Conexão Digital 1345 - Meta e Youtube culpados em caso sobre vício em redes sociais nos EUA
A Justiça de Los Angeles, nos Estados Unidos, decidiu que aplicativos da Meta e o YouTube prejudicaram a saúde mental de uma jovem por causa de recursos “viciantes” nas plataformas.
A garota disse que ficou dependente do Instagram e do YouTube desde criança e o júri concordou. Resultado: cerca de US$ 6 milhões em indenização. É uma decisão histórica e pode abrir espaço pra mais processos contra big techs. As empresas não aceitaram o veredito e vão recorrer, dizendo que a decisão distorce o funcionamento das plataformas.
O caso também acende um alerta no Brasil. Especialistas dizem que, por aqui, usuários são considerados consumidores, então plataformas podem ser responsabilizadas por danos. E o país já está discutindo isso com o chamado “ECA Digital”, que prevê regras mais rígidas, principalmente pra proteger menores.
Entre essas regras estão coisas como limitar feed infinito, autoplay de vídeos e notificações excessivas, tudo pra evitar vício. Esse julgamento mostra uma mudança importante: a tecnologia está deixando de ser vista como neutra.
Agora, começa a pesar também como ela é construída: algoritmos, notificações e mecânicas que prendem a atenção. Isso pode impactar não só redes sociais, mas todo o desenvolvimento de produtos digitais e até de Inteligência Artificial. A discussão vai além do conteúdo e entra no design das plataformas e no quanto ele influencia o comportamento das pessoas.
Aí fica a dúvida: até onde vai a responsabilidade das empresas e dos governos e onde entra a dos pais? De qualquer forma, esse tipo de decisão deve acelerar novas leis e regras pra tornar o uso das redes mais seguro, principalmente pra jovens.
E na sua casa? Você que é pai ou mãe de crianças e adolescentes, conversa sobre isso com eles? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
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