Conexão Digital 1355 - Entenda a trend das frutinovelas feitas com IA no TikTok

segunda-feira, 13 de abril de 2026


Se você entrou no TikTok esses dias e viu um morango traindo uma banana… calma, não é surto coletivo. Isso faz parte das “frutinovelas”, uma trend global que basicamente são novelinhas feitas 100% com inteligência artificial. 

São vídeos curtinhos, com episódios de um minuto, onde frutas com carinha de gente vivem histórias cheias de treta: tem traição, barraco, disputa… tudo no nível novela das nove, só que bem mais aleatório. Personagens como Cherrita, Bananito e Strawberrina estrelam séries que viralizaram pesado, com milhões de seguidores e centenas de milhões de views. 

Mas nem tudo é diversão. Muita gente tem criticado esse tipo de conteúdo por exagerar em situações humilhantes, principalmente com personagens femininas. Tem cenas bizarras, punições estranhas e até violência. 

Mesmo assim, a galera não para de assistir. Quanto mais exagerado e escandaloso, mais prende a atenção. Por trás disso tudo, tem tecnologia pesada. Hoje, ferramentas de IA conseguem criar tudo sozinhas: roteiro, imagem, voz e animação. Em alguns casos, o criador só escolhe o tema e pronto, o vídeo sai completo. Inclusive alguns perfis no Instagram, como o Portal Publicitário, ensinam a fazer prompts pra gerar esse tipo de vídeo. E tem até canal no Youtube, o Frutinovelas TV

No fim das contas, essa trend das frutinovelas mostra uma coisa importante: criar conteúdo ficou muito mais acessível, algo que até pouco tempo atrás parecia impossível. Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!




Conexão Digital 1354 - Apps que simulam Tigrinho driblam ECA Digital e podem ser baixados por crianças

sexta-feira, 10 de abril de 2026


O ECA Digital começou a valer e já impactou vários jogos no Brasil, como o Roblox. Enquanto isso, alguns jogos que simulam cassinos, tipo “Tigrinho” e caça-níqueis, continuam disponíveis até pra crianças. Esses aplicativos imitam bem a experiência de aposta: você gira roleta, ganha moedas virtuais e pode até comprar mais dentro do jogo. 

O problema é que, mesmo sem dinheiro real envolvido diretamente, eles passam uma sensação muito parecida com jogos de aposta de verdade. E isso confunde muita gente, inclusive adultos, que chegam a reclamar achando que vão ganhar dinheiro de verdade. O motivo desses aplicativos ainda estarem liberados é uma espécie de “zona cinzenta”: como não envolvem saque de dinheiro real, acabam não se encaixando diretamente nas regras mais rígidas da lei. 

Depois que isso veio à tona, alguns desses jogos começaram a ter a classificação ajustada pra 18 anos ou mais. Especialistas alertam que, mesmo sendo “de mentirinha”, esses jogos podem mexer com o comportamento de crianças e adolescentes. Eles usam mecanismos que estimulam o cérebro, como recompensas imprevisíveis, o que pode levar a hábitos compulsivos. 

Além disso, podem criar uma visão distorcida sobre dinheiro e sorte, dando a impressão de que ganhar depende só de insistir. Ou seja: esses jogos treinam o cérebro das crianças para os jogos de azar, com dinheiro de verdade, quando elas chegarem à idade adulta. Só que o problema dos cassinos não é só perder dinheiro. É o vício que gera a partir do uso compulsivo. 

Aí vale sempre reforçar o apelo: pais e mães, olhem o que seus filhos fazem no celular! Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1353 - Wikipédia proíbe criação e edição de artigos por IA generativa

quinta-feira, 9 de abril de 2026


Você já escreveu algum verbete na Wikipédia? Ou já corrigiu ou acrescentou algum conteúdo na plataforma? A questão é que nos últimos anos uma enxurrada de texto criado por inteligência artificial invadiu a enciclopédia virtual. 

Agora a Wikipédia decidiu apertar o cerco contra o uso de IA na criação e edição de artigos, proibindo textos criados por inteligência artificial. Segundo a plataforma, esses sistemas costumam quebrar regras importantes da enciclopédia, como manter neutralidade, usar fontes confiáveis e evitar conteúdo inventado. Como tudo lá precisa ser verificável, a IA acaba sendo um risco. 

