Conexão Digital 1312 - Matéria do Fantástico sobre o Roblox
O programa Fantástico da Rede Globo exibiu uma matéria no último domingo repercutindo sobre o Roblox, e eu já falei dele aqui algumas vezes, até por ter filhas que usam a plataforma.
O Roblox não é um jogo, mas sim uma plataforma de jogos, muitos deles criados pelos próprios usuários, bastante usado por crianças e adolescentes. Porém, denúncias e investigações não faltam.
Apesar do visual colorido e da ideia de ser só diversão, autoridades alertam que a plataforma pode esconder riscos sérios, principalmente para menores de idade. Criar uma conta no Roblox é muito fácil: basta montar um avatar, escolher um apelido e pronto. Quem diz ser maior de idade nem precisa enviar documentos ou e-mail.
A partir daí, o usuário pode circular por milhares de mundos virtuais e conversar com qualquer pessoa, por texto ou áudio. O Roblox tem cerca de 144 milhões de jogadores diários. Desses, 50 milhões têm menos de 13 anos e 57 milhões estão entre 13 e 17.
A maioria acessa pelo celular, o que faz o jogo estar sempre presente na rotina das famílias. No começo do ano, a empresa passou a usar verificação facial para tentar identificar a idade dos usuários e limitar o chat de crianças, mas a medida gerou muita reclamação.
Além disso, a própria plataforma admite que a classificação etária pode falhar às vezes. Como grande parte dos conteúdos é criada pelos próprios usuários, surgem ambientes totalmente inadequados: bailes funk com músicas sexualizadas, apologia a crimes, simulações de ataques em escolas, incentivo a dar fim à própria vida e até mundos que falam em “venda de crianças”.
Segundo a Polícia Civil de São Paulo, 90% das vítimas acompanhadas em investigações iniciaram contato com agressores dentro do Roblox. O golpe é silencioso: adultos fingem ser crianças, criam laços, levam a conversa para outros aplicativos e começam a manipular as vítimas.
A empresa diz que monitora conversas, proíbe conteúdos ilegais e oferece ferramentas de denúncia. Mesmo assim, jogos perigosos podem demorar semanas para sair do ar. O debate cresce com a chegada do ECA Digital, o Estatuto da Criança e do Adolescente na internet, que entra em vigor agora em março e deve exigir mudanças nas plataformas.
Outros países já discutem ou adotam restrições, como Austrália e Espanha. Isso sem falar para o aumento de problemas ligados ao uso excessivo de telas por crianças e adolescentes. E na sua casa, Roblox é benção ou maldição? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

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