Conexão Digital 1376 - Nova lei endurece penas para roubo de celulares e fraudes na internet
terça-feira, 12 de maio de 2026
Entrou em vigor uma nova lei que endurece as penas para vários crimes que vêm crescendo no Brasil, principalmente os ligados a roubos de celular, golpes pela internet e até furto de cabos de energia e telefonia. A medida altera o Código Penal e aumenta bastante o tempo de prisão para quem for pego cometendo esses crimes.
No caso de roubo ou furto de celulares, computadores e outros aparelhos eletrônicos, a pena agora pode chegar a 10 anos de prisão, além de multa. Se o crime acontecer durante a noite, a punição aumenta ainda mais. Outro foco da nova lei são os golpes virtuais. Fraudes usando Pix, WhatsApp, redes sociais, e-mails falsos e até clonagem de celular agora têm punições mais severas.
Quem aplicar golpes usando contas “laranja” ou enganando vítimas pela internet pode pegar de 4 a 8 anos de prisão. A lei também mira o furto de cabos elétricos e de telefonia, um problema que causa prejuízos enormes e deixa bairros inteiros sem energia, telefone ou internet. Quando o crime afeta serviços essenciais ou órgãos públicos, a pena pode chegar a 8 anos de prisão.
A ideia é tentar reduzir crimes que se tornaram cada vez mais comuns no dia a dia, principalmente com o avanço da tecnologia e das fraudes digitais.
Você acha que o aumento das penas vai diminuir esse tipo de crime? Eu penso que pouco muda se são 4 ou 8 anos sem fiscalização e sem aplicação efetiva das penas. Me conta sua opinião no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1251 - Celular é o principal canal de compras de 78% dos brasileiros
terça-feira, 18 de novembro de 2025
Uma pesquisa da Octadesk chamada E-commerce Trends 2026 revelou que o celular se tornou o principal meio de finalização de compras no Brasil: 78% dos entrevistados realizam suas aquisições pelo smartphone.
O comércio eletrônico segue em alta: 88% compram algo online ao menos uma vez por mês e um terço faz compras pela internet toda semana. Para 65% das pessoas, a frequência de compras aumentou no último ano, e 59% acreditam que esse crescimento continuará nos próximos 12 meses. Ainda assim, apenas 6% compram exclusivamente online. Quanto aos hábitos de consumo, 54% preferem comprar à noite, fora do horário comercial.
As principais vantagens apontadas pelos consumidores para adquirir produtos pela internet são: preços mais baixos, praticidade, promoções exclusivas, facilidade de comparação e maior variedade, além da possibilidade de encontrar itens indisponíveis em sua cidade.
Apesar da liderança do celular, 20% ainda usam o computador para compras e 2% utilizam tablets. Os PCs e notebooks seguem relevantes especialmente quando a compra exige uma tela maior ou mais pesquisa.
Para buscar informações antes de comprar, 60% usam o Google, 50% recorrem diretamente à plataforma onde pretendem finalizar a compra e 39% pesquisam em diferentes lojas conhecidas. A pesquisa entrevistou 2.008 consumidores com mais de 18 anos que realizaram ao menos uma compra online nos últimos seis meses.
E você, costuma comprar pelo celular? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1203 - Crianças brasileiras ganham primeiro celular em média aos 10 anos e 3 meses de idade
quinta-feira, 11 de setembro de 2025
No Brasil, as crianças estão ganhando o primeiro celular em média aos 10 anos e 3 meses. É o que mostra uma pesquisa publicada na semana passada sobre o uso de smartphones por crianças e adolescentes.
E tem uma mudança interessante: em quase todas as idades, menos nos adolescentes de 13 a 16 anos, caiu a proporção de crianças com celular próprio em comparação ao ano passado.
O maior tombo foi entre os pequenos de 4 a 6 anos: de 30% pra 17%. No grupo de 7 a 9 anos, de 49% para 45%. E entre os de 10 a 12 anos, de 76% pra 69%. Isso pode estar ligado ao debate sobre os riscos do acesso precoce a telas e também à lei federal que proibiu celular em escolas.
Agora, quando a gente olha para o tempo de uso, a regra é clara: quanto mais velhos, mais tempo grudados no aparelho. Os de 0 a 3 anos passam em média 1h30 por dia, já os de 13 a 16 anos ficam quase 4 horas no celular. Esse número praticamente não mudou em relação a 2024.
E os pais? Mais da metade acredita que os filhos passam tempo demais no celular, principalmente os de 13 a 16 anos: 70% dos pais dessa faixa etária acham que o uso está exagerado (e eu, como pai de uma adolescente e uma criança, sou um deles).
