preferido por 63% dos brasileiros em 2023, caiu para 59% em 2024 e agora está em 52%. Já o dinheiro segue desaparecendo da vida cotidiana: de 13% em 2023 para só 6% este ano. Entre jovens de 16 a 29 anos, 55% já preferem pagar com o celular. Entre usuários de iPhone, esse número sobe para 60%. 

Já quem ainda defende o cartão físico são, principalmente, os brasileiros com 50 anos ou mais. 69% deles ainda preferem o cartão tradicional, talvez ainda por uma questão de segurança. Com essa mudança de hábitos, o número de pessoas que não levam mais carteira também deu um salto. Em 2023 eram 10% dos brasileiros; agora, já são 22%, mais que o dobro. 

A pesquisa foi feita pela Opinion Box com mais de 2.300 brasileiros com smartphone, de diferentes faixas etárias, classes sociais e regiões do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Resumindo: o celular está virando a nova carteira do brasileiro, mais rápido do que a gente pode imaginar. E à medida em que mais adolescentes vão abrindo contas e a segurança e confiança aumentam, mais gente vai aderindo. 

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Conexão Digital 1294 - Falta de regulação de IA pode resultar em atrasos para o Brasil

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L

No início da semana eu comentei sobre uma ordem executiva assinada por Donald Trump que cria uma regulamentação para a IA nos Estados Unidos. Um relatório recente da Softex acendeu um alerta sobre o futuro da inteligência artificial no Brasil. 

Segundo o estudo, se o país continuar demorando para criar regras e políticas claras para IA, pode acabar ficando para trás. O relatório lista vários riscos dessa inércia: custo alto para implementar soluções, adoção lenta da tecnologia, perda de oportunidades no mercado global, fuga de projetos para países com regras mais claras, além de baixa confiança da população e falta de profissionais qualificados. 

O documento compara o ritmo do Brasil, que tem o projeto de lei do marco regulatório (de 2023) e o Plano Brasileiro de IA, com o que já está em vigor na União Europeia e nos Estados Unidos. 

E a conclusão é simples: estamos bem atrás. Para mudar esse cenário, a Softex propõe um pacote de ações para os próximos dois anos, como aprovar uma regulação baseada em riscos e compatível com padrões internacionais; criar um sistema nacional de avaliação de IA; e lançar um selo de “IA Confiável”, para mostrar que o país segue critérios de segurança, transparência e responsabilidade. 

Outra ideia é criar um pacote de competitividade para pequenas e médias empresas, com kits práticos, modelos de contrato e até cupons de desconto para ajudar negócios a se adequarem às regras. A lista continua: treinar a população em larga escala, orientar compras públicas de IA, criar um portal com incidentes e auditorias, acompanhar o impacto da IA no mercado de trabalho e firmar alianças internacionais. 

E, claro, tudo isso precisaria ser acompanhado por métricas claras. Ou o país se organiza logo para entrar de vez na corrida global da IA, ou corre o risco de ver a oportunidade passar. Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!