Mas tem duas exceções: dá pra usar IA pra corrigir erros básicos no próprio texto (desde que um humano revise depois) e também pra ajudar na tradução de artigos. A decisão veio depois de meses de debate entre os editores, mas no final quase todo mundo concordou com a mudança. Outro ponto interessante é que nem todo texto que parece ter sido feito por IA pode ser acusado disso. 

A comunidade agora exige mais provas antes de apontar esse tipo de coisa. Tudo isso acontece num momento em que a Wikipédia sente o impacto da popularização da IA, inclusive com queda de acesso, já que a gente quase não precisa clicar em links de sites pra tirar dúvidas ou descobrir o significado de alguma coisa. Ao mesmo tempo, muitos desses robôs usam conteúdo da própria Wikipédia pra funcionar, o que aumenta ainda mais a preocupação com a qualidade das informações. 

Inclusive, pra não sair perdendo, a fundação que administra a Wikipédia começou a fechar parcerias com empresas de tecnologia pra cobrar pelo uso dos seus conteúdos em sistemas de IA. E você, continua acessando a Wikipédia ou também migrou pro ChatGPT? Acha que a plataforma ainda é relevante? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1352 - iOS ganha recurso de tradução ao vivo do Google Tradutor

quarta-feira, 8 de abril de 2026


Seu inglês é bem "more or less"? Já teve dificuldade em conversar com um gringo? Se o filme ou série não for legendado, você não entende quase nada? Pois o Google liberou a função de tradução ao vivo com fones de ouvido também no iPhone. Antes, isso só existia no Android. 

A ideia é simples: ajudar você a conversar com pessoas de outros idiomas em tempo real, sem sufoco. O recurso usa inteligência artificial (o Gemini) pra traduzir falas enquanto você escuta, tipo uma conversa simultânea mesmo. Dá pra usar em várias situações, principalmente em viagens. 

Por exemplo: entender avisos no metrô ou trem, pedir dicas pra moradores locais, acompanhar conversas ou até assistir filmes sem legenda. Tudo isso direto no fone, com a tradução acontecendo na hora. 

E não precisa de nada especial: funciona com qualquer fone de ouvido. Além do áudio traduzido, o aplicativo também mostra o texto na tela do celular. Outro ponto legal é que ele tenta manter o jeito da fala original, reconhecendo sotaque, pausas e entonação e já suporta mais de 70 idiomas. 

A notícia ruim agora: por enquanto, essa novidade está disponível só em alguns países, como Estados Unidos, Japão e Reino Unido. No Brasil ainda não chegou, mas deve aparecer em breve. E claro, assim que chegar, eu te conto aqui no Conexão Digital. Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!


Conexão Digital 1351 - Ancine ganha mais autonomia e poderá bloquear conteúdo pirata na internet

terça-feira, 7 de abril de 2026


A Agência Nacional do Cinema (Ancine) ganhou mais poder pra combater a pirataria de filmes e séries no Brasil. Agora, ela pode agir por conta própria, sem precisar esperar denúncia de quem tem os direitos do conteúdo. Na prática, se a agência identificar um site ou plataforma transmitindo conteúdo ilegal, ela já pode começar o processo. 

Primeiro, manda uma notificação dando 48 horas pra tirar o material do ar ou se defender. Se não resolver, vem a punição: bloqueio do site, incluindo domínio e IP. Esse bloqueio vai ser feito junto com a Anatel, que ajuda a cortar o acesso dessas plataformas pelos provedores de internet. A estratégia não mira só os sites ilegais, mas também o dinheiro por trás deles. A Ancine pode avisar empresas de pagamento e plataformas de anúncios pra cortar a monetização desses serviços. 

Por outro lado, quem consome conteúdo pirata não deve ser punido. O foco está mesmo em quem distribui. A agência também promete mais transparência, com relatórios a cada seis meses mostrando o que foi feito e os resultados das ações. Além disso, estão previstos acordos com empresas e plataformas digitais pra agilizar a remoção de conteúdo ilegal sem precisar de tanta burocracia. 

E você, costuma baixar conteúdos piratas na internet? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!


Conexão Digital 1350 - Golpe no TikTok rouba conta do Google

segunda-feira, 6 de abril de 2026


Cibercriminosos estão aplicando um golpe sofisticado pra roubar contas de empresas no TikTok e até contas do Google junto. Funciona assim: a vítima recebe um link falso que parece legítimo. Ao clicar, ela cai em uma página que imita o TikTok ou até um site do Google. Antes de entrar, tem até uma verificação pra parecer mais confiável. Depois disso, a pessoa preenche um formulário e vai pra uma tela de login falsa. 