Outra tendência: mais pais estão estabelecendo limites de tempo. Subiu de 80% para 84% entre os de 7 a 9 anos, e de 78% para 82% entre os de 10 a 12 anos. Até pais de adolescentes estão colocando maior limite de tempo: de 54% pra 56% dos pais passaram a colocar limite.
No fim das contas, a pesquisa mostra que o celular chega cedo, o uso cresce rápido, e os pais estão cada vez mais atentos, tentando equilibrar os benefícios e os riscos desse mundão digital.
E você que tem filho criança ou adolescente, como lida com o celular dos pequenos? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Confira a íntegra da pesquisa AQUI.
Conexão Digital 1134 - Empresa chinesa Jovi lança smartphone V50 no Brasil
sexta-feira, 6 de junho de 2025
O Brasil acaba de ganhar mais uma marca de smartphones. A Jovi anunciou na semana passada o lançamento do modelo intermediário V50, que traz câmeras em parceria com a marca Zeiss, especialista em lentes. Essa é uma estreia que chama atenção, tendo em vista que a Jovi também promete produzir aqui no Brasil seus produtos.
A Jovi é uma subsidiária da marca chinesa Vivo, que já lançou no mercado modelos topo de linha com o Vivo X200 Ultra. O primeiro smartphone da Vivo foi lançado em 2011. No caso da linha V50, os aparelhos apostam em um público mais amplo que visa os celulares intermediários.
Por ser um modelo intermediário, o Jovi V50 tem carcaça de plástico ao invés de metal, mas por outro lado é certificado contra água e poeira. A tela possui tecnologia AMOLED com 6,77 polegadas de tamanho. Ele ainda conta com até 12 GB de RAM e até 512 GB de armazenamento, mas sem slot para cartões microSD.
O celular vem com Android 15 e, segundo a Jovi, será atualizado por três gerações do sistema operacional. A bateria também é um outro ponto de destaque, com 6.000 mAh e um carregador de 90 watts. Mas é nas câmeras que o V50 pode se destacar. com qualidade frontal de 50 MP e alguns recursos extras de câmera.
Uma versão alternativa mais barata também lançada pela empresa chinesa é o V50 Lite. Esse é um modelo um pouco menos potente, mas que também traz seus diferenciais, mas com câmeras mais modestas, com 32 MP. Os preços sugeridos, porém, são um pouco salgados. O Jovi V50 Lite sai a R$ 3.200, enquanto o Jovi V50 custa a partir de R$ 5 mil. Achei o preço caro, especialmente se comparado com um iPhone.
Mas e você, trocaria o seu celular atual por um V50? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
Conexão Digital 1114 - Celular não é presente pra criança [VEJA O VÍDEO]
sexta-feira, 9 de maio de 2025
Se você é pai ou mãe de uma criança entre os 8 e 12 anos, deve ter passado por esse mesmo problema. Um colega da sala ganha um celular. Um tempo depois, outro ganha. Nesse momento, sua filha ou seu filho vai te pedir um aparelho próprio. O fato é que dar um celular de presente a uma criança pode representar - e acelerar - o fim da infância.
É um presente muitas vezes visto como um símbolo de cuidado, proteção e até status. Os pais, movidos pelo desejo de manter os filhos conectados e felizes, acabam cedendo. Afinal, outras crianças também têm. À primeira vista, o brilho nos olhos da criança parece validar a escolha.
Mas o que acontece depois? A criança começa a explorar jogos, vídeos, redes sociais. O celular vira um universo paralelo na palma da mão. Você o chama pra tomar café, almoçar, jantar, sair, e a resposta é sempre a mesma "já vou..." e isso se repete várias vezes. Você ameaça tomar o aparelho, como um castigo, e ganha a ira da criança. Situação difícil, mas necessária.
Em pouco tempo as brincadeiras viram coisa rara. Os olhares curiosos para o céu, os livros, um passeio de bicicleta, os amigos de carne e osso — tudo vai sendo substituído por pixels e notificações. As conversas à mesa, há quanto tempo não acontecem?
É aí que a dicotomia se revela. O presente que pretendia aproximar pode acabar afastando. Aquilo que deveria somar, passa a substituir. E o que era para ser ferramenta vira refúgio. E um refúgio potencialmente perigoso, já que nem sempre conseguimos acompanhar tudo o que a criança vê e participa ali.
Presentear com um celular pode sim ser um gesto de amor — desde que venha acompanhado de presença, limites e constante diálogo.
Ser criança é um direito. Um tempo curto, mas essencial. E cabe a nós, adultos, garantir que ele não seja engolido pelo brilho frio das telas.
Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!


