Conexão Digital 1299 - Como a inteligência artificial pode influenciar as eleições de 2026
Você já deve saber que 2026 é ano eleitoral. E um diferencial das eleições desse ano na internet muito provavelmente será um uso nunca antes visto da inteligência artificial gerando fotos, imagens e vídeos falsos. Portanto, é bom estar atento para evitar ser manipulado.
Nos últimos anos, a qualidade de IA generativa, que cria texto, imagem, áudio e vídeo, cresceu tanto que agora dá pra produzir conteúdos super-realistas. E aí começam os problemas. O grande risco é a desinformação. A IA consegue criar cenas inteiras que nunca aconteceram: fala falsa, vídeo falso, foto falsa, tudo muito convincente. E quando isso cai em redes como WhatsApp, onde é difícil rastrear, o estrago pode ser grande.
Esses materiais não decidem eleição sozinhos, mas atrapalham a imagem de candidatos e desviam a atenção de quem precisa fiscalizar o processo. O tipo de conteúdo mais perigoso hoje são os deepfakes, aqueles vídeos que colocam o rosto ou a voz de alguém em situações totalmente inventadas. Além disso, existe a ameaça dos robôs e perfis falsos, criados em massa com fotos, nomes e textos gerados por IA.
Eles ajudam a espalhar boatos, inflar apoio falso e criar aquela sensação de que “todo mundo está falando disso”, quando na verdade não está. O TSE já se mexeu: desde 2024 é proibido usar deepfake para atacar candidatos, e empresas de tecnologia têm que tirar esse tipo de conteúdo do ar.
Campanhas que usarem IA precisam avisar que usaram, e tem regras pra chatbots não interagirem com eleitores como se fossem humanos. Mesmo assim, cabe ao público desconfiar.
Dá pra perceber algumas pistas como áudio com dicção estranha; vídeos com boca que não acompanha a fala; imagens com textura esquisita, iluminação impossível ou dedos deformados; textos com jeitão de chatbot, com emojis demais ou erros culturais; além de marcas dágua de plataformas de IA na tela.
Sim, está cada vez mais difícil distinguir o que é real do que é falso. Então é bom sempre checar a fonte, usar busca reversa e recorrer a sites confiáveis ou agências de checagem. Em 2026, a regra é simples: se parecer bom (ou absurdo) demais pra ser verdade, desconfie.
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