Conexão Digital 1309 - Pagamento por Bluetooth em ônibus é mais democrático que NFC
Você tem costume de fazer pagamentos pelo celular, usando a tecnologia NFC? Pois é, só que muitos celulares mais antigos ou até modelos atuais mais baratos não possuem essa tecnologia.
Pensando nisso, a Prefeitura de São Paulo começou a testar um novo modo de pagar ônibus pelo celular: via Bluetooth. A ideia surgiu porque muitos aparelhos antigos ou baratos não têm NFC. Com Bluetooth, o sistema fica mais acessível.
O projeto-piloto inclui 2.200 ônibus em 296 linhas e deve ser ampliado. O funcionamento é simples: via aplicativo, o usuário acessa a carteira digital, compra a passagem via Pix e, na hora de embarcar, ativa o Bluetooth, escolhe o bilhete e aproxima o celular da catraca. É possível comprar passagens avulsas, diárias, semanais ou mensais.
Como tudo é atualizado na nuvem, a SPTrans pode até liberar catracas remotamente. A tecnologia já está pronta para toda a frota de 13 mil ônibus, que transporta 7 milhões de pessoas por dia.
O modelo não é novo: foi testado em Sorocaba entre 2019 e 2020 e segue funcionando. A ideia é expandir a solução para outras cidades, sistemas de bilhetagem e até outros modais, como metrô, trem, barcas e estacionamento tipo Faixa Azul. Tem também a possibilidade de novos formatos de cobrança, como tarifas por tempo, distância ou região.
O desafio é que o Pix por Aproximação hoje só funciona com NFC, segundo regras do Banco Central, e uma mudança regulatória seria necessária para liberar o uso por Bluetooth. Mas isso é fácil de resolver. Mas será que a tecnologia Bluetooth é mais segura do que a NFC? Você confia?
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