Só que aí está o truque: tudo o que ela digita (e-mail, senha e até dados de acesso) é capturado em tempo real pelos criminosos. O pior é que muita gente usa a conta do Google pra entrar em outros serviços. Então, quando o golpe funciona, o hacker não invade só o TikTok: ele pode acessar também Gmail, Drive, anúncios e outros serviços conectados. 

Esse tipo de ataque é bem avançado e difícil de detectar, porque usa técnicas pra burlar sistemas de segurança. Por trás disso, existe toda uma estrutura organizada, com vários sites falsos criados quase ao mesmo tempo, mostrando que é uma campanha grande e planejada. A questão é que contas empresariais têm muito valor pros criminosos: permitem criar anúncios, atingem muita gente e até permitem aplicar os golpes nos seguidores dos perfis hackeados como se fosse a empresa real. 

A dica principal é desconfiar de links recebidos por e-mail ou mensagem e evitar fazer login fora dos sites oficiais, ainda mais se você administra o perfil de alguma empresa. Aí é cuidado dobrado! Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!


Conexão Digital 1349 - Mercado Livre abre centro de logística na China

sexta-feira, 3 de abril de 2026


O Mercado Livre segue crescendo forte na América Latina e agora deu um passo estratégico: abriu um centro logístico na China. A novidade não foi anunciada com grande destaque, mas apareceu no relatório financeiro de 2025 e mostra uma mudança importante na forma como a empresa opera. 

Na prática, esse centro ajuda a controlar melhor a distribuição de produtos vindos da Ásia, amplia o catálogo e ainda pode reduzir o tempo de entrega. Ele já atende os principais mercados da empresa na região e fortalece as vendas internacionais, que devem crescer ainda mais nos próximos anos. 

Esse movimento também é uma resposta direta à concorrência de plataformas asiáticas, como Shein e Temu, que vêm ganhando espaço com produtos baratos. Ao investir na origem dos produtos, o Mercado Livre tenta ficar mais competitivo e eficiente. Em termos de números, a empresa teve um crescimento forte em 2025, com alta de 39% na receita global. 

Por outro lado, o lucro caiu no curto prazo por causa dos altos investimentos em logística e crédito. Mesmo assim, a aposta é clara: investir pesado agora pra crescer mais lá na frente. A empresa acredita que essa estrutura na China pode reduzir custos, acelerar entregas e reforçar ainda mais sua liderança na América Latina. 

No meio disso tudo, também rola preocupação com a falta de regras iguais pra todo mundo, especialmente pra proteger pequenos e médios negócios locais. Quem vende produtos importados da China pelo Mercado Livre vai ter o próprio Mercado Livre como concorrente agora. 

Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1348 - Novidades do WhatsApp em abril de 2026

quinta-feira, 2 de abril de 2026


O WhatsApp lançou uma série de novos recursos recentemente. Entre eles estão mecanismos pra apagar documentos pesados nas conversas (uma mão na roda pra quem vive com o aparelho lotado); facilidade pra transferir históricos de conversas entre o iOS e o Android (outro problemão pra quem troca de aparelho); possibilidade de ter duas contas em dispositivos da Apple; e retoques de fotos com inteligência artificial. 

Pra liberar espaço no zap, acesse o menu “gerenciar armazenamento” dentro do perfil do contato, e descarte mídias volumosas sem precisar apagar o histórico de mensagens. Além disso, a opção de “limpar conversa” foi alterada, permitindo a exclusão de fotos e vídeos mantendo o texto original da mensagem. Usuários de iPhone podem transferir o histórico de conversas, fotos e vídeos do iOS pra o Android e dentro do sistema operacional. 

O WhatsApp também passou a permitir duas contas em um celular da Apple, assim como já acontece no Android. A Meta AI ganha a funcionalidade para retocar as fotos diretamente na conversa antes de enviá-las. É possível remover ou trocar planos de fundo ou aplicar um estilo. Este recurso vai ser disponibilizado gradualmente. 

