Conexão Digital 1301 - Sindicatos de motoristas por app querem mudanças na lei
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Os sindicatos de motofrete se reuniram com o Governo Federal na semana passada para apresentar propostas ligadas ao Projeto de Lei Complementar 152 de 2025, que deve ser votado após o recesso parlamentar. Eles querem anexar o documento ao projeto para corrigir pontos que, segundo eles, mantêm os entregadores vulneráveis.
A principal crítica é à “uberização”: plataformas vendem flexibilidade, mas controlam tudo por algoritmo, impondo regras, punições e valores sem reconhecer vínculo e repassando riscos aos trabalhadores.
Entre as propostas, os sindicatos pedem garantia de direitos trabalhistas e sindicais, mais transparência sobre o funcionamento dos algoritmos, negociação coletiva e alinhamento às diretrizes da Organização Internacional do Trabalho. Também solicitam contrato de trabalho, remuneração mínima clara, reembolso de despesas, limite de jornada similar ao da CLT e transparência total nos critérios de pagamento e distribuição de corridas.
Os representantes dos entregadores por aplicativo querem ainda manter a negociação coletiva, permitir reconhecimento de vínculo, limitar a taxa das empresas a 20%, garantir benefícios e adicional de periculosidade, melhorar as regras previdenciárias, jornadas menos exaustivas e a proibição de metas algorítmicas arriscadas. Também pedem transparência nos bloqueios e indenização em caso de erro.
A Amobitec, associação que representa empresas como Uber e iFood, diz apoiar a regulação, mas discorda do modelo de CLT. A entidade alega que o trabalho por plataforma é diferente e que já existem decisões do judiciário brasileiro em várias instâncias negando vínculo empregatício. Inclusive tem muito motoboy que também prefere continuar de forma autônoma. E você, acha melhor se os motoboys fossem CLT, mesmo isso encarecendo as taxas de entrega, ou acha melhor continuar como está?
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Conexão Digital 1272 - Uber e 99 mais caras no final de ano
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
Nas redes sociais, os usuários não perdoaram. Teve usuário dizendo que todo mês de dezembro é a mesma história, mas que neste ano a coisa saiu totalmente do controle. Uma corrida que custava 20 reais passou pra 50. Outra que custava 70 foi pra mais de 130 reais. E aí vem a pergunta que todo mundo faz: por que isso acontece? Muita gente acha que é simplesmente porque é fim de ano, todo mundo com pressa, mais gente na rua, mais pedidos... e os aplicativos aproveitam. Outros dizem que isso já virou tradição de dezembro.
E o pior: com a demora para um motorista aceitar uma corrida mais barata, o aplicativo logo te oferece outra corrida, dessa vez no modo premium, por um valor ainda maior. As empresas, claro, têm outra explicação. A Uber diz que é por causa do famoso preço dinâmico. Segundo eles, quando tem mais gente pedindo corrida do que motorista disponível, o valor sobe automaticamente pra atrair mais motoristas. Quando a oferta melhora, os preços voltam ao normal.
Já a 99 afirma que fatores como trânsito pesado, chuva e aumento no número de pedidos também influenciam no preço final. Tem gente afirmando que seria uma espécie de "13º salário informal", já que os motoristas por aplicativo não têm direito ao benefício natalino. No fim das contas, quem está no meio disso tudo é o usuário, tentando ir de um ponto a outro sem levar um susto quando olha o valor da corrida. E, pelo jeito, em dezembro, esse susto já virou quase parte da viagem, uma tradição amarga de Natal.
E você, também notou o aumento dos preços? Acha justo? Me conta sua opinião no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1262 - iFood e Uber lançam plano integrado
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
Conforme eu já tinha comentado aqui recentemente, o iFood e a Uber deram início na semana passada a uma parceria com a integração entre os aplicativos. a primeira cidade a contar com o serviço, ainda em fase de testes, é Belo Horizonte. A novidade, anunciada em maio deste ano, permite que o cliente do iFood acione os serviços do Uber dentro do próprio aplicativo do iFood.
Além disso, a parceria entre as empresas tem um plano de assinatura, que combina Clube iFood e Uber One, por R$ 21,90 por mês. E desde o início dessa semana a integração está disponível em outras cidades, como Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O movimento acontece em meio à alta na competição entre os aplicativos de entrega, com a volta do 99Food e a chegada do Keeta ao Brasil, que por enquanto opera em São Paulo e algumas cidades do interior paulista.
E você, tem costume de usar o iFood ou a frequência diminuiu depois da pandemia? Viu vantagem em chamar um Uber pelo iFood ou é melhor usar os aplicativos separadamente? Me conta no instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1121 - Uber e iFood se unem em serviços para frear a China
terça-feira, 20 de maio de 2025
Por Marcelo Braga Sander, para o blog Mercado Web Minas e as rádios 93FM, Costa do Sol, Web Novidade e Rádio Câmara 7L
Uber e iFood anunciaram na semana passada uma parceria que permitirá aos usuários utilizarem os serviços das duas plataformas. A nova funcionalidade vai permitir que usuários solicitem corridas via Uber por meio do aplicativo do iFood, enquanto será possível pedir comida ou fazer compras de supermercado por meio do aplicativo da Uber.
As operações divulgadas têm previsão de disponibilidade para o segundo semestre de 2025, em algumas cidades selecionadas. Segundo as empresas, as funcionalidades que já estão disponíveis em suas plataformas, como o serviço de entregas Uber Direct e Flash, e o Sob Demanda no iFood, não vão sofrer mudanças.
As empresas acreditam que essa união pode impulsionar mais pedidos em restaurantes, mercados, farmácias e conveniências em geral; gerar mais renda aos entregadores e motoristas; e simplificar ainda mais a vida dos consumidores.
A parceria já vinha sendo discutida há meses, e sua divulgação acontece em um momento de investimento bilionário no mercado de delivery brasileiro. A união das empresas brasileiras também pode ser vista como uma resposta à vinda de um novo concorrente chinês no cenário de entregas por aplicativo.
A plataforma Keeta, vinda da China, anunciou planos para começar a operar no Brasil nos próximos meses e pode incomodar os atuais líderes desse mercado. O site do serviço já tem uma versão em português do Brasil e inclui um questionário para entregadores interessados em fazer um pré-cadastro no aplicativo.
E assim que ele começar a funcionar por aqui eu te conto no Conexão Digital. Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

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