A inteligência artificial também vai contribuir para a escrita dos usuários, com sugestão de respostas com base na conversa. Outra novidade é a sugestão de inserção de figurinhas ao buscar um emoji pra uma conversa. O WhatsApp passa a mostrar sugestões de figurinhas ao inserir um emoji e, com um toque, é possível trocá-lo pela figurinha. 

Legal, né? Essas novidades já apareceram aí pra você? Se ainda não, tente atualizar o aplicativo na sua loja de apps. Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1347 - Lei implementa transparência no valor de corridas para trabalho por apps

quarta-feira, 1 de abril de 2026


Saiu um novo relatório com mudanças importantes pra quem trabalha com aplicativos de entrega e transporte. A ideia é melhorar as condições dos trabalhadores, começando por aumento no valor mínimo das corridas (de R$ 7,50 pra R$ 10) e também no valor por quilômetro rodado depois de certa distância. 

Mas o que chama mais atenção são algumas medidas que já vão começar a valer. Uma delas é obrigar mais transparência: as plataformas terão que mostrar direitinho como o preço da corrida ou entrega é calculado não só pro cliente, mas também pro motorista, entregador e até o restaurante. 

Outra novidade é a criação de pontos de apoio em cidades com muitos trabalhadores. Esses espaços vão ter banheiro, água, lugar pra descanso e alimentação, coisas que a categoria pede há tempos. Também vai rolar um monitoramento melhor de acidentes envolvendo esses profissionais, com inclusão dessa atividade nos registros oficiais de saúde. 

A ideia é entender melhor os riscos e criar formas de prevenção. Além disso, tem propostas mais amplas, como pagamento justo em corridas com várias entregas (sem dividir o valor de forma desigual), regras mais claras contra bloqueios injustos nas plataformas e garantia de que o trabalhador receba 100% das gorjetas. 

Outros pontos incluem acesso à Previdência com contribuição reduzida, seguro contra acidentes, reajuste automático da remuneração e até um extra de 30% em dezembro. Por outro lado, empresas do setor criticaram bastante o pacote. Elas dizem que as mudanças podem encarecer o serviço, reduzir ganhos dos trabalhadores e até diminuir a oferta de trabalho. 

No fim, o debate mostra que o setor ainda está tentando encontrar um equilíbrio entre proteger quem trabalha nos aplicativos e manter o modelo funcionando sem pesar no bolso de todo mundo. 

Você acha que as novas regras podem inviabilizar pedir comida em casa ou no trabalho? Ou é justo melhorar as condições desses trabalhadores mesmo impactando no preço? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!

Conexão Digital 1345 - Meta e Youtube culpados em caso sobre vício em redes sociais nos EUA

terça-feira, 31 de março de 2026


A Justiça de Los Angeles, nos Estados Unidos, decidiu que aplicativos da Meta e o YouTube prejudicaram a saúde mental de uma jovem por causa de recursos “viciantes” nas plataformas. 

A garota disse que ficou dependente do Instagram e do YouTube desde criança e o júri concordou. Resultado: cerca de US$ 6 milhões em indenização. É uma decisão histórica e pode abrir espaço pra mais processos contra big techs. As empresas não aceitaram o veredito e vão recorrer, dizendo que a decisão distorce o funcionamento das plataformas. 

O caso também acende um alerta no Brasil. Especialistas dizem que, por aqui, usuários são considerados consumidores, então plataformas podem ser responsabilizadas por danos. E o país já está discutindo isso com o chamado “ECA Digital”, que prevê regras mais rígidas, principalmente pra proteger menores. 

Entre essas regras estão coisas como limitar feed infinito, autoplay de vídeos e notificações excessivas, tudo pra evitar vício. Esse julgamento mostra uma mudança importante: a tecnologia está deixando de ser vista como neutra. 

Agora, começa a pesar também como ela é construída: algoritmos, notificações e mecânicas que prendem a atenção. Isso pode impactar não só redes sociais, mas todo o desenvolvimento de produtos digitais e até de Inteligência Artificial. A discussão vai além do conteúdo e entra no design das plataformas e no quanto ele influencia o comportamento das pessoas. 

Aí fica a dúvida: até onde vai a responsabilidade das empresas e dos governos e onde entra a dos pais? De qualquer forma, esse tipo de decisão deve acelerar novas leis e regras pra tornar o uso das redes mais seguro, principalmente pra jovens. 

E na sua casa? Você que é pai ou mãe de crianças e adolescentes, conversa sobre isso com eles? Me conta no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!